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| "Temos de ser menos consumistas, reciclar, apostar nas energias alternativas e estar mais atentos ao meio ambiente" |
| Joana Silva Santos| 2008-02-26 |
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| Sete estudantes portugueses passaram duas semanas na Antárctica integrados na expedição canadiana Students on Ice. Agora recordam como foi a experiência. |
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Marta Alves, Maria Inês Martins, Miguel Guerreiro, João Covita, Inês Murteira, Irina Boteta e Andreia Raposo [na fotografia da esquerda para a direita], actualmente alunos do 12.º ano e do primeiro ano dos cursos de Biologia, Matemática e Medicina Veterinária, viram os seus projectos distinguidos no concurso nacional "À Descoberta das Regiões Polares", realizado no âmbito do LATITUDE60! - um projecto educativo do Comité Português para o Ano Polar Internacional, apoiado pela Ciência Viva.
Partiram rumo à Antárctica no dia de Natal e regressaram 15 dias depois. Por lá, viveram experiências únicas que partilharam no blogue da iniciativa, em www.aumpassodalatitude60.blogspot.com.
De volta a casa, Irina Boteta, da Escola Secundária do Pinhal Novo, vencedora na categoria "Escritor Polar", e Andreia Raposo, de Grândola, vencedora do primeiro prémio na categoria de "Website", partilham esses e outros momentos com o EDUCARE.PT.
EDUCARE.PT: O que é que as levou a participar no concurso "À Descoberta das Regiões Polares"? Irina Boteta: Assisti a uma palestra do geofísico Gonçalo Vieira que despertou a minha curiosidade em relação aos pólos. Iniciei a minha pesquisa, inscrevi-me no concurso e participei na modalidade "Escritor Polar", com um conto infantil que relata uma viagem imaginária à Antárctica. Andreia Raposo: Eu achei que se tratava de um assunto interessante mas pouco falado. Achei que ao participar ficaria mais informada acerca das regiões polares. E foi o que aconteceu.
E: E no que é que consistia o trabalho que a Andreia apresentou? AR: Apresentei o meu trabalho sob a forma de website e consistia principalmente em informação geral sobre o Pólo Sul. Encontrava-se dividido em duas partes, uma mais orientada para o Ensino Básico e outra para o Ensino Secundário, mais aprofundada.
E: Esperavam chegar ao 1.º prémio? IB: Sinceramente não, pois lembrava-me sempre que estava a participar num concurso a nível nacional e, de facto, pensei que existissem em Portugal melhores escritores polares. AR: Também nunca me passou pela cabeça tal coisa. Tratava-se de um assunto tão interessante (a meu ver) que pensei que seria muito pouco provável conseguir o primeiro prémio.
E: Mas acabaram por ganhar... Como é que foram os dias que antecederam a viagem? AR: Com muito nervosismo e muita ansiedade! Todos os dias sonhava que já estava em viagem! IB: Foram dias de preparação e ansiedade. Assistimos a palestras onde aprendemos alguns conceitos relacionados com biologia, geologia, história e política do local. Depois a preocupação era ter tudo pronto a horas e não chegarmos atrasados à viagem dos nossos sonhos.
E: E como foram estes quinze dias? IB: Fantásticos e tivemos oportunidade de criar amizades com pessoas com culturas muito diferentes. Aprofundámos os nossos conhecimentos, tanto a nível científico, como pessoal. AR: Tive a oportunidade de fazer coisas que nunca tinha feito e que, provavelmente, nunca iria fazer se não fosse nesta viagem. Conhecemos a cidade Tierra del Fuego - Ushuaia - onde fizemos algumas caminhadas e passeámos no Parque Natural de Tierra del Fuego. Depois de passarmos dois dias em que só víamos mar, avistámos os nossos primeiros icebergues e iniciámos as nossas visitas ao continente Antárctico. Um dos factores mais importantes foi a possibilidade de conhecer outras culturas e de conviver com pessoas com uma experiência de vida fantástica. Tudo isto conjugado com a tranquilidade e a beleza do grande continente branco... Foi como estar num mundo à parte.
E: Desenvolveram também diversas actividades... AR: Durante a viagem assistimos a palestras sobre assuntos tão diversos como oceanografia, aves, baleias, história, etc. A equipa de educação explicava-nos sempre a história e geologia dos diferentes sítios visitados. Nos dois últimos dias em que permanecemos no barco, foi-nos proposto organizar cinco grupos de acção, onde discutíamos os problemas que afectam o planeta e eventuais soluções para os mesmos. IB: Também tivemos tempo para reflectir sobre nós e sobre tudo o que nos rodeia.
E: Esta experiência mudou de algum modo a vossa vida? IB: Sim, mudou-me um pouco a mim própria, bem como a visão do mundo que me rodeia. AR: Sim. Eu sou aluna de Biologia Marinha e Biotecnologias na Escola Superior de Tecnologias do Mar, em Peniche, e pensava seguir aquacultura. Depois desta viagem passei a interessar-me por oceanografia e glaciologia. Também fiquei mais sensibilizada para os problemas ambientais e encaro as coisas de maneira diferente... dou mais valor aos bens sentimentais.
E: Perante a experiência que viveram, que mensagem gostariam de deixar? AR: Numa das palestras fiquei bastante impressionada com uma imagem do Pólo Norte em que se via um urso polar em cima de rochas, não havia gelo. O aquecimento global está a afectar cada vez mais as regiões polares e não só... Nós em Portugal também já notamos alterações no nosso clima e o nível do mar tende a aumentar. As pessoas têm de se mentalizar que o aquecimento global também nos afecta e que o futuro do nosso planeta depende cada vez mais das nossas acções para com a Natureza. IB: Em vez de pensar apenas nas nossas necessidades, temos de pensar nas do planeta. Estamos a agir sem pensar e a destruir a nossa única casa.
E: E como é que podemos contribuir para salvar o planeta? AR: Temos de ser menos consumistas, reciclar, apostar nas energias alternativas e estar mais atentos ao meio ambiente. IB: Existem muitas acções que podemos tomar no nosso quotidiano para ajudar o nosso planeta, mas de facto o primeiro passo é ter vontade de agir e acreditar que as nossas acções podem comprometer o bom funcionamento do planeta. |
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| COMENTÁRIOS |
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Faltas
Será que estes estudantes (principalmente os do 12º ano) têm as faltas justificadas, ou vai ser necessário fazer uma prova de recuperação ?
Manuel Afonso Matias, Lisboa
29.02.2008
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