NUTRIÇÃO

Os menus dos pequeninos

Tal como diz a Direção-Geral de Saúde, "o papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é inquestionável, mas a escola, e em especial o jardim de infância, assume uma aí particular importância".
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Por vezes perguntam-me sobre a alimentação que deve ser dada às crianças nas creches e jardins de infância que possuem cozinhas próprias, dizendo-me que quando os pais ignoram o que de facto deve ser a alimentação na escola, não podem reclamar das ementas (que hoje em dia estão obrigatoriamente afixadas e são, portanto, consultáveis).

Dito de outra forma, as ementas podem estar afixadas, mas se os pais não souberem o que lá deve constar, como poderão contestá-las? Pelo contrário, conhecendo as regras, poderão compará-las com as ementas afixadas e ajuizar sobre as mesmas.

Quais as regras que os infantários têm de cumprir na alimentação que dão às crianças?

Tal como diz a Direção-Geral de Saúde, "o papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é inquestionável, mas a escola, e em especial o jardim de infância, assume uma aí particular importância".

Entendo que os pais só poderão contestar as ementas quando estiverem verdadeiramente informados do que deve ser a alimentação dos seus filhos, em cada idade. E que isso é um direito mas também um dever que lhes assiste. A alimentação deve ser equilibrada ao longo do dia e dos dias e isso deve acontecer tanto na "escolinha" como em casa. Quantas vezes não se queixam as educadoras de que tentam dar, por exemplo, sopa, legumes e fruta às crianças e que em casa os pais não os obrigam a comer estes alimentos - e quando obrigam, eles próprios não dão o exemplo? É importante saber o que as crianças comem fora de casa, mas é igualmente importante preocuparem-se com a alimentação na sua própria casa...

Sabemos muito bem como a obesidade infantil está a aumentar e, pelo menos até ao fim do 1.º ciclo, não me parece que a escola tenha grande responsabilidade nisso. Que eu saiba, as escolas ou infantários não oferecem batatas fritas, bolicaos, gomas, bolachas com chocolate ou recheio, Coca-cola, ice teas ou outros refrigerantes, completamente desajustados às suas idades, além de pouco saudáveis e nutricionalmente desinteressantes. Mas quase todas as crianças os consomem com frequência! É certo que muito influenciadas pela publicidade televisiva e não só. Mas, definitivamente, porque os pais os compram e permitem. As crianças não fazem compras!

Para além de uma necessidade fundamental, a alimentação é um dos fatores do ambiente que mais afetam a saúde. Já não basta ter acesso a bens alimentares. É necessário saber comer - saber escolher os alimentos de forma e em quantidades adequadas às necessidades diárias, ao longo de diferentes fases da vida.

A Direção-Geral de Saúde disponibiliza o Manual para uma Alimentação Saudável em Jardins de Infância. Destina-se aos educadores de infância e ao pessoal diretamente envolvido na preparação e fornecimento de alimentação às crianças.

Este manual contém informação básica sobre alimentação saudável da criança em idade pré-escolar, designadamente:
- importância da educação alimentar e seus objetivos;
- alimentação e nutrição;
- grupos dos alimentos;
- necessidades nutricionais da criança em idade pré-escolar;
- distribuição das refeições;
- regras de higiene na preparação das refeições.

"Se, por um lado, muitos dos nossos hábitos alimentares são condicionados desde os primeiros anos de vida, por outro, uma alimentação saudável durante a infância é essencial para um normal desenvolvimento e crescimento, bem como na prevenção de problemas de saúde ligados à alimentação."
(extraído do Portal da Saúde do Ministério da Saúde)

Além deste, recomendo ainda outros dois, importantes para consulta e orientação quer dos pais quer das orientadoras de creches e jardins de infância. São eles: "Crescer para Cima" da conceituada pediatra Carla Rego em coautoria com Maria Antónia Peças e "1, 2, 3, uma Colher de Cada Vez" do nutricionista João Breda, também em coautoria com Maria Antónia Peças.

São também, sem dúvida, duas importantes fontes de informação (e receitas) para a alimentação saudável dos mais pequeninos.
Paula VelosoNutricionista e autora de Dietas sem DietaDieta sem Castigo e Peso, uma questão de peso.
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A informação aqui apresentada não substitui a consulta de um médico ou de um profissional especializado.
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