Voluntariado: ajudar, aprender, viajar, enriquecer a vida

Muitos jovens, em idade escolar, dedicam parte do seu tempo aos outros. E isso é voluntariado. Aumenta a autoconfiança, desenvolve competências como a responsabilidade, o espírito de equipa, a procura de soluções. É uma experiência que não tem preço.
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Ajudar, aprender com as situações do dia a dia, sair do conforto do lar, dedicar-se a quem precisa. Há vários projetos de voluntariado cá dentro e lá fora. E há jovens que dedicam o tempo de férias em programas que têm diversas missões em nome do bem-estar de pessoas, em nome de um melhor meio ambiente, em nome do desenvolvimento de uma comunidade. Seja no que for. Quando as aulas terminam ou durante as férias na escola, há jovens que querem ser voluntários. Uma experiência impagável, que desenvolve competências como a responsabilidade, o espírito de equipa e o relacionamento interpessoal. Aumenta a autoconfiança e até pode abrir portas no mercado de trabalho.

Há jovens que querem perceber quais os seus talentos e interesses e o voluntariado pode ajudar. É uma forma de crescer, importante no futuro. Aprender coisas novas, uma nova língua. Alargar horizontes e perceber qual o caminho a seguir depois dos estudos concluídos. No terreno, há situações para resolver e pensar em estratégias e encontrar soluções são competências muito importantes. Aprendem-se técnicas de trabalho e essa experiência valoriza o currículo.

O voluntariado tem inúmeras virtudes. Conhecem-se novas pessoas, aumenta-se a rede de contactos, aprofundam-se conhecimentos nessa experiência, conhecimentos linguísticos também. A lei tem uma definição para voluntário: “É o indivíduo que de forma livre, desinteressada e responsável se compromete, de acordo com as suas aptidões próprias e o seu tempo livre, a realizar ações de voluntariado no âmbito de uma organização promotora.” É isso e muito mais.

Fazer as malas e partir
O Serviço Voluntário Europeu permite aos jovens, dos 17 aos 30 anos, desenvolverem uma ação de voluntariado num país diferente do seu país de residência, num período até um ano. A oferta é variada. Há programas de apoio comunitário, de serviço cívico, de defesa dos mais desfavorecidos. Projetos de partilha constante. As associações que recebem os voluntários asseguram os meios financeiros para as viagens, alojamento, alimentação, despesas correntes, formação, cursos linguísticos.

Cá dentro também há várias possibilidades para fazer voluntariado. “Recados e Companhia” é uma ação de voluntariado, para jovens entre os 16 e os 30 anos, que apoia idosos em pequenas tarefas, como idas ao médico, passear, ir às compras, tratar dos recados, fazer-lhes companhia. Um contacto com outra geração. É um projeto que acontece nos concelhos de Lisboa, Porto, Amadora, Setúbal, Coimbra, Bragança e Évora. Não há custos de participação, os voluntários integram equipas locais que têm escalas de visitas estabelecidas, de acordo com as necessidades dos idosos. Têm formação, certificado de participação, seguro de acidentes pessoais e uma verba de 3,5 euros para eventuais custos com transportes.

Voluntariado Jovem para a Natureza e Florestas é um programa a cargo do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ). O nome explica o conceito. É um projeto de preservação da natureza, florestas e ecossistemas, que anda no terreno com várias ações, desde sensibilizar populações como prevenir incêndios florestais e outros problemas que tenham impacto ambiental, além da monitorização e recuperação de zonas afetadas. É mais uma proposta.

Enriquecimento pessoal e social
“Geração Z” é um programa que está nas mãos de entidades privadas sem fins lucrativos, que valoriza ações de jovens entre os 16 e os 30 anos em intervenções na comunidade. Anda no terreno entre junho e novembro com várias áreas de trabalho. Participação cívica, prevenção da violência no namoro, prevenção de comportamentos agressivos, desporto, saúde juvenil, ambiente, intercâmbio cultural, associativismo, entre outras. Ações à medida das necessidades das organizações que trabalham de perto com as populações. Voluntariado que promove o intercâmbio e valoriza a educação não formal. Cada voluntário recebe oito euros por dia e a ocupação diária é de cinco horas.

“Namorar com Fair Play” é um programa de voluntariado na área da prevenção da violência no namoro e anda de norte a sul do país. Criam-se bolsas locais de animadores com voluntários, dos 16 aos 30 anos, para projetos que vão a escolas, universidades e entidades ligadas ao terceiro setor. É um projeto focado em várias ações com diversos propósitos, mais concretamente, como eliminar estereótipos de género promovendo uma cultura de não-violência, sensibilizar os jovens para a igualdade de género, prevenir a vitimização de jovens.

“A violência nas relações de intimidade tem, muitas vezes, início no namoro entre jovens e traduz-se numa relação desigual em que um dos elementos do casal pretende, através da violência, dominar e controlar outra pessoa”, adianta a descrição do projeto que quer contribuir para um maior enriquecimento pessoal, relacional e social dos jovens participantes.

Há, pelo país, várias instituições com projetos que aceitam voluntários. O Banco Alimentar, a Cruz Vermelha, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, o Jardim Zoológico de Lisboa, o Museu Nacional de Arte Antiga, os Médicos do Mundo, a Oikos, que tem projetos na área de luta contra a pobreza e a desigualdade, a AMI, o IPO do Porto e a Acreditar são alguns exemplos.

O programa “Agora Nós”, do IPDJ, apoia práticas de voluntariado jovem em áreas consideradas relevantes para a sociedade. A formação é um dos direitos dos voluntários, tal como o seguro de acidentes pessoais, o seguro de responsabilidade civil e o certificado de participação. Os deveres estão relacionados com a relação de compromisso estabelecida entre o voluntário e outros intervenientes na ação de voluntariado. Os voluntários têm de atuar de forma responsável, diligente, isenta e solidária.

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