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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010
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"Suspender a avaliação: porquê e para quê?"
Sara R. Oliveira| 2008-03-07
Em entrevista à RTP, a ministra da Educação garante que não vai recuar nas políticas definidas, que o modelo de avaliação dos professores dignifica a função docente e que o diálogo com os sindicatos nunca foi interrompido. A governante não sente o seu lugar em risco.
A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, esteve ontem na entrevista da RTP1, conduzida pela jornalista Judite de Sousa, para garantir que as políticas definidas pela sua equipa são para ser colocadas em prática e que não haverá recuos nos objectivos traçados. A governante reconheceu que os professores têm motivos para estar descontentes, mas que o mais importante é trabalhar para reduzir os défices de qualificação e as taxas de abandono e de insucesso escolares. Maria de Lurdes Rodrigues não tenciona alterar o rumo planeado depois da manifestação de amanhã que, segundo os sindicatos, deverá reunir cerca de 70 mil docentes, o que torna a maior manifestação de sempre realizada pelo sector em Portugal. "Acha que a decisão política se toma em função da rua?", respondeu com a pergunta quando Judite de Sousa quis saber quais as repercussões que o protesto de amanhã poderia trazer para o Ministério da Educação.

A 48 horas da marcha da indignação da classe docente, a ministra da Educação defendeu a eficácia do modelo de avaliação dos professores. Quanto ao peso que as notas dadas aos alunos tem na avaliação dos docentes, Maria de Lurdes Rodrigues sustentou que o que conta "não são as notas, é o progresso". Ou seja, um oito na pauta de um aluno que anteriormente teve 5 é mais valorizado do que um 18 na pauta quando esse 18 se mantém. "Não é verdade que o modelo de avaliação contribua para o facilitismo e inflação de notas", alertou. E o sistema de quotas? "É um mecanismo artificial para forçar escolhas", respondeu. "A avaliação não é contra os professores, mas para reconhecer o seu mérito". "É um modelo de avaliação simples, baseado nas competências e nos objectivos".

Maria de Lurdes Rodrigues não poupou nas comparações com o sistema de avaliação da função pública. "O modelo de avaliação dos professores é mais simples e mais transparente do que o da função pública", defendeu. Um sistema que, em seu entender, protege os docentes, que traz mais vantagens, que permite a progressão e o aumento de salários sem estar dependente de uma dotação orçamental. "É uma avaliação que vai dignificar a classe docente", sublinhou. A questão dos prazos foi também um dos aspectos abordados. "Não há pressa, a pressa é o limite final, é 2009", referiu a ministra, realçando que o processo de avaliação já avançou em várias escolas. E quanto à crítica de que os avaliadores podem não ter competências para conduzir o processo da melhor maneira? "As escolas têm mecanismos para resolver esses problemas", clarificou.

A ministra da Educação reconheceu que os professores "têm motivos para estar descontentes", acentuando o aumento da idade da reforma e o acréscimo de trabalho nas escolas, mas assegurou que a manifestação de sábado não irá alterar o que está decidido em matéria de políticas educativas. "Acha que a decisão política se toma em função da rua? O país fica suspenso?", perguntou para responder. Maria de Lurdes Rodrigues deixou claro que não sente que o seu cargo está em causa. "Sinto um grande apoio por parte do PS". "O meu compromisso é com o senhor primeiro-ministro por quatro anos", referiu.

"Qual o benefício de adiar ou suspender a avaliação dos professores? Suspender porquê e para quê?." A ministra da Educação não vacila. Às perguntas de Judite de Sousa, respondeu com várias questões. Perguntas para sublinhar que não há direcções alternativas no rumo desenhado. "O que se está a exigir é ou não adequado para melhorar o sistema educativo?". "A questão é esta: qual é a alternativa?". Maria de Lurdes Rodrigues preferiu destacar o empenho dos professores. "O mais importante é o trabalho que se está a fazer com as escolas. Há exigências educativas que precisam de uma resposta. O que se está a pedir aos professores é mais trabalho, mais rigor e mais exigência". Na sua opinião, há que saber separar as águas. "Os professores distinguem bem a insatisfação por razões laborais do que está a ser feito nas escolas". A ministra garantiu ainda que o diálogo com os sindicatos "nunca foi interrompido". "A proposta do sindicato é ficar tudo na mesma", acrescentou.
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COMENTÁRIOS
indignação
A senhora ministra esquece que o seu compromisso de quatro anos não é com José Sócrates mas, sim com a população portuguesa. Se ambos estão nestes cargos é porque os portugueses assim quiseram e, tanto quanto sei, os professores fazem parte da população. A ministra ainda não entendeu que os professores não estão contra a avaliação mas, sim ,contra os critérios dessa mesma avaliação. E porquê a necessidade de quotas para a progressão? Não temos todos os mesmos direitos? Senhora Ministra, não nos tome por estúpidos. Esta avaliação tem por base, essencialmente, motivos economicistas! ,
teresa rodrigues, faro
10.03.2008
Reflexão
Eu tinha um comentário, mas o lápis azul entendeu que excedia o número de caracteres, não permitiu o envio, em que falava do Priorado de Sião, para aqueles que leram e estudaram sobre o Código da Vinci, que como sabem o símbolo do PS (Priorado de Sião)é a rosa, e para bom entendedor... Lá para meados do ano que vem, de certeza que teremos muitos Robin Hood a tentar proteger os mais desfavorecidos, e nã digo mais. Como dizia o filósofo: "Cogito ergum sum"
HORACIO PEREIRA  BRAS, covilhã
09.03.2008
Prepotência qb
A prepotência da senhora ministra terá que terminar um dia ... espero muito proximo!! Os ministros vêm e vão... e os professores continuam nas escolas!!
Fátima Pereira, Ol. de Azeméis
07.03.2008
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