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Serviço de Pediatria do Hospital de Braga Este espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).
Onfalite no recém-nascido… Como evitar!
Serviço de Pediatria do Hospital de Braga | 25-01-2012
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A onfalite é uma infeção da cicatriz umbilical. É uma doença predominantemente do recém-nascido. É pouco comum em países industrializados, no entanto, continua a ser uma causa comum de mortalidade nas regiões menos desenvolvidas.
A onfalite é uma infeção da cicatriz umbilical. É uma doença predominantemente do recém-nascido. É pouco comum em países industrializados, no entanto, continua a ser uma causa comum de mortalidade nas regiões menos desenvolvidas.

O coto umbilical cai espontaneamente entre o 5.º e o 15.º dia de vida do recém-nascido. No entanto alguns recém-nascidos apresentam um umbigo grosso e gelatinoso, o que poderá retardar a sua queda até ao 25.º dia de vida. Durante este processo o coto ficará mais endurecido, seco e mudará de cor verde - amarelo para preto (mumificado), até cair.

Para evitar que o coto umbilical do recém-nascido inflame e tenha uma má cicatrização, é muito importante ter cuidados especiais na higiene e proteção dessa área. Após a queda do coto umbilical, a higiene deve continuar durante pelo menos mais dez dias.

Cuidados a ter com o coto umbilical do seu bebé:
- Os pais devem lavar cuidadosamente as mãos e proceder à higiene do coto umbilical, pelo menos uma vez por dia, sempre depois do banho.
- Dar banho ao bebé com cuidado, mantendo o coto umbilical acima do nível da água o máximo de tempo possível, até que o coto caia e cicatrize.
- Manter o coto seco e expô-lo ao ar o máximo de tempo possível para ajudar na sua cicatrização.
- Mudar as fraldas molhadas e sujas logo que possível, para evitar a irritação e inflamação do coto. Fazer uma dobra na fralda abaixo do coto umbilical. Se a dobra não funcionar, tentar cortar uma área na parte dianteira da fralda (antes de colocá-la no bebé), de forma a não haver fricção entre a fralda e o coto.
- Preferir peças de roupa feitas em algodão e que mantenham a área do umbigo arejada.
- Não é aconselhado o uso de faixas, cintas ou qualquer peça de roupa ou objeto que impeça o arejamento natural da região.

Como fazer a limpeza do coto umbilical?
1.
A limpeza do coto deverá fazer-se após o banho do bebé com uma gaze seca esterilizada. O banho deverá ser apenas com água tépida.
2. Passar a gaze esterilizada cuidadosamente sobre o cordão com movimentos de cima para baixo. Com a mão livre, segurar a pinça para limpar bem a zona que rodeia o coto umbilical de modo que o cordão fique completamente seco. Não deve usar mercúrio, álcool a 70% ou Iodopovidona (como o Bétadine ®) porque contém iodo.
3. Deixar o bebé sem fralda durante algum tempo para o coto secar, se possível.
4. Depois de o coto cair, deve-se continuar a secar muito bem a ferida após o banho, para contribuir para a boa cicatrização.

Quando procurar assistência médica?
Deve procurar o médico assistente se o coto umbilical e a região periumbilical apresentar rubor, edema, calor, hiperestesia (dor), secreção umbilical purulenta, odor fétido ou sangramento pois pode tratar-se de uma onfalite, necessitando de antibiótico.

Também deve recorrer ao seu médico se detetar quaisquer outros problemas com o cordão umbilical, tais como:
- Se após a queda do coto umbilical persistir um botão vermelho pálido ou rosado na profundidade do umbigo associado a secreção mucoide ou mucopurulenta (que pode projetar-se para fora da cavidade) também deve consultar o médico, pois pode tratar-se de um granuloma umbilical. Pode-se aguardar o período neonatal (28 dias) para a sua resolução espontânea. Caso persista, o tratamento pode consistir no uso de corticoide ou nitrato de prata.
- Abaulamento do umbigo com o esforço, geralmente percetível após a queda do coto umbilical. Este pode representar uma hérnia umbilical, pelo que o seu médico assistente deverá vigiar e orientar.

Sílvia da Cruz Gonçalves, com a colaboração da doutora Manuela Costa Alves, pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga.
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