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Armanda Zenhas Mestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, e concluiu o curso do Magistério Primário (Porto). É PQA do grupo 220 na Escola Básica de Leça da Palmeira e autora de livros na área da educação. É também mãe de dois filhos.
Inteligência intrapessoal
Armanda Zenhas | 28-12-2005
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A característica principal deste tipo de inteligência é a facilidade de quem a possui em compreender e identificar as suas próprias emoções e em lidar com elas de forma adequada às várias situações e aos seus objetivos pessoais.
Quem duvida da necessidade de cada indivíduo se conhecer a si próprio? A consciência das fragilidades pessoais, das competências e áreas fortes e dos objetivos a atingir facilita a escolha de estratégias mais adequadas à prossecução desses objetivos. A inteligência intrapessoal desempenha um papel importante neste processo. Trata-se de um dos sete tipos de inteligência definidos por Gardner, psicólogo norte-americano: inteligência linguística, inteligência lógico-matemática, inteligência visual-espacial, inteligência quinestésica, inteligência musical, inteligência interpessoal e inteligência intrapessoal. A eles temos vindo a dedicar uma série de artigos, referindo-nos neste em particular à inteligência intrapessoal.

Inteligência intrapessoal
Características: A característica principal deste tipo de inteligência é a facilidade de quem a possui em compreender e identificar as suas próprias emoções e em lidar com elas de forma adequada às várias situações e aos seus objetivos pessoais. Implica a necessidade de refletir e de autoavaliar. As pessoas conhecem os seus pontos fracos e os fortes e conseguem definir objetivos e desafios adequados, não alimentando expectativas irrealistas. Veem o sucesso como resultado do seu esforço, do seu trabalho consciente e planificado e da sua persistência. Estudantes caracterizados por este tipo de inteligência responsabilizam-se pela sua própria aprendizagem, autorregulando o seu estudo. Gostam de estudar sozinhos.

Como podem os professores/educadores ajudar os alunos/crianças/jovens no desenvolvimento desta inteligência:
- Promovendo a definição de objetivos pessoais e realistas e a definição de estratégias adequadas.

- Ajudando-os a estabelecer metas pessoais para o seu estudo, de acordo com os seus objetivos, as suas dificuldades e o seu ritmo.

- Levando-os a praticar uma autoavaliação da sua aprendizagem após cada sessão de estudo.

- Sugerindo-lhes a redação de um "diário de estudo" depois de cada sessão de estudo, com as reflexões sobre o que acabaram de estudar e a ligação disso com outros assuntos.

- Proporcionando diferentes estratégias de aprendizagem e promovendo uma autoavaliação da sua utilização, para que cada aluno se torne mais consciente do seu estilo de aprendizagem.

A inteligência intrapessoal é essencial para o exercício de diversas profissões. Os investigadores, os psicólogos, os filósofos, os autores e os atletas de alta competição são alguns dos profissionais que precisam de a ter bem desenvolvida. Contudo as competências que a caracterizam são também indispensáveis para se conseguir definir um percurso de vida que tenha em conta, por um lado, as características pessoais e, por outro, os objetivos a atingir, contornando mais facilmente as dificuldades e rentabilizando mais eficazmente as potencialidades. O papel dos educadores junto das crianças e dos jovens nesta área é, por isso, de grande importância.

Bibliografia:
Chapman, C. (1993). If the shoe fits... How to develop multiple intelligences in the classroom. Palatine, Illinois: IRI/Skylight, Inc.
Gardner, H. (1993). Frames of Mind: The Theory of Multiple Intelligences.London: fontana Press.
Zenhas, A., Silva, C., Januário, C., Malafaya, C., & Portugal, I. (2002). Ensinar a estudar - Aprender a estudar (4.ª ed.). Porto: Porto Editora.
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