Jogo sobre violência no namoro para alunos do Secundário

Projeto Viver Direitos/Vencer Violências - Da Escola ao Espaço Público quer envolver comunidade educativa para abordar assunto delicado. Serão desenvolvidos conteúdos que podem ser trabalhados em várias disciplinas.
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O Projeto Viver Direitos/Vencer Violências - Da Escola ao Espaço Público surgiu com propósitos bem definidos. Abordar a temática das violências que continuam a atingir as mulheres e incidir na violência no namoro. O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) desenhou uma estratégia que passa por envolver a comunidade educativa - alunos do Ensino Secundário, professores, mães, pais, pessoal não docente, psicólogos - para questões que preocupam a sociedade portuguesa e que podem ser analisadas nas escolas. Até maio de 2014, há várias iniciativas.

Criar uma unidade didática que possa ser manuseada em várias disciplinas do Secundário e construir um jogo didático sobre a violência no namoro, recorrendo a plataformas digitais, são dois passos definidos no projeto. Professores de várias áreas estão concentrados em delinear essa unidade que poderá constituir um material de apoio dentro do programa curricular.

"Tentaremos incluir a questão da igualdade de género em várias disciplinas", adianta Joana Lima, uma das coordenadoras do projeto do MDM. O jogo deverá contar com a colaboração de jovens ligados à Universidade de Aveiro (UA). A ideia é que estudantes pré-universitários e universitários deem as suas sugestões e partilhem pontos de vista para que esse instrumento se encaixe no perfil do público-alvo e sensibilize para o tema em questão. Os conteúdos serão elaborados pelo MDM. "O objetivo é que se construa um jogo com o qual os jovens se possam identificar", sublinha a responsável.

O MDM está a contactar escolas e tudo indica que o trabalho se concentrará em dois agrupamentos escolares da cidade de Aveiro. As raízes do projeto assentam num estudo realizado pela Universidade do Minho, há alguns anos, que dá nota de valores preocupantes ao nível da violência no namoro. "É um problema que se tem vindo a agravar e a violência começa no namoro - violência que entretanto se tornou crime público" - refere Joana Lima. Um dos objetivos do projeto é, aliás, "clarificar o que é e o que não é violência". Por isso, a aposta num trabalho preventivo, num trabalho de sensibilização junto dos mais jovens. A evolução do projeto pode ser acompanhada no site do MDM ou no Facebook do Viver Direitos/Vencer Violências.

A equipa deste projeto está instalada no Departamento de Línguas e Culturas da UA e o trabalho de parceria, que se pretende desenvolver neste percurso, já começou com o gabinete pedagógico da reitoria, com os departamentos de Línguas e Culturas, da Educação, de Comunicação e Arte, com a Associação Académica, o provedor do Estudante, os serviços de Ação Social, o núcleo de Estudante de Educação Básica e o GRETUA - grupo de teatro. No programa está já um congresso temático agendado para 8 de março, Dia Internacional da Mulher, do próximo ano.
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