Concurso Literacia 3Di “põe os alunos a responder a perguntas ‘fora da caixa’”

Durante esta semana os vencedores distritais do concurso Literacia 3Di voltaram aos computadores para realizar as provas que os podem levar à final nacional, que decorre em 11 de maio, em Lisboa.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
A Escola Secundária Fontes Pereira de Melo, no Porto, acolhe os alunos do distrito que venceram as provas ao nível das escolas nas quatro áreas a concurso: Matemática, Ciências, Português e Inglês. Ao longo desta semana, 200 alunos esperaram pela sua vez de entrar numa das três salas que o estabelecimento disponibilizou para a iniciativa Literacia 3Di, “a aventura do conhecimento” organizada pela Porto Editora. A terceira edição do concurso envolveu no ano letivo que decorre um total de 130 mil alunos inscritos.

Nesta fase, as provas acontecem em todos os distritos do país. Menos em Bragança. A neve que caiu por estes dias obrigou as escolas da região a encerrar. Sem aulas e sem alunos, as provas do Literacia 3Di foram adiadas até à próxima quarta-feira.

No Porto, a manhã de quarta-feira estava menos chuvosa que no dia anterior. Ninguém faltou à chamada. A logística do concurso dita que cada grupo, no mínimo quatro alunos de cada escola, faz a prova num horário previamente agendado consoante o concelho. Os participantes chegam com antecedência, acompanhados pelo coordenador do projeto Literacia 3Di na escola, fazem um registo de presença e aguardam a chamada para as provas. Os alunos do 5.º ano testam conhecimentos em Matemática, os do 6.º ano em Ciências, os do 7.º ano em Português e os do 8.º ano em Inglês.

Licínio Tavares, coordenador da equipa do Literacia 3Di, explica como a estrutura do concurso se adapta “sem problemas” aos recursos existentes nas escolas. Tal como está a acontecer na Escola Secundária Fontes Pereira de Melo. “Estamos a usar três espaços com computadores, um deles é a biblioteca. Também estamos a usar o auditório para a entrega dos prémios. A equipa que operacionaliza o Literacia 3Di tem acumulado a experiência necessária para ultrapassar quaisquer contratempos.” Não é para menos. O Literacia 3Di vai na terceira edição.  

Os alunos têm 45 minutos para fazer a prova, durante esse período apenas contam com apoio ao nível técnico. Ou seja, os supervisores da prova não tiram dúvidas. Apenas estão presentes para resolver problemas informáticos. Tudo porque as provas são feitas no computador com ligação à Internet e usando a plataforma da Escola Virtual. Os conteúdos são desenvolvidos especificamente para o concurso e avaliam o modo como os alunos aplicam na prática o que aprendem na sala de aula.

“As provas exigem que os alunos tenham um conhecimento das matérias lecionadas nesse ano em cada uma das áreas”, esclarece Licínio Tavares, acrescentando que “a avaliação não afere diretamente conhecimentos curriculares, mas antes se os alunos conseguem aplicar em contextos práticos, da sua vida, as aprendizagens escolares”.  

O Externato Ribadouro foi uma das escolas que passaram na manhã de quarta-feira pela Escola Secundária Fontes Pereira de Melo. Cristina Batista, coordenadora do projeto no estabelecimento de ensino, revela ao EDUCARE.PT que a ideia de concorrer ao Literacia 3Di partiu da vontade dos alunos. É a primeira vez que competem. “Os alunos quiseram mesmo participar, por isso, a escola criou as condições necessárias para tornar a participação possível.”

Rodrigo, de 10 anos, foi um dos finalistas na área da Matemática. Preparou-se a preceito: “Estudei como faço para os testes da escola e fiz bem porque a parte dos cálculos era difícil, mas como tinha estudado achei-a fácil.” Fazer a prova sem usar papel e caneta não foi novidade. “Às vezes na escola já fazemos testes no computador”, refere Rodrigo, “só não ganhamos nenhum prémio”, sorri. No final desta etapa os alunos são já os vencedores da primeira fase que deixaram para trás. Por isso, no mesmo dia em que concorrem a uma nova etapa do desafio, cada aluno leva para casa um prémio: livros de autores portugueses e estrangeiros com histórias recomendadas pelo Plano Nacional de Leitura para o ano de escolaridade que frequentam.

Se o cálculo mental foi o ‘calcanhar de Aquiles’ de Rodrigo, o tempo (não o atmosférico) foi o de Ana e Bárbara, de 11 e 13 anos, a concorrer nas áreas de Ciência e Inglês, respetivamente. As provas não correram tão bem como as alunas esperavam. “Perdi muito tempo na prova a andar para cima e para baixo, com o cursor, para ver uma imagem e responder às questões”, lamenta Ana. “O meu problema foi ter gasto 30 minutos a ver uma pergunta”, confessa Bárbara, sem encontrar explicação para o sucedido: “Não sei como isso aconteceu, acho que me perdi no tempo.”

Apesar dos constrangimentos na equipa, a participação está muito longe de ter sido uma perda de tempo. Que o diga a coordenadora do Literacia 3Di, Cristina Batista: “O concurso é muito interessante porque põe os alunos a responder a perguntas ‘fora da caixa’”.   
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
Comentários
Inicie sessão ou registe-se gratuitamente para assinar os comentários
  • submeter
  • cancelar
  • visualizar
Não existem comentários. Dê-nos a sua opinião!
 
Para salvaguardar o bom funcionamento deste espaço, todos os comentários são sujeitos a um processo de filtragem e validação editorial, pelo que só serão aceites participações sem linguagem obscena, difamatória, ameaçadora ou caluniosa.

O EDUCARE.PT reserva-se o direito de não validar todos os comentários que não se enquadrem nestes pressupostos e que não se relacionem, única e exclusivamente, com a atualidade educativa.
Recordamos ainda que todas as mensagens são da exclusiva responsabilidade dos participantes, nomeadamente, no que respeita à veracidade dos dados e das informações transmitidas.