Mais 25% de vagas no ensino profissional

Neste momento, cerca de 45% dos alunos terminam o Secundário em cursos profissionais e o Ministério da Educação quer atingir os 50%. Tutela promete fortalecer este ensino no público e no privado.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
A estratégia está encaminhada. O Ministério da Educação (ME) vai aumentar em 25% o número de vagas nos cursos profissionais já no próximo ano letivo e promete dar resposta nas áreas em que existe uma grande procura. “Há uma aposta forte para alavancar o ensino profissional. Neste momento, temos aproximadamente 45% dos nossos estudantes que terminam o Secundário por vias profissionalizantes e o que queremos é que esse número possa atingir 50%”. As palavras são do ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, ditas no final de uma visita à Escola Básica Francisco de Arruda, em Lisboa.

O objetivo do Governo de chegar a 2020 com 50% dos alunos a terminarem o 12.º ano através de vias profissionalizantes passa então pelo aumento de vagas. O ME quer fortalecer o ensino profissional no público e no privado e apostar em áreas que estejam a crescer como, por exemplo, o turismo. E não só. automação, informática, restauração, são outras áreas que crescem e que têm elevadas taxas de empregabilidade. “Estamos a trabalhar para que o ensino profissional se possa alicerçar como uma resposta capaz para muitos dos estudantes que terminam o Ensino Básico e que querem procurar nas vias profissionalizantes uma forma de terem a dupla certificação”, refere o ministro da Educação.

A via profissional dá aos alunos dupla certificação, académica e profissional, que lhes permite enveredar por uma atividade profissional quando terminam o Secundário ou terem acesso ao ensino universitário ou politécnico. Numa entrevista ao EDUCARE.PT, José Luís Presa, presidente da ANESPO – Associação Nacional de Escolas Profissionais, garantia que a ideia que há um ensino de primeira e outro de segunda tem vindo a mudar. “Os alunos que frequentam um curso numa escola profissional, com equivalência ao 12.º ano e qualificação de nível IV da União Europeia, estão efetivamente preparados para entrar no mercado de trabalho e, em média, 85% desses alunos, ao fim do primeiro ano, após a formação, estão empregados”, sublinhava.

Tiago Brandão Rodrigues desmistifica o preconceito que ainda possa existir em torno do ensino profissional. Na sua perspetiva, é fundamental passar a mensagem que, realça, “o ensino profissional é uma via de ensino capaz, completamente abrangente e que permite aos alunos várias perspetivas e várias vias de futuro”. “A estigmatização que acontecia no passado tem vindo a esbater-se de forma positiva e muitos dos pais, mas também muitos dos reitores das universidades e presidentes dos institutos politécnicos, consideram o ensino profissional como uma mais-valia”, afirma.

Há campanhas de sensibilização em torno do assunto para esclarecer que a frequência do ensino profissional não impede o acesso ao Ensino Superior. Os alunos adquirem qualificações para enfrentar o mercado de trabalho e podem tentar um lugar na universidade. Segundo o ministro da Educação, os empregadores, a indústria, as empresas e as instituições de Ensino Superior reconhecem a “bagagem académica” e o “percurso escolar que lhes permite dar resposta a todas as vicissitudes” dos alunos que frequentam o ensino profissional.
    • a
    • a
  • comunidade
  • comentar
  • imprimir
Comentários
Inicie sessão ou registe-se gratuitamente para assinar os comentários
  • submeter
  • cancelar
  • visualizar
Não existem comentários. Dê-nos a sua opinião!
 
Para salvaguardar o bom funcionamento deste espaço, todos os comentários são sujeitos a um processo de filtragem e validação editorial, pelo que só serão aceites participações sem linguagem obscena, difamatória, ameaçadora ou caluniosa.

O EDUCARE.PT reserva-se o direito de não validar todos os comentários que não se enquadrem nestes pressupostos e que não se relacionem, única e exclusivamente, com a atualidade educativa.
Recordamos ainda que todas as mensagens são da exclusiva responsabilidade dos participantes, nomeadamente, no que respeita à veracidade dos dados e das informações transmitidas.