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Notícias
30 mil professores colocados na primeira fase
Lusa / EDUCARE| 2009-07-06
O Ministério da Educação revelou hoje que 30 mil professores foram colocados em estabelecimentos de ensino públicos, na primeira fase do concurso, para os próximos quatro anos lectivos.
"Nesta primeira fase do concurso são colocados cerca de 30 mil professores, entre quadros de escola (QE), quadros de zona pedagógica (QZP) e professores contratados que obtiveram lugar de quadro de agrupamento (QA)", disse o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, em conferência de imprensa hoje em Lisboa.

Segundo Valter Lemos, na segunda fase do concurso, até ao final de Agosto, "deverão ser colocados mais 38 mil professores, provenientes dos QZP e dos professores contratados".

Este ano, os docentes são colocados por quatro anos lectivos, quando até ao concurso de 2006 foram colocados por três anos.

Valter Lemos salientou que os professores são colocados em vários momentos do ano, e não só neste concurso.

O governante realçou que a partir do início do ano escolar e até final de Dezembro "devem ser colocados cerca de 12 mil professores e depois, através da contratação das escolas durante todo o ano, deverão ser contratados cerca de 15 mil professores, um pouco mais do que os que existem neste momento, que são pouco mais de 33 mil".

O secretário de Estado sublinhou que, pela primeira vez, todas as escolas do primeiro ciclo têm este ano pelo menos um professor para necessidades de apoio educativo.

"Colocámos nos quadros do primeiro ciclo do Eensino Básico professores para apoio educativo em todos os agrupamentos do país, além dos professores para as necessidades educativas especiais, [grupo] que foi também aumentado em cerca de mil lugares neste concurso", disse, realçando entender que "o professor de apoio deve, tanto quanto possível, incorporar-se na equipa, para dar continuidade ao apoio aos alunos".

Este ano, a escola pode recorrer a uma "bolsa de substituição" para substituir de forma mais rápida um docente, processo que deverá passar a demorar "48 horas quando até agora podia ir até um mês".

Valter Lemos sublinhou que a profissão docente foi daquelas onde o desemprego mais desceu no ano passado.

"O ME não é o único empregador de professores. Mudou-se muito nestes quatro anos: há dezenas de milhar de professores que não são contratados pelo ME, mas não deixam de ser professores por isso", disse, sublinhando a absorção destes profissionais por entidades privadas e autarquias.
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COMENTÁRIOS
notícia
Esta notícia seria mais verdadeira e menos tendenciosa se titulasse assim, por exemplo: "Mais de 12 000 docentes de QZP ficam sem colocação"|
maria pereira, Santarém
07.07.2009
Ensino do ESPANHOL
Ensino do Espanhol: Parabéns srs do Ministério, conseguiram deixar de fora os licenciados e profissionalizados no Espanhol para darem emprego a quem é de outras áreas e outros que nem qualificação têm. Já sei de escolas em que a dar Espanhol vão estar professores de Francês - Oerias é um dos exemplos. É uma vergonha, basta ver as listas e ver quantos do grupo 350 (de Espanhol) ficaram de fora. Pais estejam atentos e peçam as habilitações a esta gente e denunciem os erros; não se deixem iludir com as notas altas que estes professores possam dar, pois será apenas para calar o ensino do portuñol - está em causa a qualidade do ensino.
Nelson  Almeida, Cacém
07.07.2009
Dados vergonhosos!!!!!
Infelizmente, estas vagas não vão suprir as reais necessidades das escolas! è necessário compreender a orgânica das escolas e as limitações impostas pelo Governo nesse âmbito!!!!! Cuidado com esses números pois não representam 50% das reais necessidades! Basta aferir quantos contratados entraram nos quadros do Ministério! Devo realçar ques me refiro aos contratados que dedicaram a sua vida ao ensino público e que após 15!!!! anos ainda não possuem qualquer vínculo por uma questão economicista!
Vítor Silva Marçal, 
06.07.2009
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