Centenas de professores saíram este sábado à rua num protesto contra a política educativa do Governo. Convocados via sms e por correio electrónico, juntaram-se no Porto, empunhando lenços brancos e pedindo a demissão da ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
O protesto estendeu-se também a outras localidades do país, nomeadamente às Caldas da Rainha, onde cerca de 400 docentes se juntaram numa reunião que, segundo noticiou o jornal Público, também contou com a presença de militantes destacados do PS.
Ainda no mesmo dia, mas em Leiria, cerca de 700 professores reuniram-se para aprovar uma moção em defesa da escola pública e contra o novo modelo de gestão proposto pelo Governo. José Vitorino Guerra, um dos promotores do movimento "Em Defesa da Escola Pública", afirmou à agência Lusa que a moção, a ser entregue a um representante do Governo, "expressa a preocupação pela política educativa e o profundo mal-estar da sociedade portuguesa". "Este é um movimento apartidário, aberto a todos os cidadãos, que se preocupa com a instabilidade e medo que se começa a viver em muitas escolas por culpa do Governo", afirmou. "Os participantes discordaram abertamente das intenções governamentais, defendendo que as escolas devem ser tratadas como instituições", disse Vitorino Guerra, lamentando que a "democraticidade interna esteja posta em causa pela Governo". "Estas questões têm de ser discutidas e objecto de um amplo consenso", afirmou, sublinhando que "o movimento lamenta estar a agir, mas é preocupante o Governo não estar a governar para os cidadãos".
Para além da moção e de uma petição a entregar na Assembleia da República, os participantes na reunião promovida pelo movimento decidiram pedir uma audiência à Comissão de Educação, no Parlamento, e convocar outros movimentos para se unirem "em defesa da escola pública".
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