NUTRIÇÃO

Alimentação na terceira idade

Devido a várias condicionantes da vida, um dos fatores que mais se altera com a idade é a nutrição, o que torna os idosos um grupo vulnerável a muitos problemas de saúde resultantes de dietas pobres ou inadequadas, que exige a atenção de profissionais de saúde e cuidadores.
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"A terceira idade é uma etapa da vida de um indivíduo. A época em que uma pessoa é considerada na fase da terceira idade varia conforme a cultura e desenvolvimento da sociedade em que vive. Em países classificados como em desenvolvimento, por exemplo, alguém é considerado de terceira idade a partir dos 60 anos. Para a geriatria, somente após alcançar 75 anos a pessoa é considerada de terceira idade.
Com a chegada da terceira idade, alguns problemas de saúde passam a ser mais frequentes, e outros, incomuns nas fases de vida anteriores, começam a aparecer.
Não existe um consenso com relação a fronteira que limita a fase pré e pós velhice, nem tão pouco, quais são os indícios mais comuns da chegada nesta fase. "
in
Wikipédia

Independentemente da idade, para se ter saúde é necessário comer corretamente toda a vida. A relação entre uma boa alimentação e uma boa saúde não se confina apenas à gravidez e ao primeiro ano de vida da criança. Nas fases mais avançadas da vida, apesar de não ser necessário comer muito, deve comer-se muito bem, ou seja, privilegiar-se o valor nutritivo dos alimentos.

Devido a várias condicionantes da vida, um dos fatores que mais se altera com a idade é a nutrição, o que torna os idosos um grupo vulnerável a muitos problemas de saúde resultantes de dietas pobres ou inadequadas, que exige a atenção de profissionais de saúde e cuidadores.

Muitos idosos não se alimentam cuidadosamente devido a várias causas:
- alterações físicas e metabólicas;
- solidão;
- depressão - consequência das próprias alterações físicas, do isolamento social, de problemas financeiros, etc.;
- dificuldade em deslocar-se devido a diminuição da visão ou problemas osteoarticulares;
- incapacidade de cozinhar;
- dificuldades económicas;
- falta de apetite que pode advir da solidão, da diminuição do olfato ou do paladar ou mesmo da alteração do sabor dos alimentos devido a certos medicamentos;
- problemas digestivos, como obstipação, azia ou flatulência;
- problemas dentais e orais que surgem pela falta de dentes, cáries ou próteses desajustadas ou pela secura da boca e garganta devidas ao envelhecimento, a falta de água ou a certos medicamentos;
- interação de medicamentos.

Como consequências mais comuns podem surgir:
- fadiga crónica;
- osteoporose;
- depressão;
- enfraquecimento do sistema imunitário;
- aumento do período de convalescença;
- aumento de custos e incidência da institucionalização;
- deficiente qualidade de vida.

Para minimizar os riscos de uma má nutrição e, consequentemente, de uma saúde deficiente, aqui ficam algumas sugestões que poderão ser adaptadas no dia a dia:
- cortar os alimentos em bocados muito pequenos;
- dar mais tempo para a refeição;
- cozinhar legumes, vegetais e frutos;
- consultar dentista, trocar prótese;
- consumir gordura em pequenas quantidades (para evitar anti-ácidos que provocam obstipação);
- comer uma pastilha elástica sem açúcar antes da refeição para estimular a secreção de saliva;
- fazer várias mini-refeições ao longo do dia;
- usar mais ervas aromáticas e especiarias;
- preferir pão escuro e cereais pouco refinados;
- consumir frutos, vegetais e outros alimentos nas quantidades sugeridas pela pirâmide alimentar;
- evitar deitar-se imediatamente a seguir à refeição ou adotar uma posição com 30º de inclinação;
- praticar exercício físico regularmente como dançar ou caminhar;
- beber oito copos de água durante o dia e a acompanhar a refeição (muito importante).

Apesar de haver uma natural diminuição do metabolismo devido à diminuição da atividade celular, uma diminuição da atividade física e uma consequente diminuição das necessidades calóricas, a verdade é que as necessidades nutricionais nem sempre são satisfeitas. E começam a surgir problemas que vulgarmente se atribuem à idade mas que, em muitos casos, resultam apenas de uma nutrição deficiente.
 
Nunca nos devemos esquecer de que da qualidade da nossa alimentação depende a nossa qualidade de vida. Por isso, uma boa alimentação não tem idade!
Paula VelosoNutricionista e autora de Dietas sem DietaDieta sem Castigo e Peso, uma questão de peso.
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A informação aqui apresentada não substitui a consulta de um médico ou de um profissional especializado.
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