| Os menus dos pequeninos |
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| Paula Veloso| 2007-11-21 |
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| Tal como diz a Direcção-Geral de Saúde, "o papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é inquestionável, mas a escola, e em especial o jardim-de-infância, assume uma aí particular importância". |
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Por vezes perguntam-me sobre a alimentação que deve ser dada às crianças nas creches e jardins-de-infância que possuem cozinhas próprias, dizendo-me que quando os pais ignoram o que de facto deve ser a alimentação na escola, não podem reclamar das ementas (que hoje em dia estão obrigatoriamente afixadas e são, portanto, consultáveis).
Dito de outra forma, as ementas podem estar afixadas, mas se os pais não souberem o que lá deve constar, como poderão contestá-las? Pelo contrário, conhecendo as regras, poderão compará-las com as ementas afixadas e ajuizar sobre as mesmas.
Quais as regras que os infantários têm de cumprir na alimentação que dão às crianças?
Tal como diz a Direcção-Geral de Saúde, "o papel da família na alimentação e na educação alimentar das crianças e jovens é inquestionável, mas a escola, e em especial o jardim-de-infância, assume uma aí particular importância".
Entendo que os pais só poderão contestar as ementas quando estiverem verdadeiramente informados do que deve ser a alimentação dos seus filhos, em cada idade. E que isso é um direito mas também um dever que lhes assiste. A alimentação deve ser equilibrada ao longo do dia e dos dias e isso deve acontecer tanto na "escolinha" como em casa. Quantas vezes não se queixam as educadoras de que tentam dar, por exemplo, sopa, legumes e fruta às crianças e que em casa os pais não os obrigam a comer estes alimentos - e quando obrigam, eles próprios não dão o exemplo? É importante saber o que as crianças comem fora de casa, mas é igualmente importante preocuparem-se com a alimentação na sua própria casa...
Sabemos muito bem como a obesidade infantil está a aumentar e, pelo menos até ao fim do 1.º ciclo, não me parece que a escola tenha grande responsabilidade nisso. Que eu saiba, as escolas ou infantários não oferecem batatas fritas, bolicaos, gomas, bolachas com chocolate ou recheio, Coca-cola, ice teas ou outros refrigerantes, completamente desajustados às suas idades, além de pouco saudáveis e nutricionalmente desinteressantes. Mas quase todas as crianças os consomem com frequência! É certo que muito influenciadas pela publicidade televisiva e não só. Mas, definitivamente, porque os pais os compram e permitem. As crianças não fazem compras!
Para além de uma necessidade fundamental, a alimentação é um dos factores do ambiente que mais afectam a saúde. Já não basta ter acesso a bens alimentares. É necessário saber comer - saber escolher os alimentos de forma e em quantidades adequadas às necessidades diárias, ao longo de diferentes fases da vida.
A Direcção-Geral de Saúde disponibiliza o Manual para uma Alimentação Saudável em Jardins-de-Infância - (www.portaldasaude.pt). Destina-se aos educadores de infância e ao pessoal directamente envolvido na preparação e fornecimento de alimentação às crianças.
Este manual contém informação básica sobre alimentação saudável da criança em idade pré-escolar, designadamente: - importância da educação alimentar e seus objectivos; - alimentação e nutrição; - grupos dos alimentos; - necessidades nutricionais da criança em idade pré-escolar; - distribuição das refeições; - regras de higiene na preparação das refeições.
"Se, por um lado, muitos dos nossos hábitos alimentares são condicionados desde os primeiros anos de vida, por outro, uma alimentação saudável durante a infância é essencial para um normal desenvolvimento e crescimento, bem como na prevenção de problemas de saúde ligados à alimentação."
(extraído do Portal da Saúde do Ministério da Saúde)
Além deste, recomendo ainda outros dois, importantes para consulta e orientação quer dos pais quer das orientadoras de creches e jardins-de-infância. São eles: "Crescer para Cima" da conceituada pediatra Carla Rego em co-autoria com Maria Antónia Peças e "1, 2, 3, uma Colher de Cada Vez" do nutricionista João Breda, também em co-autoria com Maria Antónia Peças.
São também, sem dúvida, duas importantes fontes de informação (e receitas) para a alimentação saudável dos mais pequeninos.
Gostaria de sugerir algum tema para abordagem neste espaço? Envie-nos as suas sugestões. |
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