Rankings: escolas privadas continuam no topo das listas, públicas sobem de lugar

O sucesso continua a ser maior entre os alunos dos privados: 85% dos colégios tiveram média positiva contra 73% das escolas públicas. A diferença entre as notas dos exames nacionais e as atribuídas pelos professores das disciplinas foi de 2,8 valores, tanto no público como no privado. As raparigas continuam a ter melhores resultados do que os rapazes.
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Os primeiros lugares dos rankings das escolas continuam a ser ocupados por estabelecimentos privados, mas as escolas públicas têm vindo a melhorar o seu desempenho e a subir lugares nas listas. Os alunos das secundárias públicas melhoraram os seus resultados nos exames nacionais de 2017, enquanto as médias dos estudantes do privado desceram ligeiramente, segundo dados disponibilizados pelo Ministério da Educação (ME).

Na análise feita pela Lusa, a média dos estudantes dos colégios, no ano passado, foi de 12,07 valores (menos 0,14 valores em relação ao ano anterior) enquanto nas escolas públicas foi de 10,74 valores (mais 0,78 valores). Esta melhoria de notas entre os alunos do ensino público traduziu-se num aumento de escolas com média positiva, ou seja, num universo de 521 estabelecimentos de ensino, 391 tiveram positiva (75%). Mesmo assim, o sucesso continua a ser maior entre os alunos dos privados: 85% dos colégios tiveram média positiva contra 73% das escolas públicas.

Nos últimos cinco anos, os alunos têm vindo a melhorar os seus resultados nas principais disciplinas. Em Física e Química, Biologia e Geologia, Matemática A e Português, as médias nacionais subiram cerca de dois valores entre 2013 e 2017.
Nesse período, os alunos também tiveram melhores resultados em Geografia A e Filosofia, disciplinas em que subiram cerca de um valor, numa escala de zero a 20. Normalmente, os resultados são mais baixos nos exames nacionais em relação à nota atribuída pelos professores e, em 2017, isso não foi exceção. Tanto nas privadas como nas públicas a diferença entre as duas notas foi de 2,8 valores.

As raparigas voltaram a ter melhores notas tanto nos exames nacionais como na nota atribuída pelas escolas pelo trabalho realizado ao longo do ano: tiveram em média 13,98 valores de nota atribuída pela escola enquanto os rapazes tiveram 13,46 valores. Também nos exames nacionais, as raparigas voltaram a destacar-se conseguindo uma média 0,4 décimas acima dos rapazes, 11,06 valores e 10,72 respetivamente.

Os primeiros 27 lugares das escolas com melhores médias nos exames nacionais do Secundário são ocupados por colégios privados, registando-se uma subida de cinco lugares das escolas públicas no ranking elaborado pela Lusa. É no Porto que se encontram as escolas públicas e privadas com melhores resultados nestes exames. Os alunos do Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, voltaram a destacar-se ao conseguirem a melhor média nacional, com 15,02 valores em 479 exames realizados. Numa lista de 521 estabelecimentos de ensino, a primeira escola pública surge em 28.º lugar, a Secundária Garcia de Orta, também no Porto, em que os estudantes fizeram 796 exames e obtiveram uma média de 12,91 valores.

Comparando com o ano anterior, altura em que os primeiros 33 lugares da lista foram ocupados por privados, verifica-se uma ligeira subida das escolas públicas. As dez escolas públicas com melhores resultados encontram-se nos primeiros 50 lugares da lista, sendo que, muitas vezes, as diferenças entre elas só são percetíveis olhando para as centésimas. E tal como nos restantes anos, as escolas com melhores classificações são frequentadas, maioritariamente, por alunos de famílias sem dificuldades financeiras e com pais com formação superior ou, pelo menos, com o 12.º ano de escolaridade.

É na cidade de Lisboa que se encontra metade das escolas do top 10 deste ranking de 521 estabelecimentos: os colégios Manuel Bernardes, São João de Brito e Santa Doroteia (em 2.º, 3.º e 4.º lugares, respetivamente) assim como os Salesianos de Lisboa e o Valsassina (em 7.º e 9.º). O Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, é o quinto classificado, seguindo-se o Colégio St. Peter's School, em Palmela, em 8.º lugar o Colégio Nova Encosta, de Paços de Ferreira, e em 10.º os Salesianos do Estoril. Também entre os estabelecimentos de ensino público, os melhores resultados voltam a destacar as escolas que já se distinguiram noutros anos. Em 1.º e 4.º lugares aparecem secundárias do Porto, a Garcia de Orta e a Clara de Resende, que são separadas por duas escolas de Lisboa, a D. Filipa de Lencastre e a do Restelo.

Subidas e descidas
Os alunos do 9.º ano e do Secundário melhoraram nos exames nacionais, mas em mais de 70% das escolas a maioria dos seus estudantes chumba pelo menos um ano ou tem negativa nas provas. O Colégio Encosta Nova, no Porto, passou de uma média negativa nos exames do 9.º ano para uma média positiva e lidera as subidas no ranking das escolas deste ano, com uma ascensão de 968 lugares. Na lista das maiores subidas, segue-se a Escola Básica de Alcoutim, no distrito de Faro, que melhorou 833 lugares, passando da posição 1165 para a posição 332, graças a uma média de exames de 3,125, acima dos 2,25 de 2016. No terceiro lugar está o Colégio São Filipe, no distrito de Setúbal, que subiu 818 lugares, da posição 962 para a posição 144, ao sair de um registo médio negativo nos exames de 2,5 para uma média de 3,43.

Os dados mostram também grandes quedas na classificação: a maior, em 2017, foi a Escola Básica de Pereira, no distrito de Coimbra, cuja queda de 912 lugares a fez descer de uma posição entre as cem melhores em 2016, quando ocupava o 62.º lugar, para a posição 974 entre 1.221 escolas. Para o fundo da tabela caíram também a Escola Secundária de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria, e a Escola Básica de Barrancos, distrito de Beja. Entre as dez maiores subidas, sete são de escolas públicas e entre as dez maiores descidas apenas duas são escolas privadas. Apenas o Externato Liceal de Albergaria dos Doze, distrito de Leiria, e o Colégio Horizonte, no Porto, mantêm a mesma posição na tabela face a 2016.

À semelhança de anos anteriores, no Ensino Básico há escolas que sobem e descem quase mil lugares no ranking. Este ano, a escola pública que mais subiu é a Escola Básica de Alcoutim, no distrito de Faro, escalando 833 lugares à custa dos resultados de uma única aluna.

Desde 2012 que 16 escolas secundárias têm vindo a inflacionar as notas, uma prática mais comum entre os colégios privados (13 casos) e, geralmente, no Norte do país. Em sentido contrário, há um grupo de 21 escolas que têm vindo a dar, sistematicamente, notas abaixo do expectável e, neste caso, são quase todas públicas (16) e situam-se maioritariamente na Área Metropolitana de Lisboa e no Centro do país.

Médias dos exames, abandono no Ensino Profissional
Em 2017, as escolas tiveram nota positiva em Português e negativa em Matemática, de acordo com as médias dos resultados nos exames do 9.º ano. Mais concretamente, 52,49% das escolas, 641 num universo de 1221 escolas, obtiveram uma média igual ou superior a 3 no exame de Português, o limiar da positiva nas avaliações do 3.º ciclo. A nota média a esta disciplina foi de 3,25. Em Matemática apenas 36,61% das escolas chegaram a um nível positivo – 447 em 1221 escolas – com a média nos exames a ficar-se pelos 2,85.

Na disciplina de Português, as três melhores escolas em 2017 são privadas: o Colégio Minerva, no Barreiro (Setúbal), o Colégio da Bafureira, em Cascais (Lisboa), e o Colégio Lourdes, em Santo Tirso (Porto). A melhor escola pública foi a Escola Básica dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos com Pré-Escolar do Porto da Cruz, em Machico, na Madeira. Em Matemática destacam-se o Colégio Horizonte, em Vila Nova de Gaia, a Academia de Música de Santa Cecília, em Lisboa, e o Colégio Nossa Senhora da Bonança, em Vila Nova de Gaia. A melhor escola pública nas provas de Matemática foi a Escola Secundária Infanta D. Maria, em Coimbra, ocupando o 25.º lugar.

Os alunos do Secundário tiveram, no ano passado, melhores notas nos exames nacionais de Matemática e o número de escolas com média positiva representa já três quartos do total. O número de escolas com média positiva aumentou relativamente a 2016, passando de 66,6% para 74,4%. A lista das escolas com melhores resultados é liderada por quatro colégios de Lisboa: Instituto de Ciências Educativas, Colégio de Santa Doroteia, Academia de Música de Santa Cecília e Colégio Manuel Bernardes, seguindo-se dois estabelecimentos de ensino privados do Norte: Colégio D. Diogo de Sousa, em Braga, e Colégio Nova Encosta, no Porto. A Escola Secundária de Valpaços, em Vila Real, é a primeira escola pública e aparece em sétimo lugar no ranking da Lusa. Esta era uma área em que habitualmente os rapazes se destacavam, mas, no ano passado, elas conseguiram melhores resultados médios, mais meio ponto percentual.

Mais de 80% das escolas secundárias tiveram, no ano passado, média positiva no exame nacional de Português, um aumento de quase 10% em relação ao ano anterior. Das 619 escolas públicas e privadas, que levaram alunos a exame na disciplina de Português do 12.º ano, 512 tiveram uma nota média igual ou equivalente a 10 valores, de acordo com a análise da Lusa. Os colégios voltaram a ocupar os primeiros lugares, onde a primeira escola pública aparece apenas em 9.º lugar, graças ao trabalho dos 61 alunos da Escola Secundária de Castro Daire, em Viseu, que conseguiram uma média de 13,81 valores.

Os cinco primeiros lugares do ranking são ocupados por colégios de Lisboa e do Porto: o Colégio São João de Brito e a Academia de Música de Santa Cecília, ambos na capital, são as duas primeiras escolas da tabela, a que se seguem os colégios Nossa Senhora do Rosário e o Amorim, ambos no Porto. Em quinto lugar aparece o Colégio Bartolomeu Dias, em Lisboa, que é o último estabelecimento de ensino com uma média superior a 14 valores - a média dos 340 exames realizados pelos alunos destas cinco escolas foi de 14,55 valores. Os alunos do distrito de Castelo Branco foram os que conseguiram melhores desempenhos nesta prova, seguindo-se os estudantes nortenhos de Viseu, Braga, Porto e Viana do Castelo. As raparigas voltaram a ter melhores resultados do que os rapazes. Elas uma média de 11,54 valores, eles de 10,54.

Mais de sete em cada dez escolas do 3.º Ciclo e Secundário não conseguem que a maioria dos seus estudantes passe de ano e tenha positiva nos exames nacionais. O ME decidiu analisar as escolas tendo em conta os alunos que conseguiam terminar o ciclo de ensino sem chumbar e sem ter negativa nos exames nacionais e chamou-lhe “Percursos Diretos de Sucesso”. No ano passado, em 75% das escolas do 3.º Ciclo mais de metade dos alunos não conseguiram concluir o 9.º ano sem chumbar pelo menos uma vez ou sem ter negativa numa das provas nacionais.

Num universo de 1145 escolas, apenas 287 (25%) conseguiram que pelo menos metade dos seus alunos tivessem um percurso direto de sucesso. No Secundário, a situação agrava-se: só 15,7% das escolas tiveram mais de metade dos seus alunos com percursos diretos de sucesso. Das 546 escolas secundárias analisadas, só 86 tiveram pelo menos 50% dos seus alunos com sucesso, sendo as primeiras 30 da lista escolas privadas. No 3.º Ciclo, a primeira escola pública aparece em 12.º lugar, mas a segunda pública só aparece em 31.º lugar.

Um em cada cinco alunos do Ensino Profissional acaba por abandonar a escola ou optar por outra modalidade de Ensino Secundário, mostram dados do ME. Segundo dados do portal InfoEscolas, analisados pela Lusa, de 2014-2015 para 2015-2016, tendo em conta amostras com cerca de 30 mil alunos em cada ano letivo, há um aumento de um ponto percentual, de 14% para 15%, no total de alunos que não concluíram o curso nos três anos previstos e não se encontram inscritos no Ensino Secundário, ou seja, que abandonaram a escola. A estes acrescem 6% - uma percentagem igual em ambos os anos letivos - que trocaram o ensino profissional por outra modalidade do Ensino Secundário. Assim, 20% dos alunos em 2014-2015 e 21% em 2015-2016 abandonaram os estudos ou trocaram o Ensino Profissional por outra opção.

No entanto, os mesmos dados mostram que, neste período, aumentou a percentagem de alunos matriculados no Ensino Profissional que concluiram o curso nos três anos previstos, passando de 53% para 55%. Os dados, defendeu à Lusa o presidente da Associação Nacional de Escolas Profissionais (ANESPO), José Luís Presa, ameaçam a meta do Governo de ter metade dos alunos do Ensino Secundário no Ensino Profissional. Segundo afirmou, atualmente o rácio é de 35% dos alunos do Ensino Secundário no Ensino Profissional e 65% no científico-humanístico.

Ministro da Educação “não é adepto” dos rankings
O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, “não é adepto” das listas de escolas por considerar que as realidades do ensino público e privado não podem ser comparadas. “Eu disse há um ano que não era adepto destas listas seriadas e continuo a manter a minha opinião, porque sei que o bom trabalho que se faz nas escolas vai muito além dos rankings”, disse o governante. “São os exames, mas também todo o trabalho que se faz, todos os dias, em contextos socioculturais e económicos tão diferentes e que precisamos todos de valorizar”, referiu, acrescentando que “todos sabemos a realidade que enfrenta, todos os dias, a nossa escola pública, de luta constante para que a equidade e o sucesso escolar aconteçam em cada um dos contextos socioeconómicos do país, independentemente, de estarmos numa aldeia do Alto Minho ou num bairro da Grande Lisboa”.

Para a ex-ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues, os rankings são “um indicador pobre e redutor”, sem utilidade para avaliar a qualidade do trabalho que é produzido. “Acho que os rankings só servem para angustiar as famílias. A liberdade de escolha é uma liberdade muito limitada. Se todas as famílias quisessem colocar os filhos nos colégios melhor colocados, ou mesmo nas melhores escolas públicas, não podiam. Os rankings têm um efeito muito negativo nas famílias, não as informam mais, angustiam-nas, colocam-nas perante situações que são problemas sem solução”, afirmou à Lusa.

O representante dos diretores escolares, Manuel Pereira, criticou os governantes por ignorarem os rankings e não investirem no conjunto de escolas que sistematicamente ficam nos piores lugares, lembrando que as crianças não podem ser condenadas ao insucesso. As escolas desenvolvem planos de melhoria para perceber como é que se podem obter melhores resultados internos, mas também nos exames nacionais, lembra, por seu turno, Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

Para a Federação Nacional dos Professores (FENPROF), a divulgação dos rankings é “um ritual em desgaste”. “Trata-se de métodos que não concedem virtude ao que não a tem: esta não é a forma de avaliar escolas, de traduzir o seu rendimento efetivo, de atestar o modo como preparam os seus alunos para a vida. Os resultados dos exames são apenas um de muitos indicadores que expressam a complexa realidade em que vivem as escolas portuguesas”, refere, em comunicado.

A CONFAP - Confederação Nacional das Associações de Pais refere que “há muito trabalho a desenvolver” quanto ao desempenho das escolas públicas. “Ainda temos muito que fazer. Houve uma grande evolução, como é conhecido por todos, no sistema educativo e diria que é uma evolução quantitativa, mas os dados mostram que ainda há muito trabalho para desenvolver”, referiu, à Lusa, Jorge Ascenção, presidente da CONFAP. “É preciso refletir a avaliação, é preciso um modelo de acesso ao Ensino Superior e é preciso que haja uma maior cumplicidade entre o trabalho da família e da escola”, sublinhou.

O presidente da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) considerou que o ranking das escolas deve ser um importante documento de trabalho e de reflexão para as escolas. “O que nós verificamos é que há esta comparação entre ensino privado e público, que é significativo. Verificamos também que nas escolas, em termos de projeto de autonomia da escola pública, já existem boas aprendizagens, bons projetos e os resultados estão a começar a aparecer”, referiu Rui Martins.

A Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) está satisfeita com os resultados obtidos por estes estabelecimentos no ranking das escolas, defendendo mais liberdade de escolha da escola para as famílias. “Os rankings, não oferecendo toda a informação relevante sobre a escola e, por maioria de razão, sobre os alunos que a frequentam, designadamente sobre o seu percurso educativo, oferecem, inequivocamente, uma 'fotografia' dos resultados, constituindo-se como um indicador importante que importa progressivamente compreender, cruzar com outras informações e, naturalmente, valorizar”, sustenta a AEEP numa nota enviada à Lusa.

A Secretaria Regional da Educação e Cultura considera que o ranking regista, nos Açores, “ligeiras melhorias em relação ao ano letivo anterior, designadamente no Ensino Básico”. Na sua opinião, os dados divulgados, relativos aos exames efetuados pelos alunos dos Açores, “registam ligeiras melhorias em relação ao ano letivo anterior, designadamente no Ensino Básico”, sustenta numa nota divulgada pela Secretaria. “Verifica-se ainda que 16 escolas dos Açores estão acima do valor esperado, contra 11 em 2016, e que, das 25 escolas da região integradas no ranking, 14 subiram de posição a nível nacional em igual período, o que significa que mais de metade do total das escolas melhoraram a sua prestação, bem como subiram também a média”, lê-se nessa nota.
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