PEDIATRIA

Pneumonia na criança

A criança geralmente apresenta mal-estar, febre elevada e tosse, podendo também apresentar dificuldade respiratória, dor no tórax, perda de apetite, vómitos ou dor abdominal.
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O que é?
A pneumonia é uma infeção nos pulmões, sendo comum nas crianças.

Qual é a causa?
A pneumonia é normalmente causada por microrganismos (bactérias, vírus, ...) que atingem os pulmões e que aí se instalam desenvolvendo uma infeção. Pode também ser causada por gases nocivos, aspiração do conteúdo do estômago, etc.

Como se transmite?
Pode-se transmitir de vários modos, dependendo da causa. No caso de se tratar de um microrganismo, a transmissão pode ocorrer por inalação de gotículas respiratórias contaminadas ou microaspiração de secreções contaminadas da faringe.

Em que idade ocorre?
Pode ocorrer em todas as idades. Os microrganismos responsáveis pela pneumonia dependem da idade da criança. Além disso, em idades mais precoces (até aos 3 meses) a gravidade da pneumonia é habitualmente superior à de uma criança mais velha.

Quais são os sintomas?
A criança geralmente apresenta mal-estar, febre elevada e tosse, podendo também apresentar dificuldade respiratória, dor no tórax, perda de apetite, vómitos ou dor abdominal.

Nota: Nem toda a criança com pneumonia tem tosse e nem toda a criança que tosse tem pneumonia.

Quando se contacta com uma pessoa com pneumonia fica-se necessariamente doente?
Não. O nosso corpo tem alguns meios de defesa que nos permitem combater os vírus e as bactérias que entram em contacto com a árvore respiratória. Contudo, quando os vírus ou as bactérias conseguem ultrapassar essas barreiras, pode surgir a doença. As crianças com o sistema imunitário ainda em desenvolvimento constituem um grupo de risco acrescido.

A pneumonia obriga a internamento hospitalar?
Não. A maioria das crianças podem ser tratadas em casa, mas cabe ao médico avaliar clinicamente a criança e decidir o local onde deve ser feito o tratamento. Os recém-nascidos devem ser internados.

Existe "princípio" de pneumonia?
Não. A criança ou tem ou não tem pneumonia. No entanto, existem situações clínicas em que o diagnóstico é difícil, não podendo o médico naquele momento afirmar com certeza que existe um processo infecioso no pulmão. De igual modo, as pneumonias podem ser clinicamente mais ou menos graves e/ou mais ou menos extensas.

É necessário algum exame para se poder afirmar que existe pneumonia?
O médico pode basear-se apenas na observação da criança para concluir que se trata de uma pneumonia, sem requisitar qualquer exame. As crianças que não têm uma pneumonia complicada e que cumprem o tratamento em casa, podem nem necessitar de fazer uma radiografia pulmonar. Normalmente, as crianças que ficam internadas realizam radiografias pulmonares e outros exames no sentido de avaliar o seu estado clínico e determinar a causa da pneumonia.

Que medicamentos são usados no tratamento?
Podem ser utilizados antibióticos e antipiréticos (medicamento que baixa a temperatura). Uma boa ingestão de líquidos é também essencial.

Toda a pneumonia necessita de ser tratada com antibióticos?
Não. Um grande número de pneumonias em crianças são causadas por vírus e estas não são tratadas com antibióticos.

Quando a criança melhora pode-se parar o antibiótico?
Não. Os antibióticos devem ser dados durante o número de dias indicado pelo médico. Embora a criança possa parecer curada, o esquema deve ser sempre cumprido até ao final, no sentido de evitar recaídas.

A criança pode ir para o infantário ou para a escola?
A criança deve permanecer em casa até à recuperação da pneumonia.

Existe vacina?
Existem duas vacinas que são dirigidas contra duas bactérias que frequentemente causam pneumonia (Haemophilus influenza e Streptococcus pneumoniae). Uma delas (contra o Haemophilus influenza) encontra-se incluída no atual plano de vacinação e desde a sua introdução este agente raramente é responsável por pneumonias. A administração da outra vacina deve ser discutida com o médico assistente da criança.

Qual é o prognóstico?
O prognóstico é bom, com recuperação completa sem sequelas na maioria dos casos. Existem raras situações em que a doença é mais grave, prolongada e pode deixar sequelas.

Rúben Rocha, com a colaboração de Carla Moreira e Augusta Gonçalves, pediatras do Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga
Serviço de Pediatria do Hospital de BragaEste espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).
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A informação aqui apresentada não substitui a consulta de um médico ou de um profissional especializado.
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