O Ministério da Educação informou hoje que foi aberto um processo de averiguações ao caso da criança desaparecida no rio Tua, para apurar o que "poderá ter ocorrido no recinto da escola antes do sucedido".
O caso foi também remetido para as autoridades judiciais competentes para o efeito, segundo indicou à Lusa o gabinete de imprensa da ministra Isabel Alçada.
O Ministério da Educação refere que "é com consternação que recebe esta notícia" e avança que tem "no terreno meios para dar todo o apoio que, no âmbito da sua competência, a escola, a família, a comunidade educativa necessitem para ultrapassar esta situação".
O Ministério informa ainda que, "no ano passado, a Escola Básica 2,3 Luciano Cordeiro, em Mirandela, registou apenas duas ocorrências, uma no primeiro período outra no segundo, de injúrias a um funcionário".
A reacção do Ministério da Educação surge na sequência do desaparecimento, terça-feira, no rio Tua, de uma criança de 12 anos que frequentava aquela escola de Mirandela.
O caso foi associado a uma alegada situação de bullying na escola ainda não confirmada pelas autoridades, que suspeitam da possibilidade de acidente.
Nem a escola, nem a Comissão de Protecção de Menores e Jovens têm registo de casos de bullying (actos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objectivo de intimidar ou agredir outro indivíduo ou grupo de indivíduos).
O presidente da Associação de Pais, António José Ferreira, corroborou hoje a mesma informação, afirmando que neste órgão não existe qualquer queixa em relação à criança em causa.
O Ministério da Educação referiu ainda à Lusa que tem um Gabinete Coordenador da Segurança Escolar que monitoriza, dia a dia, a situação de segurança/violência, em todas as escolas do País.
"Quando há indícios ou se identifica uma situação, é activado um conjunto de mecanismos para, seja a nível preventivo, seja ao nível da sua resolução, dar resposta aos casos concretos", informou o Ministério.
Partilhar
|