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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010
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Aprendiz de Utopias
José Pacheco Mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Porto, foi professor da Escola da Ponte. Foi também docente na Escola Superior de Educação do IPP e membro do Conselho Nacional de Educação.
?Amiguismo e compadrio?? Não entendo!...
José Pacheco| 2007-01-02
Não peço que estejam de acordo comigo, peço que pensem. É preciso que a escola pública atinja a maioridade e que as escolas assumam total autonomia e total responsabilidade.
Para não contribuir para uma imagem (ainda mais) negativa da profissão, contorno assuntos "interditos". Mas confesso que já me vai faltando a paciência. Neste primeiro dia de 2007, farei o voto de questionar tabus. Talvez desocultando o diáfano manto que encobre o "politicamente correcto", eu possa contribuir para novos olhares sobre a profissão. Como diria o Jabor, "2007 pode ser um ano especial, se o nosso olhar for diferente"... Perguntareis: qual a razão desse voto? As causas profundas são velhas de décadas. A causa próxima vo-la exponho.

No site de um sindicato, li mensagens enviadas por "professores", com acusações de "fraude" e "cunhas", num concurso para recrutamento de professores. As mensagens eram acompanhadas de expressões que, por serem tão sórdidas, me inibo de transcrever. Considero que o sindicato cumpre o seu dever de dar voz a todos, porque, felizmente, o tempo da censura já lá vai. Mas, em democracia, não vale tudo! Conheço melhor que ninguém a escola a quem são imputadas as supostas "ilegalidades". Sei que o concurso decorreu dentro da legalidade. Não poderei ficar indiferente a calúnias lançadas por quem, provavelmente, se vê ao espelho e faz juízos de valor sobre os outros a partir da sua escala de valores. Das duas, uma: ou se instaura um inquérito à escola ou a quem a calunia. A escola optou por não proceder judicialmente contra os "anónimos" autores das mensagens. Mas vai sendo tempo de não deixarmos impunes criaturas dessa estirpe. Não chafurdarei no lodaçal em que transformaram o site. Remeter-me-ei à questão essencial: as escolas deverão, ou não, escolher os seus professores?

Há cerca de dez anos, a Escola da Ponte conquistou o direito de escolher os seus professores. Recordo-me de, por essa altura, ter sido interpelado por um dirigente sindical durante uma palestra:

"Ó Zé Pacheco, tu não achas que a Ponte criou um grave precedente?"

Eu entendi a intenção, mas fiz-me desentendido: "Qual precedente?..."

Estimulado pela numerosa claque, o sindicalista insistiu: "Isso de escolher os professores vai dar azo a compadrios e amiguismos! A favoritismo! A desonestidade!

Visivelmente tomado pela sindical emoção, o porta-voz da claque gritou as últimas frases, e foi ovacionado. Esperei que a turba se acalmasse. E perguntei:

"Disseste desonestidade? Consideras que há professores desonestos?"

O líder da claque titubeou: "Não era isso que eu queria dizer..."

E mais não disse. A claque emudeceu. Restaram imprecações, em surdina.

Não sou adepto do capitalismo selvagem nem morro de amores pelo neo-liberalismo. Mas sei que, ao longo de muitos anos, em nome do "direito ao emprego", os professores da Escola da Ponte foram obrigados a aturar até mesmo quem a tentou destruir por dentro. À sombra do "contrato administrativo" os acomodados prejudicaram alunos e impediram o desenvolvimento do projecto.

"Ó colega, faz-se concurso para se ficar mais perto de casa, não é?"

Eu emitia um lacónico comentário e ficava atento às práticas, verificando que, dentro da racionalidade dos concursos e dos contratos administrativos, se confundia o direito que deve assistir aos professores de escolherem o projecto (no qual se sintam realizados como pessoas e como profissionais) com um mero emprego.

Aqueles que apenas buscavam ficar mais perto de casa agarravam-se ao lugar como lapa às rochas. Em muitos casos, o carácter vitalício das colocações agiu como óbice à mudança, por permitir a certos professores "vitalícios" a recusa da cooperação. Vi o trabalho construído ao longo de muitos anos ser destruído em escassos dias por quem não estava atento à necessidade de reelaboração da sua cultura pessoal e profissional e se mantinha cativo de uma cultura de funcionário público.

A autonomia que a Escola da Ponte assumiu dispensa a intervenção de estruturas ministeriais. Neste, como em outros domínios, a escola recusa paternalismos. A centralização dos concursos nas estruturas ministeriais pressupõe desconfiança em relação às escolas e a desqualificação profissional dos professores.

A experiência de dez anos de uma "contratação sem intermediários" demonstra vantagens. Só vai para a Ponte quem se compromete a cumprir o seu projecto. Ali, não há livro de ponto, nem horários de "funcionário" - existe uma cultura de autonomia.

Se a Escola da Ponte existe, deve-o, em grande parte, à solidariedade de um sindicato. Quando alguns políticos mesquinhos se aliaram a "professores" sem escrúpulos, para destruir o projecto, o apoio do sindicato foi imediato e decisivo. Lamento que, agora, o seu site acoite cobardes insinuações. Lamento, também, que alguns sindicalistas se juntem ao coro de imprecações e esconjuros contra a legislação que confere às escolas o direito de escolher os seus professores, numa atitude "corporativa e, em vez de considerar a escola como uma estrutura e uma instituição que tem um projecto, a considera apenas como um local de trabalho."

Orgulho-me de ser professor e sindicalista, mas não sou corporativista. Não peço que estejam de acordo comigo, peço que pensem. É preciso que a escola pública atinja a maioridade e que as escolas assumam total autonomia e total responsabilidade.
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COMENTÁRIOS DE UTILIZADORES
Grandezas e misérias
Medir as pessoas pelas licenciaturas, mestrados e doutoramentos não me parece boa bitola. (comentário a um comentário de 4 de Janeiro do senhor que passa os dias a guiar mota)
Maria Eugénia Prata Pinheiro, Lisboa
15.01.2007
A Visão...
É curioso todo este chorrilho de comentários... Acho mesmo extraordinário que tantos Professores (classe que respeito) continuem a achar que têm "direito a ter um emprego" e que este terá que ser no local que escolhem... É evidente para TODOS (menos para esses...) que apenas se tem direito ao trabalho (não ao emprego, embora se devam ter inalienáveis direitos NO emprego!), e que este deve ser conquistado e não reivindicado. E, como é evidente, se não estão contentes num projecto só têm que mudar... porque vender-se por um salário tem um nome muito feio e não dá direito a reclamação.
Horácio Lopes, FÁTIMA
11.01.2007
Relatório
O António não deve ter lido o relatório que refiro. Ou leu outro qualquer e extraiu conclusões erradas. Sugiro que o leia atentamente (poderei enviar-lho). Gostaria de saber por que pôs tanta ironia no seu comentário...
José Francisco Almeida Pacheco, Vila das Aves
08.01.2007
Expectativas
Sr José Francisco Almeida Pacheco da Escola da ponte, eu conheço esse relatório e constato que, comparativamente com outras escolas públicas, e para aquilo que vocês se esforçaram, pelos métodos que usam, pelo trabalho imposto, pelo ritmo, por estarem à prova, por terem que ter frutos e resultados positivos a todo o custo, não é tão brilhante como quer fazer crer, mas deveria! Porque vocês «transcenderam-se», foram super- homens, super-professores, super-comandados ! Não foram os resultados manipulados nem bons, mas sim a vossa expectativa, a vossa intencionalidade! Não fizeram nada de extraordinário, fizeram, ou crêem que fizeram, aquilo que queria que fizessem!
António Manuel Marques, guarda
08.01.2007
Resposta a José Pacheco (cont)
Ora, sabendo-se como se sabe que nas situações de "autonomia" na contratação de pessoal assalariado - veja-se a situação dos formadores, por exemplo - existe uma tradição lusitana em estabelecer um sistema de amiguismo e compadrio, pergunta-se se as eventuais - não demonstradas nem universais - vantagens da contratação directa suplantam os inconvenientes que daí resultam. A minha posição é clara: não.
Passos Dias Aguiar Mota, Porto
08.01.2007
Resposta a José Pacheco
O documento que refere será, sem dúvida, muito interessante. Mas o essencial da discussão não é a validade desse estudo nem o mérito da Escola da Ponte. A questão central é saber se as escolas devem dispôr de autonomia para contratar directamente os seus professores. O que o seu argumento tenta provar é que NO CASO da Escola da Ponte essa autonomia é essencial para a consecução do projecto educativo. O que lhe objecto é que milhares de outras escolas conseguem executar os respectivos projectos educativos, formar excelentes cidadãos, pessoas e profissionais e no entanto não dispõem de autonomia para contratar professores.
Passos Dias Aguiar Mota, Porto
08.01.2007
Oh Sr José Pacheco... (3)
Acha que esta forma de contratação vem melhorar alguma coisa?? Oh Sr José Pacheco... oxalá eu um dia tenha de lhe pedir descuplas por estar enganado... fá-lo-ei com gosto. Cordiais sudações de um, ainda, admirador Hugo, V. Castelo
Hugo Pinto, Darque
07.01.2007
Oh Sr José Pacheco... (2)
Da forma que coloca as coisas, a dada altura, fica a ideia que querer estar ao pé de casa e junto dos nossos é mau... é um luxo. Acha mesmo?? Também é verdade que, em parte entendo o seu ponto de vista. Há muitos professores que se recusam em colaborar no que quer que seja porque "não lhe pagam para isso"... mas o problema não esta na titularidade, ou não, do professor. Está na desonestidade de quem os avalia... Eis que se levanta outra questão..
Hugo Pinto, Darque
07.01.2007
Oh Sr José Pacheco...
Li, como sempre faço, a sua crónica na página do Educare. Pela primeira vez senti discordância perante o que nos apresenta. Sei que não pede que estejemos de acordo, mas que pensemos... Pense connosco: Ser professor é, como bem sabe, mais do que um cargo, ou profissão. Implica trabalhar de alma e coração. Mes veja bem como vimos sendo tratados... Sobretudo aqueles que, como eu, continuam contratados (ou deverei dizer discartáveis??) ao fim de seis anos de serviço. Sujeitos aos maiores desterros...
Hugo Pinto, Darque
07.01.2007
Ao Passos Dias
Uma Comissão de Avaliação Externa (cuja composição foi estabelecida por um ministro que parecia não gostar nada da Ponte...) produziu um relatório, que está disponível. Dele constam os dados de uma pesquisa sobre rendimento académico dos nossos alunos (leia-se notas de pauta obtidas nas escolas para onde transitaram), uma pesquisa quantitativa, longitudinal (refere-se a um período de 20 anos) e comparativa (com alunos de escolas da mesma região). Como poderei fazer chegar-lhe o documento?
José Francisco Almeida Pacheco, Vila das Aves
05.01.2007
Gil
Caro Pacheco! Será que acredita mesmo que aquilo que motiva tantos à visita é mesmo a procura de melhorar as suas práticas? Será que não é apenas a curiosidade de observar o espécime? Há uns tempos, na minha terra, ouvi esta expressão "Eu não estou preocupado com a interioridade nem com a falta de condições, só preciso de saber esperar, quando já não houver ninguém no interior, por ser o único com toda a certeza começarei a receber visitas...
Gil Augusto  Jorge, Vila Nova de Gaia
05.01.2007
Caro Pacheco (4)
Termino como comecei. Não creio que tenha sido insultoso no comentário que lhe fiz. Pelo contrário, é o caro Pacheco quem acusa dois dos seus leitores de serem desonestos. Registo a falta de nível moral do autor. Não é habitual que os autores de textos nos órgãos de comunicação social insultem os seus próprios leitores. Ficamos avisados... Convenhamos que, do ponto de vista do marketing comercial, isso é uma atitude muito pouco inteligente. A direcção do Educare lho dirá.
Passos Dias Aguiar Mota, Porto
05.01.2007
Caro Pacheco (3)
1. Seria então interessante verificar os dados estatísticos. E cotejá-los com os dados das escolas mais próximas, para evitar, com muita boa-vontade, a inclusão das variáveis sociais, partindo do princípio -- cientificamente infundamentado -- de que seriam equivalentes. Onde podemos então consultar tais dados estatísticos? Seria de facto muito interessante comparar os percursos dos ex-alunos da escola da Ponte com os das outras escolas.
Passos Dias Aguiar Mota, Porto
05.01.2007
Caro Pacheco (2)
1. A sua afirmação sobre a não-desonestidade dos professores não é meramente retórica: é uma posição de base. É a posição que sustenta todo o seu argumento, todo o seu raciocínio. Se ela é meramente retórica, se implica uma falácia, então todo o seu argumento a favor da contratação directa pelas escolas é formalmente inválido. Mas não vou discutir consigo as minudências lógicas do seu discurso: seria intelectualmente desonesto de minha parte.
Passos Dias Aguiar Mota, Porto
05.01.2007
Caro Pacheco
1. Se uso um pseudónimo, é por necessidade de funcionamento deste mesmo site. Como sabe, existem aqui fóruns de discussão nos quais é habitual usar-se um nickname. Infelizmente, o Educare necessitou de impôr a cada utilizador registado um mesmo nome - e sendo assim, obrigatoriamente o utilizador usa o nick que costuma usar. Ou seja: não me é dada a opção de usar qualquer outro nome senão o do registo no fórum educare. Portanto, o pseudónimo não é uma opção minha. 2. Reli o meu texto e não encontrei os insultos que me atribui. 3. O que entende por "despropósitos"? Parece-me, isso sim, que se refugia na retórica para evitar responder aos argumentos que lhe coloquei.
Passos Dias Aguiar Mota, Porto
05.01.2007
Com tranquilidade...
Comentários jocosos (ou insultuosos) são tácticas de avestruz. Não se deve fazer economia do debate, mas não comentarei afirmações sem fundamento como aquela que o Marcos Pinto fez. Sem ressentimento, perdoo ao Lisandro Lopes alguns infelizes comentários, pois tê-los-á produzido por não saber que nunca fui um "professor instalado", nem cometi os pecadilhos que me imputou no seu comentário.
José Francisco Almeida Pacheco, Vila das Aves
05.01.2007
Ao Gil
Ao Gil Augusto direi que a Ponte é a mesma de 1979. E de antes de 1979! Nisso o Gil está certo. Quanto ao resto, o Gil está mal informado. Ao cabo de mais de trinta anos de projecto, as visitas não cessam, prova de que há muitos professores que ainda não desistiram de se melhorar e de melhorar as suas escolas. E são milhares os professores, em Portugal e no estrangeiro que se inspiraram na Ponte, para melhorar as suas práticas. Os "seguidores" são dispensáveis. Só aventureiristas fazem réplicas de modismos. Só professores ingénuos crêem ser possível clonar projectos.
José Francisco Almeida Pacheco, Vila das Aves
05.01.2007
Comentário ao comentário (2)
Não sei se "a Escola da Ponte é um mito que o Tempo se encarregará de destruir". Não sou adivinho e sei que todos os projectos humanos têm um começo e um fim. Sei, também, que já houve muita gente que tentou acabar com o projecto, mas não conseguiu¿ Quanto aos "dados estatísticos sobre o percurso académico dos ex-alunos da escola da Ponte", eles estão disponíveis até onde as investigações permitiram. E os dados obtidos são, claramente, positivos.
José Francisco Almeida Pacheco, Vila das Aves
05.01.2007
Comentário ao comentário
Direi ao Passos Dias Aguiar Mota quem pseudónimos e insultos não merecem resposta, mas que ignorarei os despropósitos. Eu não afirmei que "não há professores desonestos". É incrível que haja quem leia o que eu não escrevo Eu fiz uma pergunta! Retórica? Certamente! Mas daí não se poderá deduzir uma intenção. Porém, o António Manuel reforça a afirmação: "Sim, o amiguismo e a cunha existem!" É inquietante imaginar educadores desonestos mas, pelo exposto, pêro qui los hay, los hay!
José Francisco Almeida Pacheco, Vila das Aves
05.01.2007
A ditadura do projecto (cont.)
Dêem as voltas que quiserem: dizer aos colegas que só têm lugar numa escola se se submeterem ao projecto preexistente é um procedimento digno de quem tem a força, mas não de quem tem a razão. As escolas tradicionais que possivelmente detesta revêm periodicamente o seu projecto e adequam-no a quem esteja. Servem para todos os professores e para todos os alunos. Não excluem ninguém. Porque é que a Escola da Ponte não é capaz de fazer isto?
António Duarte, Coimbra
04.01.2007
A ditadura do projecto
Não conheço em pormenor o projecto da Escola da Ponte, mas o que tenho lido ultimamente parece ir neste sentido: houve uns senhores professores que, há muitos, muitos anos, fizeram um projecto educativo para uma escola. Alguns desses senhores se calhar já nem lá estão, porque entretanto partiram para outros "desafios". Mas o projecto há-de por força sobreviver-lhes. O que está aqui em causa é que uns professores que se instalaram numa escola e a transformaram de acordo com as suas ideias pedagógicas, negam aos colegas o direito de também eles intervirem na realidade existente, transformando-a ou criando o seu próprio projecto. (cont.)
António Duarte, Coimbra
04.01.2007
Contratação de docentes
É completamente disparatado e vergonhoso o que este senhor diz.
Marco Pinto, Monção
04.01.2007
Gil
Onde fica a escola da Ponte? Será que é a mesma de que se falava em 1979? Será? Será que depois de tanta visita e nenhuns seguidores ainda continuam a alimentá-la? Porque será? Compadrio? Amiguismo? (...)
Gil Augusto  Jorge, Vila Nova de Gaia
04.01.2007
Comentários e educação
Se os comentários aqui apostos a este excelente artigo do José Pacheco, são representativos da mentalidade fechada e de vistas curtas, burocrática, desprovida de projectos e de capacidade de trabalhar em equipa dos professores portugueses, então, são um fiel espelho da ineficácia e tacanhez a que chegou o nosso sistema educativo. Um professor tem de ser alguém com enorme capacidade de inovação, com grande confiança nas pessoas (os alunos precisam desesperadamente disso, para serem bons), que veja o seu trabalho como uma missão criadora de humanidade e não como um emprego em que as únicas credenciais são a antiguidade ou um número graduado. E claro que não pode ser professor numa escola quem não se comprometer com o seu projecto. A Autonomia das escolas com alguém à cabeça capaz de configurar e impulsionar um projecto e escolher os recursos que melhor possam dar resposta a esse projecto, é, cada vez mais, urgente e imprescindível.
Teresa  Gonçalves, Mira
04.01.2007
Incoerência
1) Não compreendo como pode afirmar que "não é corporativista" e simultaneamente afirmar que não há professores desonestos. No mínimo, é ioncoerente, para não dizer intelectualmente desonesto. 2) Por que não assume, então, que todas as escolas devem ter autonomia, tal como o eduquês sempre reivindicou, para contratar professores directamente? E que essa autonomia levará necessariamente à existência de compadrios? Ou tem dúvidas disso? 3) A Escola da Ponte é um mito que o Tempo se encarregará de destruir. Bastará apresentar os dados estatísticos sobre o percurso académico dos ex-alunos da escola da Ponte. Sim, apresentem-se esses dados. Quantos licenciados? Quantos Mestres? Quantos Doutores? A partir daí, a discussão será séria e honesta. Se tal lhe convier, claro.
Passos Dias Aguiar Mota, Porto
04.01.2007
Sem horário?!...
Valoriza-se uma profissão que pode estar sujeita à pressão de quem der mais horas à escola com prejuízo da família é que é bom professor? No que diz respeito a professores desonestos, o que é considerado desonestidade? Aquele que não quebra a lei ou aquele que procura todos os buracos na mesma para fazer passar as suas ideias? Se calhar há muitas formas de desonestidade... é só procurar.
Pedro Santos, Figueira da Foz
04.01.2007
PE e contratação prof.
Cada escola contratar os seus professores seria fantastico se cada escola tivesse REALMENTE um projecto educativo e não apenas aquele documento que o ministerio as obriga a fazer e que por norma fica na gaveta e não serve para nada a não ser para mostar quando a inspecção o solicita. Quando as escolas e os professores começarem a encarar o projecto educativo como aquilo que ele é realmente: a filosofia de uma escola e as linhas de base para se alcançarem os objectivos pretendidos, as escolas estarão preparadas para contratar os seus proprios professores. Até lá tenho duvidas.
carla rodrigues, Rio Maior
03.01.2007
Tenha juízo!
Lamentável a sua opinião de professor instalado. Lamentável a todos os níveis, mas sobretudo por ser sindicalista e apostar nos compadrios disfarçados de autonomia. Mais do que ninguém deveria ser conhecedor das angústias de quem honestamente procura fazer o seu trabalho e conquistar uma determinada graduação - o mais transparente dos métodos: tempo de serviço e média de curso. Que alguns como você procuram destruir em detrimento sabe-se lá do quê!
Ana Cláudia, .............
03.01.2007
Num mundo ideal, talvez ...
Não é o nosso caso. Sim, existe o amiguinho e o favorecimento pessoal, deparo-me com eles todos os dias Acredita que o caso da filosofia educativa da E. da Ponte se verifica em qualquer outro ponto do país? As escolas não irão entrevistar os centenas, se não milhares de candidatos que hão-de concorrer aos horários em oferta? É impossível fazê-lo em tempo útil e seria ineficaz porque não existem projectos diferenciados. Serão escolhidos os professores conhecidos ou "recomendações". É inútil negá-lo. E o mérito, fica onde? E o esforço na obtenção de excelência no diploma e durante o estágio pedagógico supervisionado? Despreza-se? Que cultura de exigência é esta? Para além de que se afigura desonesto "esquecer" quem se sacrificou ao aceitar colocações a centenas de Km de casa, na expectativa de ir subindo na Lista graduada e assim, conseguir melhor colocação. Legítimo, como decerto reconhecerá. Esta medida será um lodaçal....
Lia  Marques, Anadia
03.01.2007
Não sei se....
há professores desonestos ou não, deve haver, mas que há professores ingénuos, lá isso há! Professores que vêm aqui escrever sábias opiniões, como tanto gostam os portugas, mas opinões de vista curta! De facto a autonomia seria boa, mas não num país com mentalidades como a nossa! Sim o amiguismo e a cunha existem! (não sei onde está a admiração!!) Só uma pessoa "mansa" com uma determinada idade, que nunca passou pelos mini-concursos, nem pelas ofertas de escola, pode ter a ingenuidade de acreditar que tudo é feito pelas qualidades e competências das pessoas! Era bom que fosse de facto assim! Mas onde é que o senhor tem vivido! Analisa a diversidade da realidade ou vê só a sua?
António Manuel Marques, guarda
03.01.2007
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