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Armanda Zenhas Mestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, e concluiu o curso do Magistério Primário (Porto). É PQA do grupo 220 na Escola Básica de Leça da Palmeira e autora de livros na área da educação. É também mãe de dois filhos.
"Há mar e mar, há ir e voltar"
Armanda Zenhas | 10-08-2011
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Mortes por afogamento são outro dos dramas de verão, que podem ter origens diversas, como, por exemplo, falta de cuidado em banhos em praias não vigiadas, congestão, choque térmico (...), cansaço, afastamento da costa, desobediência às regras.
Quem não se lembra do premiado filme espanhol "Mar adentro" e do drama nele contado? Deixando de parte o tema principal - a eutanásia e o direito a morrer com dignidade por escolha própria - centremo-nos na história e no acidente reais que lhe deram origem. Ramón Sampedro (na vida real, Javier Bardem), jovem atlético e feliz, aos 25 anos, mergulhando no mar, mergulhou simultaneamente em 30 anos de imobilidade total do pescoço para baixo e para a prisão numa cama, de onde apenas via o mundo pela janela do seu quarto. A prisão terminou da forma por ele escolhida: a morte.

Também nas nossas praias, todos os anos, muitos jovens e menos jovens saltam para a morte ou para prisões idênticas às de Ramón, por não saberem escolher lugares adequados para os seus mergulhos ou tal não constituir sequer uma preocupação. Mortes por afogamento são outro dos dramas de verão, que podem ter origens diversas, como, por exemplo, falta de cuidado em banhos em praias não vigiadas, congestão, choque térmico (entrar repentinamente na água fria com o corpo muito quente), cansaço, afastamento da costa, desobediência às regras.

Lá diz o ditado "mais vale prevenir que remediar." Diz-se também que "de pequenino se torce o pepino". Assim sendo, há que respeitar regras de segurança para prevenir a ocorrência de acidentes. Mas, como as crianças aprendem melhor pelo exemplo, os pais que não esperem conseguir que os seus filhos as cumpram se eles próprios o não fizerem. Aqui ficam sugestões de cuidados a ter para evitar que os banhos acabem mal.

1. Os pais devem vigiar as crianças de perto, dependendo o grau de vigilância da sua idade e das suas características pessoais.
2. Deve ser dada preferência a praias vigiadas.
3. Os sinais das bandeiras devem ser respeitados.
4. Durante o período de digestão não se deve tomar banho.
5. Para evitar choques térmicos, depois de uma exposição prolongada ao sol, deve ser evitada uma entrada repentina na água. A entrada deve ser lenta e o corpo deve ir sendo molhado progressivamente.
6. Em vez de se nadar para longe da costa, deve optar-se por um percurso paralelo e próximo a esta.
7. Os saltos devem ser dados em locais conhecidos, com profundidade adequada e características seguras.

O Instituto de Socorros a Náufragos tem como missão mostrar às populações os riscos existentes no mar, nos rios e nas albufeiras, e promover a segurança dos seus utentes. Aconselho vivamente uma consulta ao seu site: http://www.marinha.pt/PT/isn/pages/ISN.aspx.

Não se esqueça (parafraseando um slogan publicitário passado na televisão há anos), "há mar e mar, há ir e voltar".
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