Os alunos do 12.º ano continuam a ser os que mais chumbam

Retenções e desistências estão a diminuir em todos os níveis de ensino. Secundário continua a liderar essa taxa, seguindo-se o 3.º ciclo, o 2.º ciclo e, por último, o 1.º ciclo. Em 2015/2016, quase um terço dos alunos do 12.º ano, ou seja 28,2%, não passaram.
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A taxa de retenção e desistência dos alunos tem vindo a baixar ao longo dos anos letivos e em todos os níveis de ensino. Segundo um relatório disponibilizado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), no início deste mês, os chumbos e desistências das escolas públicas e privadas portuguesas são mais baixos no 1.º ciclo do Ensino Básico e mais elevados no Secundário. Ou seja, há mais retenções à medida que os alunos vão subindo de ano.

O Ensino Secundário é o que tem a mais elevada taxa de retenções e desistências do sistema público e privado: 15,7% em 2015/2016. Menos do que os 16,6% de 2014/2015, do que os 18,5% de 2013/2014 e muito menos do que os 39,4% registados em 2000/2001. É nos cursos gerais, científico-humanísticos, que essa taxa é maior, de 18%, enquanto nos cursos tecnológicos-profissionais é de 11,6%. Mas nem sempre foi assim. Em 2000/2001, os alunos dos cursos científico-humanísticos chumbavam menos do que os dos que frequentavam cursos tecnológicos, 37,4% e 46,7%, respetivamente. E assim se manteve até ao ano letivo de 2007/2008, mudando a partir de então.

No Secundário, são os alunos do 12.º ano que mais chumbam e desistem com uma taxa de 28,2%, seguindo-se os estudantes do 10.º, ano com 12,5%, e os do 11.º ano, com 7,1%. Em todos estes anos, a taxa foi diminuindo ao longo dos anos letivos e em proporções consideráveis. Em 2000/2001, mais de metade dos alunos do 12.º ano não passaram, mais concretamente 52,5%, baixando para os 48,8% no ano letivo seguinte, para os 45,3% a seguir e subindo ligeiramente para os 48,7% em 2003/2004. A partir de 2007, andou na casa dos 30%, descendo para os 29,9% em 2014/2015. A descida também foi acentuada no 10.º ano, com retenções de 39,4% no início do século, baixando sempre, atingindo os 20,3% em 2006/2007 e os 13% em 2013/2014. No 11.º ano, a diminuição é igualmente significativa de 24,4% em 2000/2001 para 16% em 2006/2007, para os 9,9% em 2013/2014 e 8,6% no ano letivo seguinte.

Do 10.º ao 12.º anos, há mais retenções nos cursos científico-humanísticos do que nos tecnológicos-profissionais. No último ano analisado, em 2015/2016, essa taxa é de 29,9% no 12.º ano, de 16,5% no 10.º ano e de 8,4% no 11.º ano. Números que descem para os 25,1% nos cursos tecnológicos-profissionais no 12.º ano, para os 6,9% no 10.º ano e para os 4,5% no 11.º ano. 

O Ensino Básico, do 1.º ao 3.º ciclo, passou de uma taxa de 12,7% de retenções e desistências em 2000/2001 para 6,6% em 2015/2016. De 2001 a 2007, a taxa andou entre 13,6% e 10,1%. Depois desceu para a casa dos 7%, voltando a subir para os 10,4% em 2012/2013 e para os 10% em 2013/2014, baixando para os 7,9 no ano letivo seguinte. No Ensino Básico, é o 3.º ciclo que tem a maior taxa de chumbos, 10% em 2015/2016, enquanto o 2.º ciclo, no mesmo ano, está nos 6,7% e o 1.º ciclo nos 3,7%. Mesmo assim, no 3.º ciclo, a taxa diminuiu de 18,2% em 2000/2001 para 12,3% em 2014/2015, fechando o ano letivo passado com 10%. E continua a ser o 7.º ano de escolaridade que tem mais chumbos e retenções com 12,6%, seguindo-se o 9.º ano com 9% e o 8.º ano com 8%.

No 2.º ciclo, entre o início do século e o ano letivo 2015/2016, a taxa diminuiu sensivelmente para metade, de 12,7% para 6,7%. Não há muitas diferenças entre o 5.º e o 6.º anos: o primeiro tem uma taxa de retenção e desistência de 6,8% e o segundo, de 6,7%, representando as menores percentagens desde 2000. No 1.º ciclo, as percentagens são mais baixas. Neste nível de ensino, a percentagem desceu de 8,8% em 2000/2001 para 5% em 2013/2014, para 4,1% em 2014/2015 e para 3,7% em 2015/2016. No 1.º ano, não tem havido chumbos ou desistência, à exceção de 2013/2014 com uma taxa de 0,4%. É no 2.º ano que há mais retenções, com 8,9%, seguindo-se o 3.º ano, com 3%, e o 4.º ano, com 2,5%. Uma tendência que se tem mantido nos últimos anos. Mas convém recordar que em 2000/2001 o 2.º ano tinha uma taxa de 14,8%, o 4.º ano de 10,2% e o 3.º ano de 8,7%.
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