FNE diz que recusa do ministro da Educação em marcar reunião é “inaceitável”

O secretário-geral da Federação Nacional de Educação (FNE), João Dias da Silva, disse hoje ser "inaceitável" e uma "desconsideração" a recusa do ministro da Educação em ter uma reunião, na qual se debata o tempo de serviço congelado dos professores.
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Numa ação de sensibilização à greve da próxima semana, o responsável distribuiu panfletos pelos professores na Escola Secundária Alexandre Herculano, e criticou Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, alegando que "um parceiro social que pede uma reunião deve ter essa reunião realizada", mesmo que não se chegue a acordo no final.

Os professores queixam-se de, na proposta do Orçamento do Estado, não lhes ser reconhecido o tempo no qual deram aulas, e em que a progressão na carreira estava congelada, período esse que durou nove anos e no qual os docentes "cumpriram os seus deveres dentro das escolas".

"Se os professores cumpriram aquilo que está no estatuto de carreira como seus deveres, quer funcionais em relação aos alunos, quer para poderem progredir em carreira, como se compreende que da parte do Ministério da Educação haja uma atitude de apagamento de todo este tempo e trabalho? É uma desconsideração e desrespeito para o trabalho que os professores realizaram", prosseguiu João Dias da Silva.

Relativamente à Administração Pública, na qual o tempo foi considerado para todos, o secretário-geral da FNE explicou que "deve haver um principio de tratamento igual para todos" e que esse tempo seja também contado para os professores.

Nos últimos dois dias, a FNE teve reuniões com os grupos parlamentares do PCP, BE, PSD e CDS, que foram "úteis" e nas quais se verificou "uma forte compreensão" da posição que o sindicato entende ser justa.

"Todos os partidos entendem que esta situação é inaceitável e comprometeram-se, no parlamento, no debate da especialidade, a encontrarem soluções para isto. Falta a palavra essencial do Governo, do Ministério das Finanças e do PS. Mas para já há uma forte compreensão para as nossas justificações e para a incompreensão desta decisão do Governo, de não querer considerar o tempo prestado pelos professores para efeitos de progressão em carreira", declarou.

Dias da Silva adiantou que há uma reunião agendada com o grupo parlamentar do PS para segunda-feira, mas frisou que não basta uma afirmação durante esse encontro, mas sim uma "solução que implique uma alteração daquilo que está no Orçamento do Estado".
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