O Portal da Educação
arquivo | registo | faça do educare a sua homepage pesquisar
Início Atualidade Opinião Fóruns Agenda Legislação Outras informações Educare TV
Pediatria
Serviço de Pediatria do Hospital de Braga Este espaço é da responsabilidade da equipa médica do Serviço de Pediatria do Hospital de Braga, instituição certificada pelo Health Quality Service (HQS).
O exantema súbito
Serviço de Pediatria do Hospital de Braga | 2010-08-11
Partilhar:
A prevenção é difícil porque a maioria dos vírus implicados são transmitidos através de secreções de contactos assintomáticos. Medidas higiénicas simples, tal como a lavagem frequente das mãos, podem ajudar a evitar a disseminação.
O exantema súbito (também conhecido como roséola infantil, sexta doença, pseudorubéola ou febre dos três dias) é uma doença infeciosa aguda que se caracteriza pelo surgimento de febre alta com 3 a 5 dias de evolução (pode exceder 40ºC) que se resolve abruptamente e é seguida pelo desenvolvimento de uma erupção cutânea. O agente causador mais frequente é um vírus da família do vírus herpes (Vírus Herpes Humano tipo 6).

Quais são as causas?
É uma doença causada por vírus, sendo que a maioria é devida a vírus da família do vírus herpes humano tipo 6. Outros agentes implicados incluem o vírus herpes humano tipo 7, enterovírus, adenovírus e parainfluenza tipo 1.

Que crianças são atingidas?
O exantema súbito é uma doença infeciosa da infância, que ocorre tipicamente entre os 7 e os 13 meses, com igual incidência no sexo masculino e feminino. Não tem preferência por qualquer época do ano.

Como se transmite?
A maioria dos casos ocorre espontaneamente, sem exposição de risco conhecida. Pode ser transmitida através de secreções de crianças infetadas. O contacto com o vírus protege de novas infeções (imunidade permanente), embora haja casos relatados de reativação da infeção latente.

Quais são os sintomas?
A evolução clínica é muito sugestiva: 3 a 5 dias de febre que se resolve abruptamente e é seguida pelo desenvolvimento de uma erupção cutânea.

Febre: classicamente, o quadro inicia-se por uma febre que pode exceder 40ºC e perdura por 3 a 5 dias. Há um contraste entre a intensidade da temperatura e o aspeto da criança, que não aparenta estar gravemente doente. A febre pode surgir acompanhada por irritabilidade e diminuição do apetite, embora hajam muitas crianças que se apresentem com bom estado geral e ativas. Outros sintomas que podem estar presentes são: mal-estar geral, conjuntivite, tosse, cefaleias, vómitos, diarreia ou adenomegalias (gânglios aumentados de volume). Por vezes, nas crianças suscetíveis, podem verificar-se convulsões febris.

Exantema (erupção cutânea): subitamente, desaparece a febre e surge um exantema macular (pequenas manchas) ou maculopapular (salientes), róseo, que começa no pescoço e tronco e se estende para a face e membros. Geralmente não é pruriginoso. Esta erupção acaba por desaparecer em 1 a 2 dias, sem deixar marcas.

Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico deve ser baseado na clínica (sinais e sintomas) já descrita: febre com duração de 3 a 5 dias, que desaparece subitamente e é seguida pelo aparecimento de uma erupção cutânea. São desnecessários exames laboratoriais na grande maioria dos casos.

E tem complicações?
O exantema súbito é uma doença benigna, auto-limitada e as complicações são muito raras. Podem, contudo, surgir convulsões, geralmente desencadeadas pela febre alta característica da doença. Outras complicações, raramente descritas, incluem meningite asséptica, encefalite e púrpura trombocitopénica.

Qual o tratamento?
O tratamento é apenas de suporte e tem como objetivo fazer baixar a febre, para confortar a criança e evitar o surgimento de convulsões febris. Deve ser reforçada a ingestão de líquidos. Nos períodos febris, podemos controlar a febre com antipiréticos (preferência para o paracetamol) e pode ser necessário o arrefecimento com compressas húmidas em água tépida e banho tépido.

Prognóstico
A grande maioria das crianças com exantema súbito recuperam espontaneamente, sem sequelas.

Prevenção
A prevenção é difícil porque a maioria dos vírus implicados são transmitidos através de secreções de contactos assintomáticos. Medidas higiénicas simples, tal como a lavagem frequente das mãos, podem ajudar a evitar a disseminação.

Os casos esporádicos de exantema súbito não são considerados "contagiosos" e por isso não há necessidade de evicção escolar.


Ângela Pereira, com a colaboração de Carla Moreira, Pediatra do Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos, Braga

Pediatria mais recentes
O meu filho tem 5 anos e chucha no dedo... 2012-02-08
Onfalite no recém-nascido… Como evitar! 2012-01-25
O dentinho agradece… 2012-01-11
A criança e a disciplina2011-12-28
Infeções repetidas - medos e preconceitos 2011-12-14
Puberdade, quando começa? 2011-11-30
Tratamento da acne2011-11-16
Quando é que o meu bebé pode beber leite de vaca? 2011-11-02
O sal na alimentação do seu bebé 2011-10-19
Problemas do joelho na infância 2011-10-06
Problemas do pé na infância 2011-09-21
Cãibra muscular 2011-09-07
A enurese infantil 2011-08-24
Porque não deve beber álcool durante a gravidez 2011-08-10
Anemia na criança2011-07-27
Chupetas 2011-07-13
Roupa para o sol 2011-06-29
O meu filho enjoa em viagens...2011-06-15
Asma e desporto: incompatíveis? 2011-06-01
O EDUCARE.PT acredita na responsabilidade e civismo dos seus utilizadores.
Alguns comentários poderão ser sujeitos a um processo de verificação, pelo que só serão publicados após a respetiva validação. Reservamo-nos o direito de remover todos os comentários que não forem considerados pertinentes para a matéria em análise, bem como todos aqueles que não se encontrem devidamente identificados e/ou que apresentem linguagem imprópria. Não é permitida a difusão de produtos ou atividades considerados irrelevantes para a matéria em análise.
Lembramos ainda que todas as mensagens são da exclusiva responsabilidade dos participantes, especialmente no que diz respeito à veracidade dos dados e das informações transmitidas.
ARQUIVARIMPRIMIRENVIARSUGESTÃO
Publicidade
registo | newsletters
Termos e condições de acesso | Estatuto Editorial
Publicação diária | Nº registo do GMCS: 123727 | Diretor: Rui Almeida Pacheco
Propriedade: Porto Editora, Lda. | CRC PORTO e NIPC: 500 221 103 | Soc. por Quotas | Cap. Soc. EUR 1.400.000

Rua da Restauração, 365, 4099-023 Porto | Tel.: 22 608 83 26 | Fax: 22 608 83 27
E-mail: assistente@educare.pt
 

Atualidade | Opinião | Fóruns | Agenda | Legislacao | Outras Informações | EducareTV
RSS Twitter Facebook YouTube