Professores de ET com futuro incógnito reúnem-se sábado
Os docentes de Educação Tecnológica fazem no sábado o seu encontro nacional, num clima de "incógnita" quanto ao futuro de milhares de docentes, por causa da revisão curricular que retira do 3.º ciclo uma disciplina "estruturante".
Lusa / EDUCARE
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O presidente da Associação Nacional de Professores de Educação Tecnológica (ANAPET), Adérito Sá Gomes, disse à agência Lusa que a última proposta de revisão curricular nos ciclos Básico e Secundário "elimina a Educação Tecnológica" do 3.º ciclo, apesar de, na primeira versão, se manter no 7.º e 8.º anos.
"É uma disciplina estruturante, promove a literacia tecnológica e tem um carácter propedêutico importante para os alunos que sigam as vias profissionalizantes", defendeu.
Adérito Sá Gomes afirmou que os professores não entendem porque é que se cria um "hiato" no 3.º ciclo, que, se se mantiver a proposta do Governo, será o único sem Educação Tecnológica.
Outro problema prende-se com o que vai acontecer a milhares de professores com o fim de horários de educação tecnológica no 3.º ciclo: "Não se sabe o que vai ser feito deles", lamentou.
"Estamos a falar de um universo estimado de cerca de três mil professores. Os responsáveis do Ministério da Educação com quem temos falado garantiram-nos que, pelo menos, para os do quadro, se encontrarão 'ocupações dignas', mas também perguntamos: a fazer o quê?", referiu.
O presidente da ANAPET afirmou que "é uma incógnita o que vai acontecer a esta gente", acrescentando que tem pedido à tutela para que suspenda a revisão e faça uma "discussão mais séria".
O que pode acontecer é que os diretores de escola incorporem os professores de Educação Tecnológica na chamada "oferta de escola", uma variedade de concurso promovido pelo estabelecimento de ensino para preencher necessidades.
"Alguns podem ter a sensibilidade de tentar aproveitar os recursos que têm até ao limite, outros podem não o fazer", salientou.
O encontro nacional da ANAPET decorre no colégio São João de Brito, em Lisboa, e inclui participações de dirigentes da Federação Nacional dos Professores, Federação Nacional da Educação, União Geral dos Trabalhadores e Confederação Nacional das Associações de Pais.
A ANAPET mantém também uma petição pública na Internet, reclamando a obrigatoriedade da disciplina no 3.º ciclo, que recolheu quase cinco mil assinaturas.
"É uma disciplina estruturante, promove a literacia tecnológica e tem um carácter propedêutico importante para os alunos que sigam as vias profissionalizantes", defendeu.
Adérito Sá Gomes afirmou que os professores não entendem porque é que se cria um "hiato" no 3.º ciclo, que, se se mantiver a proposta do Governo, será o único sem Educação Tecnológica.
Outro problema prende-se com o que vai acontecer a milhares de professores com o fim de horários de educação tecnológica no 3.º ciclo: "Não se sabe o que vai ser feito deles", lamentou.
"Estamos a falar de um universo estimado de cerca de três mil professores. Os responsáveis do Ministério da Educação com quem temos falado garantiram-nos que, pelo menos, para os do quadro, se encontrarão 'ocupações dignas', mas também perguntamos: a fazer o quê?", referiu.
O presidente da ANAPET afirmou que "é uma incógnita o que vai acontecer a esta gente", acrescentando que tem pedido à tutela para que suspenda a revisão e faça uma "discussão mais séria".
O que pode acontecer é que os diretores de escola incorporem os professores de Educação Tecnológica na chamada "oferta de escola", uma variedade de concurso promovido pelo estabelecimento de ensino para preencher necessidades.
"Alguns podem ter a sensibilidade de tentar aproveitar os recursos que têm até ao limite, outros podem não o fazer", salientou.
O encontro nacional da ANAPET decorre no colégio São João de Brito, em Lisboa, e inclui participações de dirigentes da Federação Nacional dos Professores, Federação Nacional da Educação, União Geral dos Trabalhadores e Confederação Nacional das Associações de Pais.
A ANAPET mantém também uma petição pública na Internet, reclamando a obrigatoriedade da disciplina no 3.º ciclo, que recolheu quase cinco mil assinaturas.
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