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Educação
Armanda Zenhas Mestre em Educação, área de especialização em Formação Psicológica de Professores, pela Universidade do Minho. É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas, nas variantes de Estudos Portugueses e Ingleses e de Estudos Ingleses e Alemães, e concluiu o curso do Magistério Primário (Porto). É PQA do grupo 220 na Escola EB 2,3 de Leça da Palmeira e autora de livros na área da educação. É também mãe de dois filhos.
À procura da melhor solução
Armanda Zenhas| 2010-02-24
A oferta de salas de estudo e de explicações prolifera nos jornais, nas montras das lojas e até nas caixas do correio. Como distinguir o trigo do joio e fazer a melhor opção?
Diversas são as motivações que levam os pais a decidirem colocar os seus filhos num local onde sejam apoiados nas suas tarefas de aprendizagem extra-escolares. Algumas das mais significativas são: as dificuldades na aprendizagem e o baixo rendimento académico; a necessidade de providenciar um local onde os filhos passem as horas em que não têm aulas e em que os pais estão a trabalhar; e a vontade de ter um fim de dia em família tranquilo e livre de berros e choros a acompanhar a realização dos TPC.

A oferta de salas de estudo e de explicações prolifera nos jornais, nas montras das lojas e até nas caixas do correio. Como distinguir o trigo do joio e fazer a melhor opção?

O local escolhido deve ter características que garantam um apoio individualizado:

- Se a criança tem dificuldades na aprendizagem de matérias de algumas disciplinas, deve receber um apoio específico nessas áreas.

- A criança deve ser orientada para organizar de forma cada vez mais autónoma o seu estudo diário, incluindo revisões das matérias dadas e a realização dos TPC.

O que deve ser evitado?
- Não se deve optar por um local em que a criança esteja submetida a um número demasiado elevado de horas de estudo, para além do horário escolar. Também é preciso brincar e descansar. Não é a quantidade de tempo que é fundamental nas tarefas de aprendizagem extra-escolares (e escolares também) mas a sua qualidade.

- A criança não deve frequentar aulas paralelas à escola. Em muitos locais, existem grandes salas de explicações colectivas, em que alunos de diversas turmas e até de diversas escolas frequentam, simultaneamente, aulas de várias disciplinas dadas a um ritmo que não tem em conta as suas necessidades. Os pais ficam na ilusão de que a dupla exposição aos mesmos conteúdos poderá reforçar a aprendizagem, mas as dúvidas que os alunos trazem da escola permanecem. Muitas vezes cria-se mesmo uma grande confusão na cabeça das crianças que, não raramente, ainda têm que fazer os TPC em casa.

- Há que verificar se as crianças são ajudadas a compreender as matérias em que têm dificuldade e a realizar autonomamente os trabalhos escolares ou se lhes é apontada a solução sem que elas sejam parte activa nessa tarefa.

A situação ideal seria as escolas não estarem superlotadas como estão e não funcionarem com horários duplos (turno da manhã e turno da tarde). Oferecendo um horário de regime normal, as crianças teriam aulas predominantemente de manhã e poderiam realizar o seu estudo individual de tarde, em salas de estudo na própria escola, acompanhadas por professores da mesma.

Poderiam ainda realizar outras actividades, como por exemplo a prática de diversas modalidades desportivas. Enquanto isto não acontece, as famílias debatem-se com a necessidade de encontrar a melhor forma de responder às necessidades dos filhos, optando frequentemente pela escolha de uma sala de estudo ou de um explicador. Os critérios sugeridos poderão eventualmente facilitar essa escolha.

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