Ministro defende que conjuntura não é desculpa para aliviar modernização das escolas

O ministro da Educação defendeu, no sábado, que a conjuntura financeira “não tem de ser desculpa para aliviar a modernização das infraestruturas tecnológicas das escolas”.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
Tiago Brandão Rodrigues falava no “Edu Day” na Universidade de Aveiro, um encontro promovido pela Microsoft para “preparar professores e alunos para a era digital” e mostrar alguns exemplos de “boas práticas” na implementação de tecnologia na sala de aula.

O ministro, que participou na sessão dedicada ao “Futuro da Aprendizagem Digital”, juntamente com Paula Panarra, diretora geral da Microsoft Portugal, considerou que “o défice de competências digitais básicas na população limita o potencial de inovação, o potencial de competitividade da economia nacional e vai reproduzir desigualdades de rendimento no mercado de trabalho”.

Para Tiago Brandão Rodrigues, Portugal tem de fazer uma “revolução digital” que não pode ser feita sem as comunidades educativas.

“Neste momento temos 52% de adultos, entre 25 e 64 anos, que não completaram o ensino superior. Eram 55% em 2015 o que significa que estamos a dar passos importantes, mas cerca de 45% da nossa força de trabalho não tem nenhuma competência digital. Significa que quase metade dos portugueses não sabe absolutamente nada relacionado com o mundo digital, controlo de máquinas digitais, ou mesmo competências básicas”, descreveu.

Segundo o ministro, o país tem “metas ambiciosas”, definidas na Iniciativa Nacional Competências Digitais e.2030 (INCoDe.2030), como chegar a 2030 com 80% da população com competências digitais básicas e possuir cerca de 8% de especialistas em tecnologias da informação e comunicação face aos 3% atuais.

Nessa área, o país ganhou recentemente uma “posição de destaque” ao ser escolhido pela Comissão Europeia para antecipar as necessidades do pós-2020, através do projeto-piloto de aprendizagens para os jovens, qualificação de adultos e formação profissional, salientou.

Paula Panarra, diretora-geral da Microsoft Portugal, referiu-se a estudos que indicam que 70% das atuais profissões serão obsoletas na próxima década e 65% das crianças que frequentam o ensino primário terão profissões que hoje não existem.

“A inteligência artificial, a robótica, a impressão 3D e a internet das coisas são quatro tecnologias que estão a mudar o futuro”, segundo a representante da Microsoft.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
Comentários
Inicie sessão ou registe-se gratuitamente para assinar os comentários
  • submeter
  • cancelar
  • visualizar
Não existem comentários. Dê-nos a sua opinião!
 
Para salvaguardar o bom funcionamento deste espaço, todos os comentários são sujeitos a um processo de filtragem e validação editorial, pelo que só serão aceites participações sem linguagem obscena, difamatória, ameaçadora ou caluniosa.

O EDUCARE.PT reserva-se o direito de não validar todos os comentários que não se enquadrem nestes pressupostos e que não se relacionem, única e exclusivamente, com a atualidade educativa.
Recordamos ainda que todas as mensagens são da exclusiva responsabilidade dos participantes, nomeadamente, no que respeita à veracidade dos dados e das informações transmitidas.