São várias as plataformas de associações de estudantes que convocaram o protesto de hoje, que, além do regime de faltas do Estatuto do Aluno, pretende também manifestar o descontentamento dos estudantes em relação aos exames nacionais e o novo modelo de gestão das escolas, em especial a criação da figura do Director.
"Não se vai assistir a uma manifestação única como aconteceu dia 05 de Novembro, mas a ideia é que seja concelho a concelho e escola a escola uma série de protestos ou greve às aulas ou fecho de escolas ou concentrações em vários locais", disse à Lusa Luís Baptista, porta-voz da Plataforma Estudantil " Directores NÃO!", uma das associações que aderiu ao protesto.
Segundo Luís Baptista, o despacho do Governo que clarifica o regime de faltas continua a não satisfazer os estudantes, considerando que, por exemplo, continua a apenas considerar justificadas as faltas por doença, deixando de fora outras razões, como, por exemplo, morte de um familiar ou tarefas associativas.
No entanto, nem todas as plataformas de associações de estudantes contactadas pela Lusa concordam com esta opinião e com o protesto agendado para hoje. É o caso da Plataforma Nacional de Associações de Estudantes do Ensino Básico e Secundário, criada há poucas semanas por associações de 11 distritos que "não se sentiam representadas pelas plataformas de estudantes já existentes".
A Plataforma, que foi recebida na semana passada pelo Ministério da Educação, demarcou-se deste "dia nacional de luta": "Não nos revemos nas manifestações que têm existido por todo o país. Fomos muito bem recebidos pelo Ministério da Educação, que está a trabalhar nas nossas propostas", disse à Lusa Eduardo Fernandes.
Entre as preocupações desta plataforma está a inexistência de um "canal de diálogo" entre estudantes e Governo, faltando vias que permitam o "esclarecimento de políticas de educação e juventude implementadas", algumas "dúvidas na interpretação do Estatuto do Aluno, nomeadamente, no regime das faltas" ou a ausência de aulas de educação sexual em todas as escolas.
Associações de estudantes de Lisboa, Porto, Almada, Barreiro, Viseu, Esmoriz, Seixal, Sintra, Sever do Vouga, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Ovar, Anadia, Vale de Cambra, Santa Maria da Feira, Águeda, Vagos, Espinho, São João da Madeira e Nazaré, entre outras localidades, anunciaram a sua adesão aos protestos de hoje.
|