Depois de um encontro com dirigentes da Federação Nacional de Professores (FENPROF), uma das oito estruturas que integra a Plataforma Sindical, os três movimentos independentes de professores - APEDE, MUP e PROmova - emitiram um comunicado conjunto, no qual expressam a intenção de "tudo fazerem no sentido da convergência das lutas, para reforçar a unidade entre todos os professores e em defesa da Escola Pública".
Neste sentido, o PROmova passou a defender uma "concertação na acção" e apela aos professores "a que se unam todos na manifestação de dia 08 de Novembro", por considerar que "na união ganham todos e na divisão perdem todos", afirmou Octávio Gonçalves.
Por seu turno, o Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) continua a defender que faz sentido uma segunda manifestação a 15 de Novembro, embora também apoie a de dia 08.
Os movimentos tinham mobilizado os professores para uma manifestação contra as políticas educativas do Governo, em Lisboa, a 15 de Novembro, antes de a Plataforma Sindical ter convocado outra concentração com os mesmos propósitos para 08 de Novembro.
"Não vamos apelar à participação dos professores na manifestação de dia 08, até porque os sindicatos têm melhores recursos para o fazer, mas apoiamos", disse o coordenador do MUP, Ilídio Trindade, acrescentanto que o movimento está "afectivamente mais ligado à manifestação de dia 15, porque nasceu de forma livre e espontânea dos professores".
O MUP defende um "endurecimento" da luta dos professores e considera que, da parte dos sindicatos, não tem havido grande determinação.
No comunicado, os movimentos manifestam uma "convergência de opiniões" com a FENPROF no que diz respeito à necessidade de passar a mensagem de que a "luta actual dos professores não é movida por meros interesses corporativos", ao "repúdio do modelo de avaliação", à "recusa dos princípios em que assenta o Estatuto da Carreira Docente" e à "rejeição do modelo de gestão e administração escolares".
A agência Lusa tentou contactar outra das signatárias do comunicado, a Associação dos Professores em Defesa do Ensino (APEDE), e a FENPROF, mas tal não foi possível. |