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Avaliação: "Não há pontos que não se possam mudar"
Lusa / EDUCARE| 2009-11-05
Ministra da Educação afirma que não há nenhum aspecto do estatuto da carreira e da avaliação de desempenho que não possa ser alterado, manifestando-se confiante numa solução.
"Tanto no sistema de avaliação como no Estatuto [da Carreira Docente], duas faces da mesma realidade, não há pontos que não se possam mudar", afirmou Isabel Alçada à saída do final da primeira parte do debate do programa do Governo, que decorreu hoje de manhã no Parlamento.

Reconhecendo que a avaliação dos professores tem sido um factor de "agitação", a ministra pretende criar "um clima diferente", transformando a "polémica" em "comunicação efectiva e diálogo".

"Vamos já na próxima semana conversar com os sindicatos e as associações de pais para criar formas de entendimento", acrescentou.

Isabel Alçada manifestou-se confiante de que é possível chegar a uma solução "em breve" que permita "melhorar" o Estatuto e a avaliação de desempenho.

"A suspensão [da avaliação de desempenho] iria criar uma agitação ainda maior e problemas que a escola não precisa", defendeu a ministra.

Na abertura do debate no Parlamento, o primeiro-ministro afirmou que o Governo está disponível para "melhorar e aperfeiçoar" a avaliação dos professores, mas não para "destruir", dizendo que a ministra da Educação tomará "de imediato" a iniciativa do diálogo com os sindicatos.

José Sócrates referiu que o seu Executivo deseja "um diálogo com resultados" em torno do modelo de avaliação dos professores, que "aproxime posições e que identifique, com rigor, os aperfeiçoamentos necessários a introduzir para o futuro".

"Estamos disponíveis para construir não para destruir, estamos disponíveis para melhorar e aperfeiçoar, não para ajustar contas com o passado. Assim sendo, a senhora ministra da Educação tomará, de imediato, a iniciativa desse diálogo, com os sindicatos representativos dos professores. Com abertura de espírito, mas também sabendo o que quer e o que não quer", sublinhou.
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COMENTÁRIOS
Esperemos....
Vamos esperar para ver. Só espero que os representantes dos professores não se deixem levar pelas falinhas mansas
Afonso  Oliveira, Trofa
05.11.2009
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