44 914 alunos já entraram no Ensino Superior

É o maior número de alunos colocados na primeira fase de acesso dos últimos sete anos. Há ainda 6225 vagas para a segunda etapa. As médias de Medicina baixaram, as de engenharias subiram. Cerca de metade dos candidatos conseguiram entrar na primeira opção. As matrículas começaram nesta segunda-feira.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
Eram 52 434 candidatos a um lugar no Ensino Superior, entraram 44 914 alunos, 49% dos quais na primeira opção, ou seja, no curso favorito. As médias dos cursos de Engenharia subiram, as de Medicina baixaram mas continuam no top 10. Feitas as contas, 85,7% dos candidatos conseguiram um lugar depois do 12.º ano, 83,4% foram colocados numa das três primeiras opções. Com um aumento de 6% em vagas, o número de entradas cresceu 4,6% em relação ao ano anterior. Em termos absolutos, é o maior número desde 2010. Sobram agora 6225 lugares, que deverão ser preenchidos na segunda fase do concurso de acesso ao Ensino Superior. Esta segunda-feira começaram as matrículas nas universidades e institutos politécnicos públicos para os estudantes que estão prestes a começar uma nova etapa de estudos. 

Os dados por aluno estão disponíveis no site da Direção-Geral de Ensino Superior (DGES) desde domingo. Dos que entraram, 61,5% conseguiram lugar em universidades, mais precisamente 27 648, mais 2,3% em relação a 2016, e é o ensino politécnico que regista um maior crescimento, de 8,4% face ao ano passado, com 17 266 alunos colocados. A DGES adianta que “o número de estudantes candidatos em primeira opção no ensino politécnico cresceu 16%, enquanto no ensino universitário cresceu 2%”. E segundo o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), Nuno Mangas, os resultados são bons. “O número de colocados cresce pelo quarto ano consecutivo, constatando-se um aumento generalizado de alunos colocados nos politécnicos e, em especial, nas instituições localizadas nas regiões de menor densidade demográfica.” De facto, há mais 13% de alunos colocados em regiões de “menor densidade demográfica”. Uma subida que confirma mudanças na procura de instituições de ensino. 

Ao todo, 49% dos alunos entraram no curso que escolheram como primeira opção, 21,6% na segunda opção e 12,8% na terceira. As engenharias são os cursos com mais alunos colocados em 2017 e os que registam maiores médias. Este ano, Engenharia Aeroespacial do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa teve a média mais alta, de 18,8 valores, seguindo-se Engenharia Física e Tecnológica na mesma universidade com 18,7 e Engenharia e Gestão Industrial na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto com 18,4. No top 10, os cursos de Medicina surgem em 4.º, 6.º, 7.º e 10.º lugares, caindo assim algumas posições de anos anteriores. A média mais alta neste curso é de 18,3 da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto.

Mais vagas, mais entradas
Segundo a DGES, os estudantes colocados em Tecnologias de Informação e Comunicação e em Física aumentaram 10% face a 2016. No entanto, e conforme vem acontecendo nos últimos anos, os cursos nas áreas das engenharias, das ciências empresariais e da saúde continuam a ser os mais procurados – nesta primeira fase entraram 25 156 alunos nestas três áreas. Sensivelmente a meio da tabela surge a formação de professores/formadores e ciências da educação com 2,3% dos alunos colocados no total de candidatos. Acima surgem Ciências Físicas, Arquitetura e Construção, Direito, Ciências da Vida, Humanidades. Abaixo estão áreas como Serviços Sociais, Informática, Matemática e Estatística, Proteção do Ambiente.  

Neste momento, há 57 cursos sem alunos inscritos. E são os cursos de Direito, de Enfermagem e de Medicina que lideram a lista das licenciaturas com mais estudantes inscritos. À cabeça, surge o curso de Direito da Universidade de Lisboa com 561 alunos colocados, seguindo-se o de Direito em Coimbra com 335, e Enfermagem, da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, com 325.

Desde 2010 que não entravam tantos alunos no Ensino Superior, ano em que foram colocados 45 592 na primeira fase. Depois foi sempre a descer, com 42 243 em 2011 e 40 415 em 2012. Nos dois anos seguintes, os números desceram abaixo dos 40 mil: 37 415 em 2013 e 37 778 em 2014. Os números voltaram a ultrapassar a barreira dos 40 mil desde então com a entrada de 42 068 alunos em 2015 e de 42 958 em 2016, na primeira fase de acesso ao Ensino Superior. O número de vagas aumenta e o número de não colocados também. Desde 2009, que não tinham ficado tantos alunos sem lugar nesta etapa de ingresso: 7 520 em 2017, 6514 em 2016, 6203 em 2015 e 7262 em 2009. Ainda assim, a percentagem de vagas utilizadas é a maior desde 2010.   

A partir de hoje, os interessados em concorrer à segunda fase de acesso ao Ensino Superior para este ano letivo podem candidatar-se às vagas que sobram. O prazo termina em 22 de setembro e cinco dias depois serão divulgados os resultados. Segue-se uma terceira fase e a colocação dos alunos no ensino universitário fica totalmente fechada em 13 de outubro.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
Comentários
Inicie sessão ou registe-se gratuitamente para assinar os comentários
  • submeter
  • cancelar
  • visualizar
Não existem comentários. Dê-nos a sua opinião!
 
Para salvaguardar o bom funcionamento deste espaço, todos os comentários são sujeitos a um processo de filtragem e validação editorial, pelo que só serão aceites participações sem linguagem obscena, difamatória, ameaçadora ou caluniosa.

O EDUCARE.PT reserva-se o direito de não validar todos os comentários que não se enquadrem nestes pressupostos e que não se relacionem, única e exclusivamente, com a atualidade educativa.
Recordamos ainda que todas as mensagens são da exclusiva responsabilidade dos participantes, nomeadamente, no que respeita à veracidade dos dados e das informações transmitidas.