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Serviço de Pediatria do Hospital de Braga Este espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).
Vacinas e Plano Nacional de Vacinação
Serviço de Pediatria do Hospital de Braga | 04-04-2012
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A vacinação assume-se como um dos maiores sucessos da saúde pública, constituindo o meio mais eficaz e seguro de proteção contra certas doenças. Além da proteção individual, a vacinação acarreta benefícios para toda a comunidade, pois quando a maior parte da população está vacinada interrompe-se a transmissão da doença.
O que são as vacinas e como funcionam?
As vacinas contêm antigénios, ou seja, substâncias derivadas ou quimicamente semelhantes a vírus ou bactérias que provocam doença. Quando presentes no nosso organismo, não desencadeiam doença mas induzem o sistema imunitário a produzir proteínas de proteção (anticorpos) específicos para essas doenças. Assim, desenvolve-se proteção sem manifestação de doença.

A vacinação assume-se como um dos maiores sucessos da saúde pública, constituindo o meio mais eficaz e seguro de proteção contra certas doenças.
Além da proteção individual, a vacinação acarreta benefícios para toda a comunidade, pois quando a maior parte da população está vacinada interrompe-se a transmissão da doença.

O que é o Plano Nacional de Vacinação (PNV)?
É um programa universal, gratuito e acessível a todos os residentes em Portugal, sendo da responsabilidade do Ministério da Saúde. O PNV foi implementado no nosso país em 1965 e, desde então, tem-se verificado uma redução notável da morbilidade e mortalidade associadas às doenças infeciosas alvo da vacinação. As vacinas que fazem parte do PNV são alteradas de acordo com as necessidades da população.

Quais as últimas alterações do PNV?
A última atualização entrou em vigor em janeiro de 2012. Atualmente, abrange 12 doenças infeciosas. Relativamente ao plano anterior (2006) verifica-se: a antecipação da primeira dose da vacinas VASPR dos 15 para os 12 meses de idade, de modo a iniciar a proteção contra estas doenças (nomeadamente o sarampo) mais precocemente e com a mesma eficácia; e, por outro lado, a diminuição do número de doses das vacinas da doença meningocócica de 3 para 1 dose, aos 12 meses de idade, uma vez que existe uma elevada cobertura vacinal (ou seja, a maioria da população está vacinada) e consequente imunidade de grupo com proteção. O facto de a maioria da população estar vacinada quebra a corrente de transmissão da bactéria protegendo igualmente quem não está vacinado.

Assim, o PNV atualizado em 2012 consiste no seguinte:
IDADE VACINAS E RESPETIVAS DOENÇAS
Ao nascimento BCG (tuberculose)
1.ª dose VHB (hepatite B)
2 meses 2.ª dose VHB (hepatite B)
1.ª dose Hib (doença provocada por Haemophilus influenza b)
1.ª dose DTPa (difteria, tétano e tosse convulsa)
1.ª dose VIP (poliomielite)
4 meses 2.ª dose Hib (doença provocada por Haemophilus influenza b)
2.ª dose DTPa (difteria, tétano e tosse convulsa)
2.ª dose VIP (poliomielite)
6 meses 3.ª dose VHB (hepatite B)
3.ª dose Hib (doença provocada por Haemophilus influenza b)
3.ª dose DTPa (Difteria, tétano e tosse convulsa)
3.ª dose VIP (poliomielite)
12 meses MenC (doença provocada por Neisseria meningitidis c)
1.ª dose VASPR (sarampo, paroitidite e rubéola)
18 meses 4.ª dose Hib (doença provocada por Haemophilus influenza b)
4.ª dose DTPa (difteria, tétano e tosse convulsa)
5-6 anos 4.ª dose VIP (poliomielite)
5ª dose DTPa (difteria, tétano e tosse convulsa)
2.ª dose VASPR (sarampo, paroitidite e rubéola)
10-13 anos RAPARIGAS - 3 doses HPV (infeção por vírus do Papiloma Humano)
Td (difteria e tétano)
Toda a vida (10 em 10 anos Td (difteria e tétano)

Há que respeitar as idades indicadas para a vacinação pois é nessa altura que serão mais eficazes. A vacinação deve ser feita em todas as etapas da vida.

Mais vale prevenir do que remediar!

E as outras vacinas?
O PNV não esgota as recomendações de vacinação nacional. Para informações acerca de outras vacinas aconselhadas e comercializadas em Portugal (nomeadamente contra doença pneumocócica, rotavírus, hepatite A, varicela, gripe sazonal) deverá contactar o seu médico assistente.

Maria Inês Alves, com a colaboração de Isabel Cunha, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga.
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