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 | José Pacheco Mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Porto, foi professor da Escola da Ponte. Foi também docente na Escola Superior de Educação do IPP e membro do Conselho Nacional de Educação. |
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| Remendos |
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| José Pacheco| 2007-03-26 |
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| Inspiradas na lógica fabril, com os seus cronogramas de produção e relacionamentos de trabalho hierárquicos, muitas escolas agem como freios ao desenvolvimento. |
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"Eu acho que as escolas deveriam ser como dizes, mas, com as condições que eu tenho, eu não posso..."
Interrompi o discurso do meu amigo professor: "A que condições te referes?"
Balbuciou qualquer coisa acerca do número de alunos por turma, falta de espaço, falta de tempo, de material... Depois de uma fraterna desconstrução de ideias feitas, o professor admitiu que o que faltava era outra coisa... mas fugiu para a frente: "Mesmo que os teóricos falem de ensino diversificado, com trinta ou mais alunos em cada turma, nunca poderemos fazer esse ensino. E não se pode pedir a um aluno de 7.º ano o que se pode exigir a um que está no 8.º. Não se pode voltar atrás, porque temos de cumprir o currículo..."
Interrompi-o, mais uma vez: "Explica de modo que eu entenda!"
"Por exemplo, na minha escola havia alunos que estavam no 3.º ano e ainda não sabiam ler nem escrever. Pusemos tudo de lado e aproveitámos bem o tempo. Trabalhámos só a Língua Portuguesa".
Mais uma interrupção: "E a Educação Física? E a Musical? Não fazem parte do currículo?"
Não respondeu. Nem precisaria, porque os professores não detêm o monopólio das "ideias feitas". Frequentemente, os absurdos são instituídos por determinação ministerial. Para não cansar o leitor, seleccionei alguns, que esse meu amigo jurou ter lido em legislação recente e num artigo de jornal: "planos de recuperação" poderão ser aplicados em alunos, para que "recuperem do atraso"; "aulas de recuperação para alunos mais fracos" foram generosamente pensadas para os contemplados com três ou mais negativas, ou que não tenham tido um "desempenho aceitável".
O meu amigo e professor não me disse se o Ministério se deu ao trabalho de definir conceitos como o de "aluno mais fraco" ou de "desempenho aceitável", ou se foi pedida às escolas a explicação dos "atrasos". Em contrapartida, o Ministério contemplou os professores com sugestões naïf. Cito uma delas, sem comentário: "Os professores podem juntar os alunos por grupos e pôr os melhores a ajudar os mais fracos, ou reunir os mais fracos para trabalharem matéria que não compreenderam tão bem."
Fiquei estupefacto perante o semblante de surpresa do meu amigo, quando me descreveu tão óbvias e vulgares sugestões ministeriais. E não pude deixar de rir perante o modo solene como acrescentou que o Ministério prevê que as escolas adoptem dois tipos de planos: os de acompanhamento e os de desenvolvimento. Os primeiros serão pensados para prevenir situações de retenção repetida. Os segundos serão dirigidos a alunos "que revelem capacidades excepcionais de aprendizagem".
Os legisladores até legislam a legitimação de processos de exclusão escolar e social, quando sugerem que se constituam turmas com "currículos próprios" constituídas por alunos sem sucesso escolar ou com "problemas de adaptação" (sic).
Inspiradas na lógica fabril, com os seus cronogramas de produção e relacionamentos de trabalho hierárquicos, muitas escolas agem como freios ao desenvolvimento. Acolitadas por legisladores, mantêm-se cativas de abstracções como: "turma", "carga horária", ano", "aluno médio", "aluno fraco", "aluno atrasado"... Não reconfigurando as suas práticas, de modo a dar resposta à diversidade, adoptam "planos de recuperação, "aulas de reforço" e outros inúteis remendos ministerialmente decretados. |
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| COMENTÁRIOS DE UTILIZADORES |
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Definição de pedagogia
Encontrei uma bela definição de pedagogia, que se aplica àqueles que só vêem o aspecto fabril da educação: "se educação é transformação de uma realidade, de acordo com uma ideia melhor que possuimos, e se a educação só pode ser de carácter social, resultará que pedagogia é a ciência de transformar a sociedade." (José Ortega y Gasset)
Fredeico Moro
06.04.2007
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de facto
O que me entristece é que este espaço, com textos interessantes e algo provocatórios do professor José Pacheco, em vez de ser uma arena de reflexão entre professores, torna-se por vezes numa tourada docente. Se atravessamos um mal-estar e um desencanto profissional - disso não há dúvida - há que procurar novos caminhos pedagógicos, com ou sem a ajuda do Estado. A minha experiência (sem teorias) tem-me dito que os professores não têm alterado as suas práticas. Se os alunos chegam ao 11º ano (e à Universidade) a escrever mal, a dizer baboseiras, não é culpa certamente destes "eduqueses". A Escola Nova não está enraízada para que se a culpe dos males da Educação. Por mim, vou deixar de ser touro e nunca mais vou responder a cornadas.
Miguel Gameiro Silva
05.04.2007
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De facto!
Não há muita volta a dar, colega Miguel. Vocês não gostam de reflectir ou discutir com quem argumente, coisa nenhuma, gostam é destas coisitas que para aqui fazem e dizem. Da luz, da descoberta, da nossa via...em português, "uma ganda música!". Argumentos, nunca aqui vi nada, vejo sim é o rótulo imediato a quem os provoca, coisas como, "não argumentam, não merecem atenção, querem regressar à escola não sei das quantas, não gostam da pedagogia (e ainda não chamei eu, à pedagogia, a ciência do óbvio, senão...). São fascinantes, sabem logo que nós, os outros, ainda que desconheçam o que sabemos ou não de pedagogia, fazemos ou deixamos de fazer, etc, etc. São justamente a antítese do que dizem praticar. Mas eu, qual cego, incapaz de ver a luz, me dobro perante tanta sapiência e competência e me disponho a dar-lhe alguns dos meus quase duzentos alunos para que os salve de tamanho incompetente... eu. Um resto de bom ano lectivo.
Zydowski Zwiazek Walki, Varsóvia
05.04.2007
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O mangas-de-alpaca
Ao ler...inspirados na lógica fabril...- fiquei com uma pergunta: Quem escreveu o modelo; este modelo de escola-fábrica? É que dos que desdenham das ciências da educação, e defendem aulas e toda a encenação e narrativa fabril, nunca li nomearem os seus autores de referência. Nem sequer em dialética com os autores que do outro lado são avançados. É a Revolução Industrial o germén? Então quem (d)escreveu essa escola expurgada da criação. Um guarda-livros zeloso, um mangas-de-alpaca?
João Miguel Vaz Ribeiro
05.04.2007
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demasiada importância
Penso que nós - "eduqueses" - já estamos a dar-lhe demasiada importância, meu caro colega da Varsóvia. Mas eu gosto imenso de reflectir (com quem tenha capacidade para tal). Espero que seja um deles! As suas intervenções escritas evidenciaram claramente que não concorda com as ideias expressas pela maioria destes professores. Tem todo o direito a discordar, mas apresente argumentos válidos. Eu, pessoalmente, estou saturado de ver conservadores a escrever aqui só porque gostariam de regressar àquela escola elitista onde eu próprio estudei. Aliás, eu frequentei uma escola particular e deveras elitista, onde poucos tinham acesso. Saiba que tenho alunos na minha sala de aula com mais dificuldades do que os seus. DE LONGE, MEU CARO! Contudo, tento encontrar estratégias para colmatar a situação.! Queixe-se (típico dos professores) mas escreva também o que tem feito para melhorar a situação. Nós, colegas, agradecemos tal crescimento profissional. Um bom resto de ano lectivo para o colega.
Miguel Gameiro Silva
05.04.2007
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Caríssimos! (2)
Srs comentadores, por favor, poupem-me à via única, pois, nenhum Judas é assim tão malévolo, nem há cristo que nunca se tenha questionado sobre a sua crença. Se o não são, façam também com que não pareça, lá diz o provérbio: "À mulher de César não basta...." Acham mesmo que os meninos que abaixo descrevi não têm usufruído de ajuda? Ó, meus amigos, porque que acham que chegaram ao 11º, 12º ano e amanhã estarão, qual geração "Morangos com Açucar", na primeira fila das salas de aula de uma qualquer ESE ou Universidade. Desconfio mesmo que um deles chegará a PM onde brilhará tanto como o actual.
Zydowski Zwiazek Walki, Varsóvia
04.04.2007
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Caríssimos!
Não vim aqui crucificar ninguém pelo estado da educação! Se há responsáveis pelo estado caótico a que chegou, certamente os encontaremos lá para os lados do CSI (leia-se Centro das Decisões Idi-o-tas) como já vulgarmente se conhece o ME. Ainda menos pretendo atingir o professor Pacheco, sei que acredita e defende com seriedade o projecto em que está/esteve envolvido. Isso por si só é merecedor de todo o respeito. O professor Nuno Crato também não precisa que eu o defenda...
Zydowski Zwiazek Walki, Varsóvia
04.04.2007
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Ena Tantos!
Ó meus amigos, ainda se surpreendem quando o termo "seita" vos é associado! Basta uma pequena provocação, feita por alguém com um estranho nick, e lá vem todos eles, feitos "cães de fila". Ó sr Tiago, "Pseudo-Soviético"? Olhe que não se insulta assim quem desconhecemos. Arrisca-se a que lhe relembrem que já muitos demonstraram a correlação existente entre arrogância e ignorância! Não lhe explico o porquê do nick, pois não vem a propósito do que aqui se discute (nem tão pouco o nick está relacionado com isto), mas basta-lhe digitar ZZW no google para não fazer figura triste. Se quiser eu ensino-o, perdão, não é ensinar, é criar condições para que aprenda.
Zydowski Zwiazek Walki, Varsóvia
04.04.2007
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"Adultos irremediáveis"?
Sr. Pseudo-soviético (e a expressão é mesmo esta):
terá tido o cuidado de saber quem são, o que defendem e o que FAZEM as pessoas que habitualmente aqui escrevem? Se procura crucificar os responsáveis pelo actual estado do ensino, lamento, mas enganou-se no local. Já agora deixo uma sugestão: creio ainda não ter sido fundada a Associação dos Elegantemente Presunçosos Fundamentalistas Anti-Pedagogia. Não quererá vossa excelência tomar a iniciativa?
Tiago Rodrigues
04.04.2007
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eu vi a luz
Caro colega: não sabe o que fazer com esses jovens? Está visto, pelos exemplos que deu, que eles precisam bastante da sua ajuda. Se não faz nada por eles é porque ainda não viu a luz....ainda não é mestre....Tenho pena...sinceramente....dos alunos.
Miguel Gameiro Silva
04.04.2007
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Libelo contra Nuno Crato (2)
Preocupa-se Nuno Crato com a avaliação. A avaliação só por si não diz nada. A matemática termina sempre numa criação e não num dado adquirido. Dizia Georg Cantor que "a essência da matemática é a liberdade". O que é isso para Crato? Nada! Fazer matemática não é repetir a tabuada. Isso fazem as máquinas de calcular. É fácil falar a uma assembleia como faziam os sofistas e alguns professores de matemática. Difícil é dialogar com as pessoas, como fazia Sócrates. Dizer isto não é faltar ao respeito a ninguém. Faltar ao respeito a alguém é dizer mal de Rousseau e de Piaget sem nunca os ter lido nem percebido.
Fredeico Moro
03.04.2007
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Libelo contra Nuno Crato (1)
O problema de Nuno Crato é um problema de didáctica da matemática ou da ausência dela. Por isso é que, além de não dar soluções para a matemática, se vira contra os "teóricos da educação". Isto revela pobreza de espírito porque se a matemática é alguma coisa é teoria, assente numa prática. É a ausência dessa prática que leva os alunos a não conseguirem resolver problemas teóricos. Não é "o trabalho e o esforço", por si sós, como ele diz, que resolvem os problemas da matemática. Esse trabalho é resolvido, para os ricos, por explicadores, e para os pobres é destinado o fracasso. Por isso tenho mais admiração por José Pacheco que, no artigo anterior, dizia que aceitava alunos rejeitados por outras escolas. Se o filho do rico já viveu, o filho do pobre ainda não experimentou, mas por isso não devia ser condenado. Estes são também os verdadeiros problemas da matemática.
Fredeico Moro
03.04.2007
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Sim, sim...
... aqui a malta gosta é de... "meu mestre, mostra-me a luz! Meu mestre, tenho o meu coração aberto para deixar fluir a tua sabedoria!" Deixa-me perguntar ao mestre, o que faço com o paquistanês que não fala português e a quem me exigem que ensine Física e Química? Mestre, que faço com os meninos do 11º ano que me questionam: o que faz aquele oito deitado? (símbolo de infinito) Como calculo o raio X na máquina de calcular? (trata-se da raiz de X)? Como se medem os lados de uma esfera? O que é a "transgressão"? E quando "és monia" é afinal "hegemonia" e o "sequesso" é "sexo" no 12º ano?
Zydowski Zwiazek Walki, Varsóvia
03.04.2007
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Humm!
Logo, logo, eles se enervam... Coitadinha da pedagogia, afinal só a vejo defendida por pedotangas! Por falar em ignorância, anda por aí algum soviético, ainda que pseudo?
Zydowski Zwiazek Walki, Varsóvia
03.04.2007
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Os que temem...
Sr. pseudo-soviético, sendo eu professor de matemática, tenho um grande respeito pelo Dr. Nuno Crato, o que não me impede de discordar de muita coisa que defende (sobretudo quando é mais político do que professor). Não deixa de ser curioso como a sua intervenção deixa transparecer um desconforto recorrente... Porque será que a pedagogia incomoda tanta gente? Ignorância? Será?
Tiago Rodrigues
03.04.2007
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Hummm!
Um clube de eduqueses. Delicioso! Relaxem, no fim de contas, até já se demonstrou cientificamente (e todos os dias o podem constatar) que o bom selvagem existe mesmo. Há até quem afirme que ele tem nacionalidade tuga
Zydowski Zwiazek Walki, Varsóvia
31.03.2007
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Na muche
O problema dos professores em geral (e dos universitários em particular) é que se autopromovem com base em títulos onomásticos, tal como os sofistas no tempo de Sócrates. O problema é o mesmo da Grécia Antiga: eles não sabem o que é educar, porque não possuem uma filosofia da educação conscientemente estabelecida. Por isso a abominam, criticando ridiculamente grandes homens da cultura, como foi Jean-Jacques Rousseau. Como nos podemos afirmar na Europa com homens destes? Nem os europeus nos reconhecem credibilidade. Como só possuem, na melhor das hipóteses, uma didáctica, além de não possuirem empatia genuína pelos jovens, só encaram o aluno sob o ponto de vista "fabril", usando o termo de Pacheco: "passa, não passa", "estuda, não estuda", é o único que sabem dizer. O problema maior é que mesmo os que se consideram de esquerda têm práticas de direita: basta ver o que era a educação na antiga União Soviética (pouco diferia do nazi-fascismo).
Fredeico Moro
30.03.2007
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A contradição científica
Já que aqui se falou no Nuno Crato, eu gostava que alguém fosse capaz de me explicar porque é que grande parte dos professores univerítários encerra uma contradição óbvia, nos seus discursos. "Todos" afirmam que o único caminho que conhecem para o sucesso escolar é "estudar". Fale-se de Matemática, de História, de Marketing ou até de Música, tudo tem que ser rigorosamente justificado e cientificamente provado. Para tal objectivo, a teoria é sempre a mesma: "estuda e serás bem sucedido". Pergunto eu: porque razão o remédio é sempre este excepto numa única situação: a pedagogia. Porque não admitem os "senhores da ciência" que a pedagogia se estuda e que, para se "dar aulas", são necessários "anos de estudo" de pedagogia? Terão eles medo de serem descredibilizados, lá no alto da sua sabedoria?
Tiago Rodrigues
29.03.2007
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agradecer e aprender
E quando um professor diz aqui que está disponível para aprender com o outro, não obstante a sua vasta experiência e saber, é meio caminho andado para comerçarmos a tirar os remendos que, lá de cima, certos iluminados costuram. Miguel A. Guerra, catedrático espanhol com livros muito interessantes, afirma que todos aprendemos uns com os outros (alunos-alunos, alunos-professores, professores-professores, etc). Quando perdermos o autoritarismo na sala de aula, quando ultrapassarmos o individualismo, quando reflectirmos uns com os outros e tornarmo-nos «seres de briga», com autonomia e responsabilidade, quando tivermos a coragem de pegar na agulha e picar (em vez de sermos picados), os remendos fabris irão paulatinamente desaparecer. ....Palavra de costureiro.
Miguel Gameiro Silva
28.03.2007
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já enviei mensagem
Prezado Miguel, já te enviei mensagem, a partir do meu correio electrónico. Estou disponível para aprender com as tuas dúvidas. E para falarmos sobre a Ponte.
José Francisco Almeida Pacheco, Vila das Aves
27.03.2007
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Em sintonia consigo
Todos os professores possuem, quer estejam conscientes ou não, quer queiram quer não, primeiro, uma filosofia da educação, segundo, uma psicologia da educação, terceiro, uma sociologia da educação, e em quarto lugar uma didáctica. Estas palavras de Lauro de Oliveira Lima aplicam-se na perfeição, pela positiva, a José Pacheco, e pela negativa, a oportunistas da educação como Nuno Crato. No carácter fabril do acto educativo, tão bem referido por José Pacheco, a reprovação, acrescento eu, equivale nitidamente a um despedimento, tem a mesma intencionalidade. Quem não o reconhece está sob influência do currículo oculto e arranja bodes expiatórios para criticar quem percebe minimamente de educação usando jargões do senso comum, como é o caso do termo "eduquês".
Fredeico Moro
27.03.2007
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na Ponte como é?
Não há remendo que consiga tapar os buracos da educação. Há anos que se gasta tanto pano de má qualidade....Mas, apesar de ter lido algumas coisas da Ponte, algumas das quais coloquei em prática na minha sala de aula, ainda me interrogo como organizam as actividades ou gerem o tempo e os professores. Não há anos de escolaridade, os professores não são titulares de turma....já fui director (ccordenador) de escola e sei o quanto é dificil aguentar a nossa «raça». Se tiver tempo e paciência, caro amigo, explique-me isso bem, tal como diz diz aquela publicidade (como se eu fosse burro). migameiro@hotmail.com. Cumprimentos
Miguel Gameiro Silva
27.03.2007
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Remendos: rótulos de exclusão
Torna-se cada vez mais evidente o retrocesso do ensino português aos currículos diferenciadores do século XIX. Como as escolas continuam organizadas segundo "a lógica fabril" referida pelo professor, há que encontrar uma solução para os produtos com defeito! Então, surgem os CEF, PIEF... e outros "centros de reciclagem" que discriminam alunos e cujos resultados carecem de uma avaliação séria! Aí talvez tenhamos vergonha do que andamos a fazer com as nossas escolas.
É possível e urgente educar. Analisemos projectos como "A Ponte". É um excelente trampolim para a mudança!
Daniel Rocha, Castelo de Paiva
27.03.2007
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