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| 20 mil professores poderão ficar com horário zero |
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| Lusa| 2007-08-01 |
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| A FENPROF fez hoje um balanço negativo sobre a actuação do Ministério da Educação ao longo do último ano e alertou para o aumento das situações de instabilidade entre os professores dos quadros. |
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O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF), Mário Nogueira, afirmou hoje, no Porto, que "cerca de 20 mil professores poderão ficar com horários zero em Setembro". "Além dos cinco mil contratados que a ministra anunciou na AR que serão despedidos em Setembro", acrescentou o responsável.
Mário Nogueira, que falava numa conferência de imprensa em que fez um balanço "extremamente negativo" do ano lectivo 2006/2007, referiu que a imposição do Estatuto da Carreira Docente aos educadores de infância e professores dos ensinos Básico e Secundário vem criar mecanismos "muito negativos" no que respeita à regulação da relação laboral e às condições de trabalho dos professores.
O secretário-geral da FENPROF considerou que estas condições resultarão num aumento das situações de instabilidade para os professores dos quadros, prevendo que em Setembro suba "em flecha" o número de horários zero.
"Apesar da ministra ter afirmado que o regime dos supranumerários não se aplicará aos professores, não podemos deixar de ficar apreensivos", afirmou o dirigente sindical.
Mário Nogueira apontou ainda como factores negativos a realização do concurso para professor titular marcado por "irregularidades, injustiças e ilegalidades", com o qual "o Governo pretende apenas fixar um novo topo de carreira para a esmagadora maioria dos docentes, situado em patamar intermédio da anterior". Basta visitar hoje as delegações da FENPROF para ver que estão cheias de professores que se sentem injustiçados pelos resultados do concurso. Não dizemos que se trata de protesto generalizado, mas os números indicam já uma base ampla de protesto", frisou.
O regime de substituições dos docentes em falta, que originou grandes protestos é outro factor negativo que a FENPROF considera ter marcado o ano lectivo findo, por "favorecer a indisciplina nas escolas" e constituir "um abuso quanto ao horário de trabalho dos professores".
Mário Nogueira salientou ainda o impacto negativo provocado pelo encerramento de mais de 900 escolas do ensino básico, elevando para 2500 as encerradas por este Governo, num universo de 8 mil estabelecimentos de ensino.
"Como o Ministério já anunciou que mais 2500 escolas vão fechar até ao final do mandato deste Governo, chegaremos a 2009 com menos de metade das escolas do ensino básico relativamente a 2005", sublinhou Mário Nogueira.
A estas situações a FENPROF soma ainda outros "factores negativos" como a redução drástica de apoios às crianças com necessidades educativas especiais, a promoção desqualificada das actividades de enriquecimento curricular e a tendência para a municipalização de todas as responsabilidades inerentes ao Ensino Básico.
"Não aceitamos a transferência já anunciada em Conselho de Ministros dos professores para as autarquias, porque consideramos que as câmaras não têm vocação para tal", defendeu o secretário-geral da FENPROF.
Mário Nogueira afirmou que a FENPROF reiniciará a luta contra a política educativa do Governo já a 3 de Setembro, com uma acção que visa chamar a atenção para o desemprego dos docentes, em todas as capitais de distrito. Participará também, a 5 de Outubro, na comemoração do Dia Mundial dos Professores, no âmbito da Plataforma Sindical dos Professores, que este ano tem como tema a valorização das condições do exercício da profissão docente. |
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| COMENTÁRIOS |
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greves
a senhora de LX devia saber que muitas das últimas greves marcadas pelos sindicatos já não foram marcadas à sexta feira
António Leite, Trofa
07.08.2007
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Tanto pessimismo!!!
Neste país os Sindicatos dos Professores vivem de mãos dadas com a imprensa mais pessimsta e alarmista!!!
Chega de dramas e manipulações!!!! Já ninguèm tem paciência para estes senhores que não facilitam a vida aos professores, antes pelo contrário, assinam o que não deveriam assinar, concocam graves para sextas-feiras e se assustam de tomar medidas assertivas em relação à "....." de ME que temos desde o início desta legislatura!!!
Julieta Lopes, Lisboa
02.08.2007
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