Confap espera que acordo com Governo liberte professores para debater outras questões

A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) espera que o compromisso entre Governo e professores sirva para os docentes estarem "cada vez mais disponíveis" para debater outras questões, disse no passado sábado o presidente desta organização.
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"Esperemos que este acordo sirva para que os professores se sintam cada vez mais disponíveis para fazer o trabalho de qualidade que é necessário, para debater outras questões, para nos ajudarem a nós próprios, pais", afirmou o presidente da Confap, Jorge Ascenção, que falava à agência Lusa à margem das comemorações dos 40 anos da confederação, que decorrem em Coimbra.

Jorge Ascenção ainda não teve oportunidade de "conhecer o acordo", mas, independentemente do resultado, sublinha que é necessário que a escola "tenha tranquilidade e funcione de acordo com as necessidades das crianças".

Face ao compromisso entre Governo e sindicatos que prevê a recuperação do tempo de serviço dos professores e o início da reposição salarial ainda na presente legislatura, o presidente da Confap quer que agora sejam debatidas medidas nas áreas da metodologia de trabalho e pedagogia, onde ainda há "um longo caminho para fazer".

"Espero que [os professores] tenham conseguido, pelo menos, alguns dos seus objetivos e que estejam cada vez mais disponíveis e empenhados para ajudar, da melhor forma possível, naquilo que são as necessidades dos nossos filhos", referiu.

O compromisso entre sindicatos de professores e o Governo, firmado esta madrugada, prevê a recuperação do tempo de serviço dos docentes e o início da reposição salarial ainda na presente legislatura, prevendo-se, segundo o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, "que o encerramento desta recuperação seja na legislatura seguinte, até para não ser um prazo muito largo".

Os sindicatos saíram satisfeitos da maratona negocial de mais de dez horas com o Governo, mas sem dar nada por garantido, insistindo que "tudo se joga" nas negociações que arrancam a 15 de dezembro e que vão regulamentar muitas das matérias que constituem as principais reivindicações dos docentes.
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