| FENPROF abandona negociações |
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| Lusa / EDUCARE| 2009-07-01 |
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| A Federação dos Professores anunciou o abandono das negociações com o Ministério da Educação para revisão do Estatuto da Carreira Docente, por desacordo com as posições da tutela. |
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Em comunicado, a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) afirma que já comunicou ao Ministério que não irá à reunião prevista para quarta-feira, na qual "não vê interesse", uma vez que já disse que não concorda com a divisão da carreira docente em duas categorias (professor e professor titular).
A FENPROF acha que já disse "tudo o que pensa" sobre as propostas do Governo para o estatuto da carreira dos professores e, "reiterando o seu completo desacordo com a divisão da carreira docente em categorias, reafirmou que não vê interesse em estar presente nessa reunião, pelo que não comparecerá".
Ao mesmo tempo, manifesta "inteira disponibilidade" para encontrar soluções que "contribuam para a dignificação e valorização dos educadores e professores".
Para a FENPROF, a terceira versão do projecto de revisão que recebeu do Ministério "introduz soluções que chegam a ser mais negativas que as anteriores".
O facto de a proposta de estatuto "não corresponder a uma proposta de nova estrutura de carreira", de manter a "imposição de uma prova de ingresso na profissão" e manter no modelo de avaliação proposto os principais pontos contestados pelos professores justifica, para a FENPROF, o abandono das negociações.
A FENPROF acusa o Ministério de, em fim de legislatura, querer o "envolvimento das estruturas sindicais" para "adiantar trabalho para que o próximo Governo consolide esta divisão da carreira e esta categorização dos professores".
"A FENPROF não o fará", garante a Federação, que na semana passada já tinha admitido abandonar as negociações se o Ministério não mudasse a sua postura e revisse a proposta final de revisão da estrutura da carreira, mantendo a classe dividida em professores e professores titulares.
Este aspecto divide o Governo e sindicatos, tendo o ME reconhecido que não será possível chegar a um acordo.
A FENPROF admitiu também voltar a mobilizar os professores para manifestações contra o ECD no próximo mês de Setembro, por entender que a proposta saída da negociação com o Governo mais não é do que o "aprimorar das piores soluções para a carreira dos professores".
Segundo o ME, a revisão do Estatuto da Carreira Docente deverá estar concluída durante o mês de Julho. |
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