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Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010
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Notícias
Menos 7450 professores nas escolas no último ano lectivo
| 2007-09-04

As escolas públicas tinham no último ano lectivo menos 7.450 professores do que no ano anterior, enquanto que o número global de alunos na rede do Estado aumentou 13 742, segundo dados do Ministério da Educação.

Segundo o relatório "Perfil do Sistema de Ensino", de Maio de 2007, onde estão compilados dados do Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE), houve menos 8239 professores em todos os estabelecimentos de ensino, públicos e privados, da rede pré-escolar, e dos níveis Básico e Secundário, no ano lectivo de 2006/2007 em relação ao anterior. Nos estabelecimentos públicos houve menos 7450 professores nesse ano.

O 3.º ciclo do Ensino Básico foi onde se verificou maior redução no número de docentes, que foram menos 4694 nas escolas públicas e menos 5439 mas privadas.

Os professores aumentaram, mas residualmente, em apenas dois casos: na rede pré-escolar privada (mais 17 docentes) e nas escolas públicas do 1.º ciclo (mais 35).

Em Novembro passado, a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, anunciou que, no próximo ano lectivo de 2007/2008, que arranca na próxima semana, deverá haver menos cerca de 5000 professores contratados nas escolas públicas.

Já o número de alunos aumentou no ano lectivo de 2006/2007: foram mais 21 192 no total, 13 742 dos quais pertencentes a escolas públicas.

O número de alunos cresceu em todos os níveis de ensino - Pré-escolar, Básico e Secundário - com uma única excepção: as escolas públicas perderam 1378 estudantes no 2.º ciclo do Ensino Básico.

O Ensino Secundário foi o nível de ensino que registou mais crescimento de alunos, em especial os cursos profissionalizantes, onde houve mais 12 920 estudantes no último ano lectivo.

Segundo o mesmo relatório, o número de escolas também diminuiu, havendo menos 1611 estabelecimentos de ensino públicos e privados do que em 2005.

A redução mais drástica verificou-se nas escolas com menos de 10 alunos, que passaram de 2020 no ano lectivo de 2005/2006 para 712 em 2006/2007.

A ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, justificou onte o aumento do desemprego na classe docente com o desajuste entre a oferta de formação superior e as necessidades da rede escolar do Ministério da Educação. Em conferência de imprensa sobre o arranque do ano lectivo, a governante salientou que "mais de metade dos candidatos a professor são de ciclos de ensino que não estão em crescimento".  "O 1º e 2º ciclos do Ensino Básico não estão em crescimento. São precisos professores no Pré-escolar, no 3.º ciclo e no Ensino Secundário, sobretudo devido ao aumento da oferta nos cursos de educação e formação e profissionalizantes", afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.

"Não se pode impedir ninguém de seguir a carreira de professor, mas os jovens devem conhecer as possibilidades de empregabilidade. Há um desajuste entre a formação superior e as necessidades do ME", disse Maria de Lurdes Rodrigues. Citando dados da OCDE, a ministra da Educação lembrou que Portugal é o país com menor número de alunos por professor no 1.º ciclo (11), quando na Holanda e Irlanda este ratio é de 16 e 18, respectivamente. Já no Secundário, as escolas portuguesas têm em média sete alunos por cada docente.

"A ideia de que as dificuldades são provocadas pelo ME porque fecha escolas ou porque recusa postos é falsa. O objectivo da tutela é colocar nas escolas os recursos humanos essenciais ao desenvolvimento das actividades escolares", sublinhou.

O ME anunciou recentemente que pretende encerrar mais 900 escolas no próximo ano lectivo.
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COMENTÁRIOS
aumento no particular
A ministra diz que serão necessários educadoes, é a contratações no particular, mas será que sabem que há educadoras com 12c ou mais anos de serviço e licenciatura que levam para casa um ordenado de 700 euros mensais., não é numa república das bananas, é neste pais que faz parte da da União europeia.
Vera L  V C M P Ribeiro, Sangalhos
06.09.2007
O Degredo
Apenas gostaria de ver promover ensino de qualidade nas condições que nos colocam a trabalhar. Pois quando as estatisticas subirem e os nossos governantes poderem dizer que já tem mais x% da população alfabetizada vamos ver no caos que estamos, pois pela forma como se tem conduzido para o aumento de tais valores é simplesmente degradante.
Ana Franco, 
06.09.2007
Fala bem quem está de fora!
Caros colegas se a culpa não é do ME, é de quem, nossa???Gostei da frase da ministra dizer que não nos pode impedir de tirar o curso, mas que nós jovens temos de conhecer a realidade. Pois bem sra. ministra, quando entrei para o curso de Ed.Infância colocavam anúncios no jornal, agora nem um, é através de candidatura espontânea e a receber um ordenado miserável, acha isto normal?? Vãofechar mais escolas para o ano? Então a fila do desemprego a este nível tem tendencia para aumentar, não pretendem fazer nada para resolver o problema, mas sim para o piorar. Os meus parabéns!!!!
Andreia Afonso, 
05.09.2007
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