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 | Adriana Campos Licenciada em Psicologia, pela Universidade do Porto, na área de Consulta Psicológica de Jovens e Adultos, e mestre em Psicologia Escolar. Concluiu vários cursos de especialização na área da Psicologia, entre os quais um curso de pós-graduação em Psicopatologia do Desenvolvimento, na UCAE. Actualmente, é psicóloga na escola E B 2/3 de Leça da Palmeira, para além de dinamizar acções de formação em diversas áreas. |
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| Hiperactividade: que podem fazer os pais? |
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| Adriana Campos| 2008-01-23 |
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| Tal como todas as outras, estas crianças precisam de regras, que devem ser simples, claras e curtas. |
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" (...) a minha filha é hiperactiva e está numa fase mais agitada do que o normal. Gostaria, se fosse possível, que me falassem um pouco como lidar com esta situação, uma vez que sou mãe solteira e ultimamente tem sido um pouco mais difícil lidar com isto sozinha."
Sónia Fernandes
O tema Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção (PHDA) foi abordado recentemente nos artigos "A polémica ritalina" e "Geração ritalina". A sua leitura poderá, de alguma forma, completar o que irei referir de seguida.
A minha experiência profissional tem-me sensibilizado bastante para a difícil missão que os pais têm de enfrentar ao conviverem diariamente com um filho permanentemente "ligado à corrente". Uma criança hiperactiva não é uma criança com temperamento difícil ou com um comportamento mais irrequieto, mas sim um ser humano que apresenta uma constelação de problemas relacionados com falta de atenção, hiperactividade e impulsividade, manifestando-se estes em diferentes contextos e de uma forma prolongada no tempo.
A intervenção junto destas crianças deve implicar a colaboração estreita entre pais, professores, pediatra, médico de família, psicólogo e, eventualmente, neurologista. A criança deverá também ser uma participante activa no seu tratamento, devendo ser informada de todo o processo que a envolve.
Os pais têm efectivamente um papel muito importante em todo o processo de tratamento, pois crianças com esta perturbação exigem a modificação do funcionamento familiar, de forma a poder responder às suas necessidades de acompanhamento, que são muito particulares. Tal como todas as outras, estas crianças precisam de regras, que devem ser simples, claras e curtas. Além do estabelecimento de regras, deve ser explicitado, de forma muito clara, o que acontecerá como consequência do seu cumprimento ou transgressão. A transgressão deve ser acompanhada de uma penalização, que deverá ser justa, rápida e consistente. A recompensa é também muito importante e deverá ser atribuída regularmente por qualquer comportamento que seja ajustado. Não nos podemos esquecer de que estas crianças são alvo de muitas críticas negativas e, por isso, é fundamental serem elogiadas pelas pequenas coisas que, ao longo do seu dia-a-dia, façam correctamente. Mesmo que a criança seja apenas parcialmente eficaz, isso deve ser reconhecido com apoio e elogios.
A existência de rotinas estruturadas facilita também o melhor desempenho da criança. Por esta razão, os pais deverão fazer um registo escrito, ao qual a criança tenha acesso, com as horas para acordar, comer, brincar, fazer os trabalhos de casa e todas as outras tarefas que ela terá necessariamente de realizar. A modificação da rotina deverá ser comunicada à criança com antecedência, de forma que esta se possa adaptar.
Um aspecto que é importante sublinhar é que estas crianças necessitam de uma maior vigilância relativamente às outras, uma vez que, devido à sua impulsividade, se colocam muitas vezes em situações de risco. A criança deve, por isso, ser vigiada por adultos durante todo o dia e os pais deverão certificar-se de que tal acontece.
Para mais informações sobre esta temática existem sites na Internet onde é possível obter, para além de mais dados, ajuda e, eventualmente, entrar em contacto com pais que estejam a viver situações familiares semelhantes. Um desses sites é: ddah.planetaclix.pt.
Para terminar, gostaria de sublinhar que, quando a criança é alvo de uma intervenção multidisciplinar na sequência de uma identificação precoce do problema, e de um tratamento adequado, aumentam as probabilidades de ela demonstrar as suas potencialidades e de se tornar futuramente num adulto ajustado.
Gostaria de sugerir algum tema para abordagem neste espaço? Envie-nos as suas sugestões.
VÍDEOS RELACIONADOS COM ESTE TEMA Hiperactividade I Hiperactividade II |
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| COMENTÁRIOS DE UTILIZADORES |
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desabafo
Bom dia
o meu filho mais novo começou hoje a tomar Concerta. Ao fim de 4 anos de tormento, para nós e para ele, vamos ver como ficam as coisas durante o dia. A escola tem sido terrível, mas o maior culpa não é ele. Não estou a tentar desculpá-lo por ser o meu filhote, mas a escola tem falhado sempre. A professora é incompreensível. Berra todos os dias, dá castigos, puxões de orelhas... tudo menos o que devia, compreensão, regras e carinho.
Estou triste por ele ter que tomar a medicação, mais do que tudo por precisar dela...não compreendo este mundo em que as crianças são testadas e maltratadas pelos crescidos, são julgadas e humilhadas por serem diferentes.
Não temos uma sociedade preparada para eles, para a inquietude, para a curiosidade...
Desculpem o desabafo
Ana Correia, Porto
04.05.2010
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"A polémica Ritalina"
A polémica Ritalina" só é polémica para quem não tem 2 filhos com Hiperactivicade +Défice de atenção+Desléxia, como eu tenho ou resumindo "Hiperactividade do Tipo Combinado" ,e que não pode pagar a "Psicólogas" tanto "comportamental como da Educação", pois o nosso estado só vê os ricos os pobres não podem sofrer de nada....pensem e pensem bem quando falam de certas "POLÈMICAS"....
maria afonso
24.01.2008
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