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| 40 mil professores sem escola |
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| Sara R. Oliveira| 2009-07-07 |
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| Segundo os sindicatos, cerca de 40 mil docentes não encontrarão lugar numa escola no próximo ano lectivo. Cerca de 30 mil docentes foram colocados na primeira fase do concurso e o Ministério da Educação garante a entrada de mais 38 mil até final de Agosto. |
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Dos 111 072 candidatos, foram colocados 30 146 professores na primeira fase do concurso. A tutela assegura que mais 38 mil docentes serão colocados nas escolas até final do próximo mês, entre Quadros de Zona Pedagógica (QZP) e contratados. Depois disso, mais 12 mil deverão entrar no sistema entre o início do ano lectivo e o final de Dezembro e cerca de 15 mil deverão ser contratados durante todo o ano. O Ministério da Educação (ME) garante que todas as escolas do 1.º ciclo do Ensino Básico terão pelo menos um professor para necessidades de apoio educativo.
Os sindicatos do sector fizeram as contas e estimam que cerca de 40 mil docentes não encontrarão lugar numa escola no próximo ano lectivo. A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) repete o que tem vindo a dizer há algum tempo. "Voltamos a denunciar esta falta de qualidade de planificação e determinação do que devem ser os quadros que dão estabilidade à escola", sublinha o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, ao EDUCARE.PT.
O dirigente insiste que o ME tem de parar para pensar e fazer o exercício de "determinar com rigor quais são as necessidades permanentes de cada escola". "É impensável que o ME tenha colocado 30 mil professores e que vá ainda colocar mais 38 mil." A FNE volta a denunciar a "ausência de uma planificação e determinação rigorosas do que são as necessidades permanentes do sistema de educativo".
A estrutura defende a abertura de mais vagas de quadro na primeira fase do concurso, ao lembrar que o ME tem consciência de que são necessários mais docentes. "Se sabe que há lugar para mais 38 mil professores [vagas anunciadas para a segunda fase], por que razão não abre mais vagas de quadro para esta primeira fase?", questiona, Lucinda Manuela, da FNE, em declarações à Lusa. "Na segunda fase não são vagas de quadro e aí está a questão. Se foram colocados 30 mil professores e há lugar para mais 38 mil, então as vagas de quadro não estão bem redimensionadas", acrescentou a dirigente.
A Federação Nacional de Professores (FENPROF) já fez as contas e adiantou que este concurso de colocação "é um dos piores de sempre". Mais de 99% dos candidatos que concorreram para ingressar nos quadros não conseguiram lugar. A FENPROF garante que entraram no quadro 417 dos cerca de 50 mil candidatos que apresentaram 65 464 candidaturas, isto é, menos de um por cento. E 11 836 docentes que já pertencem aos quadros - 40,9% do total de docentes dos Quadros de Zona Pedagógica - não obtiveram colocação no novo quadro criado, ou seja, no Quadro de Agrupamento.
O secretariado nacional da FENPROF considera, num texto colocado no seu site, que "estamos perante uma grosseira manipulação de números, com o intuito de enganar a opinião pública", e reafirma que se trata do "concurso mais negativo dos últimos anos, que fará crescer, como nunca, as situações de instabilidade para docentes dos quadros e remeterá para o desemprego muitos milhares de docentes que aguardavam o ingresso em quadro ou, pelo menos, uma contratação".
A FENPROF esmiuça os números e esta terça-feira à tarde fala do assunto numa conferência de imprensa marcada para as 15:00. "De facto, se o ME considera todas as vagas abertas para os novos Quadros de Agrupamento, que vieram substituir os QZP (que incluíam 28.926 docentes), não pode apenas considerar como negativas as do Quadro de Escola (as 2 660 referidas), mas acrescentar-lhe as que faziam parte do quadro que se extingue - o QZP - e essas são, segundo o Ministério, 28 926", lê-se no texto. A estrutura representativa dos docentes conclui que, "no cômputo global, não há 18 236 vagas positivas este ano, mas, se a este número forem subtraídas, também, as 28 926 que correspondem a docentes dos QZP que foram obrigados a concorrer para o Quadro de Agrupamento, e nele deveriam ser colocados, então o saldo é negativo, correspondendo a 10 690 vagas a menos".
Este ano, os professores são colocados por quatro anos lectivos, ao contrário do que aconteceu em 2006, em que as colocações eram por períodos de três anos. E o tempo para substituição de um professor foi encurtado de um mês no máximo para 48 horas, através de uma bolsa de substituição. O ME fala em estabilidade. O secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, acaba de afirmar que o concurso de colocação de professores "abre a maior janela de estabilidade do sistema educativo desde há muitos anos". E desvalorizou as críticas dos sindicatos do sector, lembrando que os argumentos utilizados repetem-se ano após ano. |
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| COMENTÁRIOS |
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Tudo falsidades
Valter Lemos: "Este concurso abre uma porta ou janela...blablabla, mas para quem? Só se for para ele e para quem já estava nos quadros. Nem abre a boca quanto ao Espanhol - deixaram de fora os licenciados e profissionalizados no Espanhol para darem emprego a quem é de outras áreas e outros que nem qualificação têm. Não ouvi ainda a FENPROF nem APPELE, nem Universidades fazerem nada quanto a isto....mas que~m é esta gente do ministério para prejudicas as pessoas? Hão de ser corridos este ano....é só ilegalidades, é uma arrogância....mas quem são estes fulanos? O que é que já fizeram no ensino? Eu dou-lhe um exame de há 5 anos atrás para fazer e um de agora e vamos ver qto é que estes srs do ministério tiram.....num exame de português deste ano de 12º não se fala de poetas nenhuns....comentar uma transcrição de J. Letria? É um poeta sim senhor, agora falar do 25 de Abril a português poupem-me....a História deve sair Cesário Verde.....as avaliações é outra palhaçada....
Nelson Almeida, Cacém
09.07.2009
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concurso de docentes
Fomos induzidos em erro no concurso a professores titulares; Já não somos professores como todos os outros? já nem podemos concorrer no concurso de docentes? nem podemos deixar de ser titulares....Enfim os lugares serão providos por professores os titulares ficam de fora. Com que direito?
helena correia, evora
08.07.2009
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Vergonhoso
Parabéns srs do Ministério, conseguiram deixar de fora os licenciados e profissionalizados no Espanhol para darem emprego a quem é de outras áreas e outros que nem qualificação têm. Já sei de escolas em que a dar Espanhol vão estar professores de Francês e outros de mais - Oerias é um dos exemplos. É uma vergonha, basta ver as listas e ver quantos do grupo 350 (de Espanhol) ficaram de fora. Pais estejam atentos e peçam as habilitações a esta gente e denunciem os erros; não se deixem iludir com as notas altas que estes professores possam dar, pois será apenas para calar o ensino do portuñol - está em causa a qualidade do ensino. Estabilidade diz o sr. Lemos? Só se for para os que andou a arranjar tachadas.....por mim eram corridos....estes srs. representam a vergonha do país, hoje em dia é só facilitismos e basta comparar exames de há 5 6 anos atrás e os de agora....AVALIAÇÃO? É tão lindo 1 professor de Educ. Física avaliar um de Biologia não é? Chamam a isto avaliar? Santa ignorância
Nelson Almeida, Cacém
08.07.2009
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