NUTRIÇÃO

Como ingerir menos calorias?

O crescente número de pessoas obesas, e cada vez mais obesas, resulta de um profundo desequilíbrio gerado pelo consumo excessivo de calorias em relação ao que o organismo pode gastar.
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O sedentarismo é uma das causas para o pouco gasto calórico, mas o excesso de calorias só provém mesmo daquilo que comemos. Se gastamos pouco, temos que comer em função disso. Não há volta a dar. Seja por inatividade física, seja porque temos um tiroide “preguiçosa”, seja porque herdámos uns genes que nos predispõem para o aumento fácil de peso. Muitas pessoas me dizem que não comem muito e por isso não percebem porque engordam. E muitas vezes o confirmo. Não comem muito em quantidade, mas comem muito em calorias. Quando faço um plano para perda de peso, rigorosamente adaptado à vida, gosto e possibilidades de cada pessoa, ouço muitas vezes dizer, em jeito de surpresa, “mas assim, vou comer muito mais!”. A minha resposta é sempre mais em quantidade menos em calorias, porque só assim se consegue emagrecer.  A inclusão obrigatória de um prato de sopa no início do almoço e do jantar, de fruta em vez de bolachas, de outros snacks com baixas calorias, de um maior número de refeições ou de cozinhados com molho ou calda feitos à custa da água de constituição dos hortícolas, ajudam a aumentar a saciedade reduzindo as calorias totais.

Para minimizar a ingestão calórica diária, deixo hoje aqui uma série de dicas que enumerei no meu livro Peso, uma questão de peso, escrito em parceria com a minha colega, Teresa Maia:

  • Evitar a ingestão de alimentos com elevado teor de açúcar e/ou gordura (mel, compotas, bolos, gelados com mais de 100-150 calorias, bolachas, chocolates, guloseimas, etc.);

 

  • Evitar o consumo de alimentos com muita gordura (alheiras, chouriço, salsichas, pastéis folhados de carne, empadas, rissóis, croquetes, bolinhos de bacalhau, chamuças, batatas fritas, etc.);
  • Em estufados, guisados ou caldeiradas, a regra é usar, no máximo,  uma colher de sobremesa de azeite ou óleo por pessoa;

 

  • Evitar “fast food” (hambúrgueres, pizas, cachorros, etc.) sobretudo os menus muito calóricos, com mais de 600 cal. Essas informações podem, geralmente, ser consultadas nos menus destas cadeias de alimentação.
  • Evitar bebidas açucaradas (refrigerantes e sumos) e bebidas alcoólicas (vinho, cerveja, aguardente, uísque, vodka, gin, etc.) porque o álcool, logo a seguir à gordura, é o “nutriente” que mais engorda;

 

  • Evitar ter em casa os alimentos tentadores e que são, muitas vezes, os principais responsáveis pelo excesso de peso (chocolate, bolos, bolachas, aperitivos salgados, batatas fritas, gelados, etc.). Para o conseguir, nunca deverá ir às compras com fome, deve comer sempre antes.

Esta lista de alimentos que, por serem muito calóricos, poderão facilitar muito o aumento de peso, não significa que tenham de ser banidos da alimentação. No entanto, deverão ser deixados para ocasiões especiais ou para um “mimo” ao fim de semana. Sob pena de transformarmos a alimentação no único prazer da vida quando o mal-estar ou a falta de saúde gerados pelo excesso de peso não nos deixar fazer mais nada...

Fonte: “Peso, uma questão de peso”

Paula VelosoNutricionista e autora de Dietas sem DietaDieta sem Castigo e Peso, uma questão de peso.
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A informação aqui apresentada não substitui a consulta de um médico ou de um profissional especializado.
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