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 | Serviço de Pediatria do Hospital de Braga Este espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS). |
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| A criança e a disciplina |
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| Serviço de Pediatria do Hospital de Braga | 28-12-2011 |
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| É natural que um dos pais assuma o papel de disciplinador, mas se esse papel não for igualmente partilhado por ambos, os filhos podem ver um dos pais como o "bom" e o outro como o "mau". |
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"A disciplina é o segundo presente mais importante que um pai pode dar a uma criança. O amor vem em primeiro lugar."
T. Berry Brazelton Um dos objetivos essenciais da educação, a ser alcançado a longo prazo, com constantes avanços e recuos, é ensinar os filhos a serem disciplinados, orientando-os para que ajam de maneira aceitável e aprendam a conviver com regras e limites:
- Em pequenos, conseguir que tenham, desde cedo (primeiro dia de vida), uma rotina para fazerem as suas refeições, tomar banho e dormir sem muitas confusões.
- Quando maiores, que façam adequadamente os trabalhos de casa, sejam educados, aprendam a cumprimentar as pessoas, agradecer um presente, sem nunca perderem a iniciativa própria.
- Na adolescência, que saibam aceitar horários para chegar a casa, tenham responsabilidade e autonomia com as suas tarefas escolares e os seus pertences.
Estes são apenas alguns exemplos, pois os limites variam muito em função do que é esperado em cada cultura e em cada família.
Todo o lar deve ter as suas próprias regras, que devem ser respeitadas e aplicadas coerentemente e com o comum acordo dos pais (tarefas domésticas, mesada, televisão, horários para dormir, etc.).
É natural que um dos pais assuma o papel de disciplinador, mas se esse papel não for igualmente partilhado por ambos, os filhos podem ver um dos pais como o "bom" e o outro como o "mau" - situação que é muito difícil de reverter. É, por isso, fundamental uma partilha constante de cuidados.
Existem várias formas de disciplina. Seguem-se algumas que vale a pena experimentar:
• Avisos - ajudam a criança a estabelecer limites e a prepará-la para a mudança; • Silêncio - como são constantemente interpeladas, corresponde a uma forma surpreendente de captar a atenção da criança; • Fazer uma pausa - cessa o mau comportamento e permite aos pais acalmarem-se; • Repetir as coisas, da forma certa - ao incentivar as boas ações vamos encorajar a criança, o que lhe permitirá readquirir autocontrolo e sentir-se recompensada; • Reparar - leva a criança a pedir desculpas e fá-la entender que "o crime não compensa"; • Perdão - incentivo para melhorar o seu comportamento. É importante a criança sentir que pode ser perdoada; • Planeamento - os pais enfrentam em conjunto os problemas, levando a criança a planear e a resolver problemas; • Humor - uma forma agradável de ultrapassar os problemas, "quebrar o gelo", sem nunca entrar no gozo. Formas que se revelaram inúteis:
• Castigos corporais; • Vergonha, humilhação; • Lavar a boca com sabão; • Comparar as crianças umas com as outras; • Suprimir comida ou usá-la como recompensa; • Deitar mais cedo ou fazer uma sesta extra (a criança pode associar o ato de dormir a situações negativas, o que pode provocar alterações no sono); • Retirar o afeto, ameaçar com o abandono - a criança não se sente amada, sente medo. "Educar é conviver com a criança, caminhar a seu lado e não por ela, podendo oferecer o seu exemplo, que é uma das melhores formas de ensinar e nunca esquecer que para educar é necessário tempo para dar dedicação e amor."
E. Pisani Leite Bárbara Pereira, com a colaboração da Dra. Carla Sá, pediatra do Hospital de São Marcos de Braga
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| COMENTÁRIOS DE UTILIZADORES |
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Morde aos colegas
Ola boa tarde. Obrigada desde já por ouvirem as minhas duvidas.
Tenho um filho com 2 anos e meio, tanto eu como o pai somos exigentes na educação do nosso pequenote. desde o primeiro dia de vida que tentamos respeitar as horas do dormir, das refeições, e do banho. (sempre criticada pela familia mais proxima). Mas à sempre um dia que facilitamos por algum motivo. A educação é sem duvida a melhor herança que podemos deixar aos nossos filhos...
Neste momento tenho um problema em mãos, o meu filho entrou para a creche em setembro de 2011, e adaptou-se bem, gosta da escolinha. No entanto, morde imenso os colegas! Já falei com ele sobre o assunto varias vezes e ele diz-me que não vai voltar a morder, mas todos os dias tenho queixas. Não queria, nem acho justo castiga-lo por uma asneira que eu não presenciei, porque comigo ele não morde.
Qual a vossa opinião sobre o assunto.
parabens pelo site.
Catia Fonseca
catia fonseca, rebordosa
09.02.2012
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