Provas de aferição substituem os exames nacionais

Alunos do 2.º, 5.º e 8.º anos vão fazer provas de aferição das aprendizagens já este ano letivo.
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É mais uma mudança já esperada nas políticas educativas do ex-ministro Nuno Crato. O Ministério da Educação (ME) confirmou hoje que os alunos vão ser avaliados através de provas de aferição. O novo modelo de avaliação no ensino básico, que compreende os primeiros nove anos de escolaridade, entra em vigor no ano letivo em curso (2015/2016).
Num comunicado enviado à comunicação social, o ME diz que “a avaliação interna e externa das aprendizagens é essencial para o sucesso educativo dos alunos”, por isso, é “um dever da administração educativa monitorizar o desempenho do sistema, nomeadamente no que respeita às aprendizagens”.

O objetivo das provas, garante a tutela, é “fornecer informações detalhadas à escola, aos professores, aos encarregados de educação e aos alunos sobre o desempenho destes”. E, assim, “potenciar uma intervenção pedagógica atempada, dirigida às dificuldades específicas de cada aluno”.

As provas passam, por isso, a realizar-se no 2.º, 5.º e 8.º anos, ou seja, os anos intermédios do 1.º, 2.º e 3.º ciclos, e não os finais como até agora acontecia. Tudo para que as escolas e os professores possam “agir atempadamente sobre as dificuldades detetadas”.

Fim do “estreitamento curricular” dos exames
Até agora a avaliação externa era realizada administrativamente através dos exames nacionais no 4.º e 6.º anos às disciplinas de Matemática e de Português. Algo que a atual equipa ministerial considera ter conduzido a um “estreitamento curricular, “na medida em que não é produzida informação sobre outras disciplinas”. Razão pela qual o novo modelo prevê que as provas finais de avaliação das aprendizagens abranjam todas as áreas.

No ano letivo que decorre os alunos do 2.º anos de escolaridade fazem as provas a Matemática e a Português, sendo que ambas passam a incluir uma componente de Estudo do Meio. Mais tarde estas provas alargam-se às restantes áreas do currículo. No ano letivo de 2016/2017 é acrescentada uma prova para a área das Expressões.

Os alunos que frequentam o 5.º e o 8.º anos são também abrangidos por estas alterações. Para já fazem duas provas de aferição apenas a Português e a Matemática, no próximo ano letivo as provas passam a incidir sobre as outras áreas do currículo e incluem ainda avaliações a partir de situações práticas a algumas disciplinas.


No 9.º ano mantêm-se as provas finais às disciplinas de Português e de Matemática, tal como está definido desde 2005.

Pais terão Ficha Individual do Aluno
Os resultados das provas são divulgados aos pais através de uma Ficha Individual do Aluno, onde vão constar uma descrição detalhada do desempenho do aluno, bem como as classificações obtidas em cada domínio ou tema da matéria. Segundo o ME, a Ficha servirá de “suporte das estratégias diferenciadas que integrarão a prática letiva” e um “complemento de todos os dados gerados pela avaliação interna”.

Quanto às datas de realização, o ME apenas refere que os alunos do 2.º e do 5.º anos realizam as provas na última semana de aulas e os do 8.º ano após a última semana.

As escolas e os agrupamentos já conhecem as novas regras, mas o ME anuncia “para breve” uma série de reuniões de trabalho com os diretores para mais esclarecimentos.
 
O ME refere que será criado um grupo de trabalho, constituído por professores e especialistas em avaliação e currículo, para acompanhar a implementação do novo modelo e, por fim, fazer uma avaliação. As provas são de carácter universal e obrigatórias.  


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