O Portal da Educação
arquivo | registo | faça do educare a sua homepage pesquisar
Início Atualidade Opinião Fóruns Agenda Legislação Outras informações Educare TV
Notícias
Provas de aferição: alunos do 6.º ano com conhecimentos muito fracos a Gramática
Lusa | 2007-11-06
Partilhar:
Só 11% dos alunos do 6.º ano responderam corretamente às questões relacionadas com o "conhecimento explícito" da Língua Portuguesa nas provas de aferição realizadas em maio.
De acordo com o documento do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) sobre os resultados destes testes, os alunos do 6.º ano de escolaridade revelaram conhecimentos muito reduzidos de Gramática quando comparados com os colegas do 4.º ano, obtendo menos 50 pontos percentuais a nível das respostas com cotação máxima.

Já na "expressão escrita", só cerca de um terço dos estudantes dos dois níveis de ensino responderam de forma inteiramente certa às questões, com uma ligeira vantagem dos alunos do 6.º ano (34,7%) sobre os do 4.º (32,6%).

As competências relacionadas com a leitura são as que registam o melhor desempenho por parte dos alunos, com cerca de 63% de respostas corretas nos dois níveis de escolaridade.

Em declarações à Lusa, o presidente do GAVE, Carlos Pinto Ferreira, considerou "não ser surpreendente" o melhor desempenho ao nível da leitura, já que para se ter a pontuação máxima na escrita é preciso "não ter erros de ortografia e estar tudo sintaticamente correto", entre outros critérios.

Em junho, o Ministério da Educação divulgou apenas os dados globais, não especificando os resultados dos alunos nas diferentes competências que estavam a ser testadas.

Assim, em termos globais, mas sem revelar a média nacional, a tutela indicou que entre os alunos do 6.º ano, 85% obteve nota positiva a esta disciplina, um resultado alcançado por quase 90% dos colegas do 4.º ano.

Em relação à Matemática, só quatro em cada dez estudantes do 6.º ano obtiveram a cotação máxima nas questões relacionadas com Geometria, Números e Cálculo, uma prestação muito abaixo da alcançada nos domínios de Estatísticas e Probabilidades (73%) e Álgebra e Funções (66,9%).

No quarto ano, os alunos revelam melhor desempenho a Álgebra e Funções (70,5%) e Geometria e Medida (70,4%) e pior nos restantes domínios mas, ainda assim, com percentagens entre os 60% e 65% a Estatística e Probabilidade e a Números e Cálculo.

Em termos globais, 41% dos alunos do 6.º ano obteve "Não Satisfaz", dos quais 6,6% tiveram a nota mais baixa, alcançando o Nível 1, numa escala até cinco valores, o que equivale a uma classificação entre os zero e os vinte por cento.

Os resultados da prova levaram mesmo o Governo a anunciar em junho que o Plano de Ação lançado há um ano para melhorar o desempenho dos alunos do 3.º ciclo a Matemática seria alargado "com carácter obrigatório e urgente" ao 2.º ciclo, já este ano letivo.

No 4.º ano os resultados foram mais animadores, com a percentagem de notas negativas (19,7%) a não chegar a metade da verificada no 2.º ciclo.

Cerca de 250 mil alunos dos 4.º e 6.º anos realizaram as provas de aferição a Língua Portuguesa e Matemática, testes que não contam para a nota, mas que foram aplicados universalmente e não apenas a uma amostra dos estudantes.

De acordo com o presidente do GAVE, o relatório sobre os resultados das provas de aferição "é um instrumento de reflexão" para os professores, sendo elaborados para esse efeito documentos específicos sobre o desempenho de cada escola e cada turma.
Notícias mais recentes
Alunos de Sines têm formação em suporte básico de vida 2013-05-24
MEC quer implementar mobilidade especial para professores em 20142013-05-24
FENPROF admite recorrer aos tribunais para travar reuniões de avaliação ilegais2013-05-24
MEC anuncia que apoio ao estudo e coadjuvação serão componente letiva2013-05-24
MEC e professores negoceiam mobilidade especial sob ameaça de greve2013-05-23
FENPROF considera proposta de contrato coletivo dos particulares um atentado2013-05-23
Crato afirma que ainda nada é verdade sobre mobilidade especial 2013-05-22
FNE vai aderir à greve geral de professores de 17 de junho2013-05-22
FNE reúne Secretariado Nacional para decidir adesão à greve2013-05-21
Perguntas de gente pequena trocadas por miúdos 2013-05-20
Ministro diz que não permitirá que a greve prejudique alunos 2013-05-20
Greve geral de docentes no primeiro dia de exames nacionais2013-05-17
Deputados acusam MEC de ser fábrica de despedimentos2013-05-17
À descoberta do museu2013-05-17
“O ensino pode ser a chave da fechadura” 2013-05-15
CNE recomenda diminuir peso da formação contínua na progressão da carreira2013-05-15
FENPROF admite exigir em tribunal pagamento retroativo de ordenados2013-05-15
Formação de adultos deve responder a necessidades do mercado, defende CNE2013-05-15
Professores de matemática consideram novo programa um retrocesso2013-05-13
O EDUCARE.PT acredita na responsabilidade e civismo dos seus utilizadores.
Alguns comentários poderão ser sujeitos a um processo de verificação, pelo que só serão publicados após a respetiva validação. Reservamo-nos o direito de remover todos os comentários que não forem considerados pertinentes para a matéria em análise, bem como todos aqueles que não se encontrem devidamente identificados e/ou que apresentem linguagem imprópria. Não é permitida a difusão de produtos ou atividades considerados irrelevantes para a matéria em análise.
Lembramos ainda que todas as mensagens são da exclusiva responsabilidade dos participantes, especialmente no que diz respeito à veracidade dos dados e das informações transmitidas.
ARQUIVARIMPRIMIRENVIARSUGESTÃO
Publicidade
registo | newsletters
Termos e condições de acesso | Estatuto Editorial
Publicação diária | Nº registo do GMCS: 123727 | Diretor: Rui Almeida Pacheco
Propriedade: Porto Editora, Lda. | CRC PORTO e NIPC: 500 221 103 | Soc. por Quotas | Cap. Soc. EUR 1.400.000

Rua da Restauração, 365, 4099-023 Porto | Tel.: 22 608 83 26 | Fax: 22 608 83 27
E-mail: assistente@educare.pt
 

Atualidade | Opinião | Fóruns | Agenda | Legislacao | Outras Informações | EducareTV
RSS Twitter Facebook YouTube