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Armanda Zenhas Mestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, e concluiu o curso do Magistério Primário (Porto). É PQA do grupo 220 na Escola Básica de Leça da Palmeira e autora de livros na área da educação. É também mãe de dois filhos.
Como estudar vocabulário
Armanda Zenhas | 28-12-2011
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Há variadíssimas técnicas de estudo que podem socorrer-se de áreas tão diferentes como a música, o movimento, a dramatização, a manipulação ou o humor.
A aprendizagem de uma língua estrangeira passa pela aquisição de muito vocabulário. Afinal, as palavras são os 'tijolos' da língua. Neste artigo vamos ver formas diversas de estudar vocabulário.

Os dois hemisférios do cérebro humano tratam informações diferentes, das quais destacamos as seguintes: lado esquerdo - palavras e ideais sequenciais; lado direito - imagens, sons e movimentos. A memorização é mais eficaz se as técnicas de estudo adotadas mobilizarem os dois hemisférios. Há variadíssimas técnicas de estudo que podem socorrer-se de áreas tão diferentes como a música, o movimento, a dramatização, a manipulação ou o humor.

Cada criança, tal como cada adulto, tem as suas características próprias e o seu estilo de aprendizagem. Torna-se importante que tenha acesso a um leque variado de técnicas de estudo de vocabulário (bem como de outros assuntos/disciplinas), que experimente as diferentes técnicas e que veja quais as que são mais adequadas a si própria, o que implica sempre fazer uma avaliação da aprendizagem realizada em cada sessão de estudo.

Seguem-se algumas sugestões de técnicas de estudo de vocabulário de uma língua estrangeira.

1. Utilizar canções. Muitos manuais escolares têm canções. No entanto, a criança e/ou o professor pode(m) criar rimas simples e adaptá-las a melodias conhecidas.

2. Acompanhar o estudo com movimentos corporais e/ou dramatização. Ex.:
- para estudar as partes do corpo, movimentar cada uma delas enquanto se pronuncia o respetivo nome na língua estrangeira;
- dramatizar ações correspondentes a verbos, à medida que se pronuncia cada um deles.

3. Fazer um dicionário ilustrado com desenhos ou com recortes de revistas ou de catálogos de estabelecimentos comerciais (ex.: vestuário, alimentação).

4. Fazer um desenho e a respetiva legenda.

5. Produzir textos, de preferência com humor, aplicando as palavras novas.

6. Pensar na língua estrangeira, em situações oportunas para o que se pretende aprender (ex.: rever mentalmente o nome dos objetos escolares ao preparar a pasta para o dia seguinte).

Para terminar, gostaria de reforçar algumas ideias. Em primeiro lugar, é importante ter sempre presente que, para se aprender uma língua estrangeira, é necessário estudar regularmente. Se assim não for, na(s) aula(s) seguinte(s) o aluno vai ter dificuldade em compreender a matéria e em acompanhar o ritmo da aula por não ter conhecimentos fundamentais dados nos dias anteriores.

Em segundo lugar, é importante que o estudante avalie o que aprendeu em cada sessão de estudo. Só dessa forma poderá verificar se precisa de rever alguns aspetos não muito bem sabidos, se tem dúvidas noutros aspetos e decidir como as vai esclarecer (consultando o manual, perguntando a um amigo ou familiar ou ainda ao professor) e, ainda, conhecer-se melhor e identificar as técnicas de estudo mais adequadas a si próprio.
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