EDUCAÇÃO

A postos no posto de estudo

Televisão, música e objetos que não os de estudo podem ser importantes fatores de distração. O local e o ambiente de estudo de um estudante devem, por isso, ser cuidadosamente selecionados.
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O Pedro acabava de se sentar para estudar. Tarefas não lhe faltavam e o material, que enchia a mesa de estudo, lembrava-o disso. Primeira disciplina a atacar: Matemática. Mas onde é que está o caderno de Matemática? Levanta a pilha de bandas desenhadas, não está... os CDs desarrumados, não está... a T-shirt... não está. Não há nada a fazer. É preciso levantar-se e ir procurá-lo. Encontrado o maldito caderno, senta--se de novo à mesa. Sim, senhor. Agora não vai haver problemas de certeza. Deixa cá ver quais são os trabalhos de casa. Essa não! Não é que o bico do lápis se partiu? E onde será que está a afiadeira? Nova pesquisa pela casa. Já agora, deixa ligar a televisão para fazer companhia, porque isto já está a ficar muito monótono, com tantas vezes a levantar e a sentar. Ora vamos lá começar este problema. Mas a televisão também quer participar e a atenção é desviada para o clip do grupo musical preferido.

Qual é o encarregado de educação que não conhece "filmes" idênticos? Os jovens precisam de um bom local e de um bom ambiente de estudo, em que sejam evitados os fatores de distração.

Quais são as características ideias do local e do ambiente de estudo?
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Deve haver boa iluminação.
- Deve haver uma boa ventilação e uma temperatura agradável. Um local abafado provoca cansaço e uma temperatura desagradável dificulta a concentração.
- Não deve haver ruídos perturbadores.
- Não deve haver televisões ligadas por perto.
- Há quem goste de estudar com música e há pessoas a quem a música perturba a concentração. Deve ser o próprio estudante a ver qual é a melhor opção para si.
- Quando se escreve, deve haver um mobiliário correto e uma postura corporal adequada. Escrever deitado na cama, por exemplo, além de poder contribuir para problemas ósseos, não permite um trabalho executado com rigor.
- O local de estudo deve estar arrumado, não havendo brinquedos nem outros objetos misturados com o material de estudo. Se algo, no local de estudo habitual, contribui para distrair o estudante (exemplos: um determinado brinquedo ou um poster), é necessário retirar daí esse fator de distração.
- O material de estudo deve ter locais próprios e deve ser colocado à mão do estudante, antes de ele iniciar o seu trabalho.
- O local de estudo deve possibilitar a inexistência de interrupções por parte de outros elementos da família, por exemplo conversas ou brincadeiras dos irmãos mais novos.

Costuma dizer-se que o ótimo é inimigo do bom. O facto de, em muitas casas, ser impossível reunir todas estas condições, não deve impedir a tentativa de procurar tornar o local de estudo o melhor possível. Sugerimos que os pais conversem com os filhos e procurem ver o que habitualmente os distrai quando estudam. Depois podem pensar, juntos, em formas de eliminar ou de atenuar tudo o que contribui para essa distração. A concentração no estudo poderá aumentar, bem como os resultados escolares.
Armanda ZenhasMestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, e concluiu o curso do Magistério Primário (Porto). É PQA do grupo 220 no agrupamento de Escolas Eng. Fernando Pinto de Oliveira e autora de livros na área da educação. É também mãe de dois filhos.
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